[REVISITA: Taylor Swift #8]
Confesso que fui um pouco injusto com o Folklore. Definitivamente não o acho uma obra-prima, não acho nem o melhor de Taylor, talvez contextos externos tenham feito parecer que é, não sei...
Entretanto, uma coisa que antes eu não tinha me importado e agora percebi, ouvindo os álbuns em sequência com mais foco e vontade, é que Taylor compõe músicas com letras e metáforas ruins ... read more
[REVISITA: Taylor Swift #7]
Sinceramente, não vejo esse álbum como nada mais do que um retorno ao 1989 só que mais otimista. Mas a energia está gasta e soa como uma piada que é repetida várias vezes. Pelo menos é um álbum divertido.
[REVISITA: Taylor Swift #6]
O que acontece aqui é o que acontece no álbum mais recente de Harry Styles, em que eles tentam explorar sonoridades que não tem nada a ver com eles. Não tem problema em tentar, mas soa estranho (pra dizer o mínimo) quando é APENAS a sonoridade que há de novo.
Não é novidade que Taylor sempre agrega aos seus álbuns a sonoridade que estiver em alta no momento (algo normal, diga-se de passagem) mas ... read more
[REVISITA]
[Desafio Brasil #42]
[1000Lfm]
Álbuns como esse não podem nascer de outra maneira senão através do extremo domínio de uma linguagem, que se sabe de trás pra frente e pelo avesso. Absolutamente tudo que se pode esperar de um álbum, Hermeto oferece em Slaves Mass.
Este é não apenas um trabalho exemplar e da mais alta estirpe quando se trata de música experimental, mas é certamente um dos álbuns mais ... read more
[REVISITA]
[Desafio Brasil #41]
[Aniversário de 50 anos]
Que sequência linda a que precede esse álbum!
Em mais um trabalho colaborativo, como o Clube da Esquina, Milton firma grandes parcerias que o ajudam a estreitar o laço entre MPB e influências latino americanas, algo que já fazia mas aqui aprofunda.
Diferente do seu irmão, Minas, aqui Milton abre mão da orquestralidade em prol de uma sonoridade porosa, com texturas mais ... read more
[REVISITA: Taylor Swift #5]
O country diluído na música pop de Taylor no começo de sua carreira sempre me apeteceu. Acredito que, sonoramente e no que diz respeito à sua persona, gerou misturas bem interessantes.
O Red, enquanto obra de transição, sinalizou timidamente uma mudança de sonoridade que penderia mais pro pop, menos pro country. O que ele não conseguiu sinalizar, e o que ninguém conseguiria presumir, seria que o retorno ... read more
Fazia um bom tempo que não ouvia Buhr, e, confesso, foi uma grande surpresa ouvir onde se situa sua sonoridade. Não é bem do meu agrado, mas acho interessante a mudança.
Se foi recebido com estranhamento, é uma pena. Isso porque é aqui onde Miles Davis muda o vocabulário do jazz, numa tentativa de traduzir a cultura espanhola através de uma linguagem híbrida, profundamente moderna e, paradoxalmente, ancestral.
Não apenas é um álbum estonteante do ponto de vista musical, mas é também um estudo profundo; não um estudo meramente sonoro, mas histórico-cultural. O próprio ... read more
[REVISITA]
Resolvi revisitar esse álbum após ouvir novamente o Is This It, de The Strokes, e mantenho minha opinião de que o garage rock se ateve ao álbum errado em seu retorno.
Reconheço que ambos os discos são bifurcações da mesma raíz de sonoridade e do mesmo contexto cultural, mas acredito que a proposta de The White Stripes é muito mais interessante.
Enquanto o Is This It possui uma produção achatada, ... read more
Gosto de ser introduzido a um artista através de extremos: seu álbum mais aclamado e relevante, ou pelo mais fraco possível. Assim, eu fico sabendo exatamente o que eles são capazes de oferecer, seja positiva ou negativamente.
