discografando david bowie #14
caras david bowie + new wave é sim fórmula de sucesso
discografando david bowie #13
é preciso tomar cuidado com as nomenclaturas. ao ouvir que esse é "o álbum mais fraco da trilogia de berlim" talvez você não espere se divertir tanto com uma proposta mais direta e acessível mas ainda assim bem produzida e amarrada. além disso vai na contrapartida da gélida berlim industrial, trazendo as ondas solares da new wave.
discografando david bowie #12
talvez eu esteja enviesada pela imagem experimental que foi consolidada do bowie em mim desde antes de começar a me aprofundar na discografia dele, mas eu confesso que ouvindo esse agora, depois do que ele fez em "Low" eu acabo gostando mais do anterior. o que no fim não diz muita coisa dado que são duas excelentes obras. ainda assim, saber que ele gravou esse álbum no Hansa deixa tudo mais incrível.
discografando david bowie #11
quem diria que veríamos uma obra prima quando juntássemos david bowie e brian eno numa coisa só ne? (eu diria)
discografando david bowie #10
sendo o álbum que marca a transição dele para o experimentalismo de Berlim mas ainda sem abandonar o Soul e o Funk, acho muito bem equilibrado o trabalho de junção dessas duas atmosferas.
discografando david bowie #9
o álbum tem um quê espacial e levemente experimental na sua primeira metade e na segunda metade mostra um pop muito bem trabalhado. é um dos álbuns do bowie que eu conhecia praticamente nada e foi uma grata surpresa de ouvir.
discografando david bowie #8
me apresentaram essa era como a entrada de bowie no funk e no soul, e mais uma vez como é interessante a forma como ele transiciona de um movimento para outro. quanto mais me afundo na discografia mais acho fascinante esses álbuns-de-transição. esse aqui ainda tem o adendo de ser um grande alívio depois da monotonia do anterior.
discografando david bowie #6
esse aqui coloca o glam rock num patamar teatral impecável. acho que prefiro o storytelling do ziggy stardust, mas em nenhum momento ele deixa a crescente da discografia cair.
discografando david bowie #5
não tem como esse aqui é obra prima
discografando david bowie #4
tenho achado curioso o caminho até o momento. Bowie apresenta álbuns que são introduções e logo em seguida mergulha de cabeça no gênero/movimento construindo sua própria estética. sabendo que esse é um segundo passo do anterior na consolidação da narrativa do Ziggy Stardust, tenho achado fascinante a forma como ele constrói sua carreira.
discografando david bowie #3
acho que sou um tanto mais fã do anterior mas esse aqui entrega excelência do rock psicodélico setentista então deito demais também. eu só acho ele menos "bowie" que o anterior
discografando david bowie #2
acho bacana demais que embora ainda muito tímido ele já demonstre as principais características do Bowie. sinto que a galera é crítica demais com esse dado que estamos olhando ele de forma anacrônica, mas ao pensar na crescente da carreira dele é bem louvável entregar um trabalho desse como segundo álbum de carreira.
discografando david bowie #1
finalmente mergulhando na discografia dele. definitivamente um álbum mas totalmente desprovido de personalidade.
o álbum é mais do que um retrato: é quase um diário daquelas mulheres. é feito delas, e para elas, e de certa forma é para toda as mulheres que carregam suas culturas no viver cotidiano.
texto completo em: https://comendomusica.substack.com/p/quando-a-cultura-se-perpetua-pelo
da pra falar de sofrimento, dor e revolta vivendo uma vida tão solar? da pra falar de sombra sem sombra?
Yve Las Vegass fala. fala de como eles vêm, se bronzeiam no nosso sol, se refrescam na nossa água, descansam na nossa sombra, vão embora e nos deixam apenas a sobra.
texto completo em: https://comendomusica.substack.com/p/compre-me-craque-ja-que-voce-nao
talvez a abordagem mais comercial dela mas que em nenhum momento abandona a essência dos trabalhos anteriores. amo como ela vem grande em todas as instâncias: a produção é mais volumosa, a performance vocal é mais destemida e as letras abrem ainda mais as intimidades. na minha cabeça ele é a contrapartida do 10 Love Songs da Susanne Sundfør.
o pop sempre foi até certa instância uma plastificação do underground, e em mim sempre morou a curiosidade de entender como uma artista consegue contrapor esse movimento.
talvez o segredo seja esse. eu não me recordo de alguma artista que tenha virado o pop de cabeça pra baixo nos tempos recentes como ROSALÍA tem feito. desde que nasci os nomes que associamos a esse movimento já eram muito bem consolidadas. e daí acompanhar esse ... read more
acho bonito que elas seguem entregando projetos que parecem sempre uma grande festa, as produções sempre tem um tom de diversão e despretensiosidade ao mesmo tempo que não se peca em maturidade e senso de direção nos trabalhos.
as letras aqui parecem mais evoluídas que no trabalho anterior. e a produção mais comedida em relação ao primeiro trabalho. a mim faz parecer aquele processo que entramos depois de muito tempo ... read more
o que mais me anima acompanhar a cena é pensar que mesmo que de forma ainda muito sorrateira, grupos minoritários tem podido explorar suas existências de óticas que não mais estão sempre nesse eterno arquétipo de vítima ou de sofrimento espetacularizado.
completo em: https://hinariopod.substack.com/p/horrorcore-enquanto-manifesto-queer