CTRL de SZA é uma obra-prima do R&B alternativo que mistura vulnerabilidade, empoderamento e uma produção envolvente, criando um álbum intimista e ao mesmo tempo universal. Assim como Beyoncé fez em Lemonade, SZA utiliza suas experiências pessoais como uma lente para explorar temas como amor, autoestima, e crescimento pessoal, oferecendo uma jornada emocional crua e verdadeira.
Desde a faixa de abertura, "Supermodel", SZA se revela de forma profundamente honesta, compartilhando suas inseguranças e fragilidades, de forma semelhante ao que Amy Winehouse fez em Back to Black. Ambas artistas possuem uma habilidade única de traduzir sua dor em música, criando uma conexão direta e íntima com o ouvinte, sem medo de se expor.
"The Weekend" se destaca como um hino de liberdade e autonomia feminina, onde SZA navega relacionamentos complicados com uma autenticidade que lembra o impacto de ANTI de Rihanna. Assim como Rihanna, SZA quebra normas e expectativas, explorando nuances de desejo, independência e complexidade emocional sem se prender a estereótipos.
Em "Drew Barrymore", SZA explora a solidão e a autoimagem de uma maneira que ecoa o lirismo confessional de Lorde em Melodrama, onde a busca por pertencimento é constante, mas nunca totalmente resolvida. SZA aborda as imperfeições da vida cotidiana com uma sensibilidade pop única, que torna suas canções profundamente relacionáveis.
"Broken Clocks" e "Love Galore" apresentam produções impecáveis que mesclam batidas modernas de trap com uma sensibilidade R&B mais suave, mostrando uma fusão de estilos que é ao mesmo tempo introspectiva e cativante. Essa mistura de sons e emoções lembra o impacto inovador de Solange em A Seat at the Table, onde as canções se tornam um espaço para meditação sobre identidade e poder.
Por fim, "20 Something" encerra o álbum com uma reflexão agridoce sobre o passar do tempo e as incertezas da vida adulta, semelhante à maneira como Lana Del Rey fecha Norman Fucking Rockwell! com um sentimento de contemplação. SZA nos deixa com um senso de vulnerabilidade que é profundo, mas também cheio de esperança, mostrando que as incertezas da vida podem ser tanto uma fonte de medo quanto de liberdade.
CTRL é um 10/10 porque, como os melhores trabalhos de Rihanna, Amy Winehouse e Solange, ele é sincero, poderoso e revolucionário. SZA cria um espaço seguro para explorar sentimentos de inadequação, desejo e autoaceitação, tudo isso com uma produção impecável que eleva o R&B moderno a novas alturas. Sua habilidade de transformar emoções complexas em canções atemporais faz de CTRL um álbum que continua a ressoar profundamente, anos após seu lançamento.