Sendo esse o primeiro álbum do Foo Fighters que eu escuto, agora sei que eles são capazes de oferecer um som que não parece bem estruturado, que soa repetitivo e batido, além de letras totalmente opacas. Só ... read more
Mais interessante do que eu imaginei que seria. Gosto bastante de algumas músicas, como I Want You (fico bobo quando os Beatles fazem músicas longas), mas algumas não me impressionam e até me passam a impressão de não ser deles, por algum motivo.
[Revisita]
Ao se ouvir alguns álbuns, é possível entender claramente o porquê dele ser influente ou aclamado; alguns mantém uma aura nítida em seu entorno, em que mesmo que não seja perceptível num primeiro momento, a atitude se deixa levar.
Is This It é um álbum que acho desproporcional para o alvoroço que ele causa. Entendo sua importância na ascensão do garage rock, mas acho que talvez esse seja seu ... read more
A produção, conduzida de maneira distorcida e caótica, espelha a fragmentação cultural e política do início do milênio, especialmente no contexto afro-americano. E faz isso ao se equilibrar na linha tênue entre acessibilidade e vanguarda.
É justamente nesse choque de intensidades que percebe-se que Outkast apresenta o hip hop como algo expansivo, capaz de ser político, estranho, dançante e emocional ao mesmo ... read more
[REVISITA]
Embora sejam lindamente organizados, pensando no que há de mais maximalista e grandioso no jazz, os álbuns de Raye, acredito eu, não comportam sua personalidade artística.
Muitas vezes soam ligeiramente limitados, ou exageramente pensados. Esse problema é inexistente quando ela canta ao vivo. É aí que sua voz, seu corpo, e tudo que está ao seu redor se unem para trazer ao mundo versões de suas músicas cem vezes ... read more
[REVISITA: Taylor Swift #4]
Não há dúvidas que o Red, além de ser o meu álbum preferido de Taylor, é também pivotal na sua carreira. Há um fluxo muito claro na sua discografia, que é modificado aqui.
Seu debut a estabelece como uma garota simples, que vê o mundo com os olhos de pura inocência e está começando a se descobrir, narrativa essa que é continuada no seu segundo álbum.
Já ... read more
[REVISITA: Taylor Swift #3]
Mesmo quando tentava se vender como country, Taylor sempre foi essencialmente pop. Não é surpresa, então, que, como qualquer artista pop, ela agregue tendências do que estivesse em alta no momento. No caso, aqui, foi o pop-rock dos anos 00/2010, muito impulsionado por artistas como Avril Lavigne, Paramore, etc.
Não vou negar que, ainda que o álbum não seja uma grande maravilha, esta é uma roupagem muito ... read more
[REVISITA: Taylor Swift #2]
Não há uma diferença substancial deste pro álbum anterior. Na verdade, a única diferença, que eu não acho que mereça tantos aplausos assim, é o contorno mais claro de uma narrativa.
[REVISITA: FKA twigs #6]
Em novas paisagens sonoras e emocionais, twigs sai da nebulosidade do Magdalene para dar espaço a uma sonoridade mais comercial mas com seu toque mais que especial. O que fica nítido é que ela não falha em cativar e sempre se reinventa ao apresentar novas facetas que ainda nos eram desconhecidas.
Só tem bangers nessa porra de mixtape, vei! TE AMO, TWIGS!
[Revisita: Taylor Swift #1]
Inacreditavelmente, não é o seu debut o pior álbum da carreira. Este disco carrega vícios muito específicos da sua época, que nem mesmo as influências de Taylor mais voltadas ao country a blindaram de agregar em suas músicas.
Não é um álbum ruim exatamente, mas também não é algo que vá se lembrar no dia seguinte. Ainda assim, choca por ser melhor que seus ... read more
[Desafio Brasil #40]
"Meu companheiro
Tá armado até os dentes
Já não há mais moinhos
Como os de antigamente
Acreditar na existência dourada do sol
Mesmo que em plena boca
Nos bata o açoite contínuo da noite"
Galos de Briga dá um bote muito discreto. Pode parecer apenas um álbum comum, caso os ouvidos não estejam calibrados, mas suas composições são exemplares da genialidade ... read more