[REVISITA: Billie Eilish #4]
Antes de mais nada, devo admitir que, embora não ache esse cd ruim, não gosto tanto assim dele. Acredito que vir após álbuns tão bons como o Where Do We Go e o Happier Than Ever certamente tem os seus percalços que geram alguns problemas de contraste. Vou só dividir entre pontos que eu considero retrocessos, e os que eu considero avanços:
⛔️ RETROCESSOS:
- Letras pálidas e distantes e, em sua ... read more
[REVISITA: Billie Eilish #3]
"It's just a lot to think about the world I'm used to,
the one I can't get back,
at least not for a while
I sure have a knack for seeing life more like a child"
Em seu segundo álbum, Billie Eilish desmonta boa parte do aparato construído em seu debut para expor um aprofundamento psicológico e narrativo, agora baseado na sua relação com a própria imagem pública.
Longe das batidas mais ... read more
[REVISITA: Billie Eilish #2]
"The world's a little blurry
or maybe it's my eyes"
When We All Fall Asleep, Where Do We Go? é um debut com muita personalidade. Billie nos guia num mergulho em uma persona construída a partir de distorções, ironia e de uma imagética sombria. Mas, ao criar uma estética intimidadora ao seu redor como uma espécie de autodefesa, Billie também nos expõe a uma dualidade entre controle e ... read more
[REVISITA: Billie Eilish #1]
Este é um EP que condensa muito bem os pontos fortes, sem entregar, em contrapartida, todo o potencial dos irmãos. É uma ótima amostra da ótima produção de Finneas, da voz marcante de Billie e do rapport excelente entre os dois.
O Living in the Material World descarta a grandiosidade do All Things Must Pass, optando por arranjos mais enxutos, com uma produção menos carregada, que destaca o estilo de composição de George.
Inclusive, isso ajuda bastante a intensificar a sensação de proximidade, mesmo porque este é um álbum com um tom bastante confessional; George está numa linha tênue entre ser um rockstat e estar buscando iluminação ... read more
Este álbum não esconde que surgiu de uma catarse criativa, tamanha é a sua monumentalidade. O que mais me surpreendeu foi a opulência sonora, que envolve o ouvinte num verdadeiro êxtase, com uma diversidade estilística que transita entre o folk, o rock e o blues de forma singular e extremamente bem articulada.
À medida que avança, o disco vai se tornando cada vez mais interessante, mais bonito e melhor trabalhado. É realmente uma ... read more
Kacey engana muita gente fingindo que canta country sendo que ela é mais pop akakaka
Ela, inclusive, lembra bastante Taylor Swift no início da carreira. Talvez sempre tenha sido parecida, mas eu só me dei conta agora. Só que, claro, com letras mais maduras e sonoridade repaginada, mas a essência é a mesma.
Falando estritamente pelo que se pode analisar pelo álbum em si, já que não tenho domínio sobre sua conotação política, considero que este seja um trabalho com momentos interessantes mas em geral não me impressionou.
Trabalho ótimo, melhor que pelo menos 5 dos últimos álbuns do pai.
Mas, não precisa mentir também. Jamais que esses créditos de produção são reais. É mais uma situação como a de Kendall ter sido self made. Essa família adora fingir que é prodigiosa sem fazer nada.
Exatamente o tipo de trabalho que eu gosto: altamente confessional, muito emocional e em que a construção sonora está no ponto certo. Amei.
[REVISITA: Taylor Swift #10]
O Midnights é um álbum que, ao menos pra mim, não funciona em nenhum nível a não ser pela construção sonora. Dentre todos os álbuns em que Taylor testa sons diferentes do seu habitual, este é o que mais combina com ela, mais até que o 1989. Aliás, em termos de sonoridade, esta é uma versão maturada e mais melancólica que o 1989, servindo como o seu contraponto.
Agora, ... read more
[Discografia: Leonard Cohen #3]
Se no disco de estreia já apresentava um compositor literário, denso e bastante imagético, aqui esses aspectos são mantidos em termos de composição, mas, em estruturação sonora, Cohen reduz tudo ao essencial, como se retirasse o excesso até restar apenas a ossatura das canções – como ele próprio descreve, é um álbum bastante austero.
A escolha de filtrar ... read more
A sonoridade folk é uma ótima sacada, porque, naturalmente, é um gênero que desvia a atenção para o aspecto emocional e principalmente para as letras. E, convenhamos, não há nada nesse álbum mais impressionante que as letras.
Além de extremamente visuais, elas são misteriosas e possuem um quê de delírio que me apetecem; aproximam-se de uma alucinação, ou de uma espécie de "saudade ... read more
[REVISITA: Taylor Swift #9]
Algumas letras do Evermore são melhores que as do dito "melhor álbum" da carreira dela. O que eu acho desconexa e instável é a sua sonoridade, que eu considero um retrocesso especialmente vinda após a sobriedade (muito bem vinda) do Folklore. Portanto, se o aspecto mais problemático é estrutural, logicamente prejudica gravemente o álbum.
Devo dizer também que aqui, Taylor trás novas ... read more
[REVISITA: FKA twigs #9]
Assim como Neo, saindo da Matrix de dentro de um líquido "placentário" para descobrir o mundo real, FKA twigs descasca sua pele, para nos apresenta uma evolução narrativa baseada em florescimento pessoal e autodescoberta. Aqui, FKA twigs tateia e está em processo de descobrimento de um novo mundo.
[REVISITA: FKA twigs #7]
"Eusexua is a practice
Eusexua is a state of mind
Eusexua is the pinnacle of human experience"
Silêncio! A Matriz está sendo reconfigurada!
Se no Magdalene o corpo era um espaço de sofrimento, exposição e sacralização da vulnerabilidade, em Eusexua ele se torna o meio para acessar um estado de fluxo: o neologismo “eusexua”, entendido como uma presença absoluta, e/ou uma fusão entre ... read more
Disco muito interessante. Ao mesmo tempo que soa diferente, soa muito familiar. Muitas vezes me pareceu Zé Ramalho, em outras me lembrou Milton, em outras me remeteu à música tipicamente italiana... enfim, uma miscelânea muito boa.
[REVISITA]
[Desafio Brasil #43]
Opondo-se ao dito "milagre econômico" da ditadura, Milton lança o seu Milagre dos Peixes, sinalizando sua teimosia em não se deixar abater – já que a censura comprometeria o álbum inteiro, não fosse a sua criatividade, mas também sinalizando o florescimento artistíco da música brasileira, que, assim como ele, não se deu por vencida. Se o milagre bíblico é ... read more