inconcebível isso aqui estar no mesmo álbum que aquele medley inexpressivo e esticado do "End of the Summer"
Os vocais da Joanna são suaves e agudos, um tanto roucos, mas bem delicados e até angelicais; os instrumentos de corda - aqui, predominantemente a harpa - reverberam essa sonoridade medieval onírica tão exótica, quase sobrenatural e fabular; os violinos elevam sua presença a um tom grandiloquente, alarmante. Nenhum dos três parece firmar um diálogo objetivo, mas o vínculo harmonioso que se cria é tão forte que o ... read more
Voltar ao "Pure Heroine" depois de todo contato possível que tive com a Lorde nos últimos quatro anos é revelador. Primeiro que, mesmo amando o "Melodrama", é impossível escutar qualquer faixa aqui e não pensar o quão nocivo pra música pop é alguém como o Jack Antonoff - um equivalente do Kevin Feige na indústria fonográfica - , cujo papel de produtor parece exercer uma ... read more
Não consigo ter qualquer boa vontade com um pop que é mais mercadológico que artístico e que, mesmo ruim de modo inofensivo, é o suficiente para desgostar.
Gosto dos sintetizadores distorcidos e como isso se comunica com a voz da FKA - a melhor coisa de todas as nove faixas - , mas nada além do impressionismo inicial perante as experimentações me fisgou. É um álbum bom, mas tampouco vai reverberar comigo. E se me falassem que "daybed" foi produzida pelo Hans Zimmer, eu acreditaria.
1. O processo particular de uma experiência na arte varia de cada indivíduo em seus contextos específicos e de acordo com sua bagagem acerca daquela forma de expressão artística tal qual seus aprendizados da vida como um todo. Posso confessar que todos os adjetivos que me apareceram em minha mente enquanto digeria "Hounds of Love" soaram insuficientes para sequer transmitir o vendaval violento e desestabilizador que tive ao ponto de levar um dia ... read more
Essa foi composta e produzida só pra cuspir na discografia country da Taylor Swift
A única coisa que fez a minha tolerância com esse single ser tão alta: foi a única vez em 4 anos que uma canção da Marina remete diretamente ao seu álbum de estreia, "De Primeira".
No mais, sonoramente insosso e repetitivo.
Parei na sexta faixa. Impossível prosseguir em algo tão desinteressado, inexpressivo e genérico como isso aqui. É um martírio escutar um synthpop tão rasteiro em composição e - até onde escutei - legitimamente sem boa vontade de existir. Pode ser que melhore no decorrer do álbum. Talvez sim, talvez não. Não sei. Só sei que a vida é muito curta pra isso.
Prenúncio e a chegada da tempestade em sua agressividade sonora dissonante. O mais chamativo aqui é o controle da Fiona: essa mistura dos riffs de guitarra com o compaso da bateria, a brutalidade no modo em que cada tecla do piano é pressionada, os vocais graves e roucos da cantora... todos esses elementos parecem se relacionar sem uma sintonia exata, mas criam um ritmo crescente de desconforto, reiterando uma musicalidade violenta que é acumulativa a cada ... read more
O firmamento da Dua Lipa em um lugar comum muito pouco estimulante ou criativo, especialmente após Future Nostalgia. Nada mais a declarar.