ITZY - Checkmate
Jul 21, 2022
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O ITZY sempre pareceu partir de abordagens musicais bastante superficiais, porém, com muita diversão envolvida. Entretanto, ao caírem no modo automático, as peças orquestradas pelo grupo não passam de produtos fáceis, os quais são fabricados apenas para preencher o calendário anual de comebacks da JYP Entertainment. Em outras palavras, sabendo que os fãs, assim como os de qualquer artista nessa indústria, estão aguardando ansiosamente por um novo lançamento, a empresa pouco se arrisca em acrescentar ou experimentar novos elementos no material trabalhado por elas.

Isso acontece com vários grupos de diferentes companhias inseridas no K-pop. As exceções, obviamente, são aquelas em que a inovação artística vira moeda de troca. No caso do ITZY, a moeda foi definida através de um estilo único e bastante referente de concepção, desenvolvimento e produção. Assim, a ideia central de apostar naquilo que deu certo acaba se repetindo várias e várias vezes. O problema é quando essa repetição torna-se cansativa e altamente programada, gerando projetos desprovidos de nuances, como é o caso de CHECKMATE, em que a fórmula na qual o ITZY foi gerado vira algo extremamente irrisório. Incorporado por elementos eletrônicos e secos, com ausência de profundidade ou então uma mudança estilística dos últimos trabalhos, este disco é um verdadeiro bate-estacas enferrujado. Mas, longe de ser um completo erro, aqui podemos encontrar alguns acertos, tipo a faixa-título, que apesar de irritante, consegue condensar muito bem aquela diversão e autodeterminação característica do ITZY.

Se em “WANNABE” elas cantaram sobre amor próprio, em “SNEAKERS”, elas cantam sobre liberdade. “Não ligo, me chame de problema / Ou você pode me chamar de esquisitona / Vou viver como eu sou”, exclamam no pré-refrão. Na sequência, “RACER” consegue soar justa e adequada a proposta do projeto. Mesmo que, de certa forma, não renda nada demais além do esperado: melodias estridentes, contínuas e sem muitos componentes extras. O modelo se repete por toda obra, exceto na última música, “DOMINO”, que quebra o ritmo e torna a experiência ainda mais entediante. Por fim, o maior efeito negativo recorrente da redundância musical é o desleixo. Do material de divulgação do álbum até o repertório escolhido para compor a lista de canções, o que não faltou foi uma sensação de abandono tão forte quanto qualquer marca já deixada pelo grupo até hoje.

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