Ruby é o tipo de álbum que não só marca uma nova fase na carreira de Jennie, mas também redefine quem ela é como artista. Depois de anos sendo vista como “a it girl do BLACKPINK”, aqui ela finalmente mostra Jennie Ruby Jane por inteiro — com suas contradições, vulnerabilidades e ambições.
Desde a primeira faixa, percebe-se que Ruby é um projeto profundamente pessoal. Ele soa como se Jennie tivesse esperado por esse momento toda a vida: o de contar sua história do seu jeito. Há uma mistura de força e suavidade, algo entre a frieza do estrelato e o calor da mulher real por trás das câmeras.
O álbum tem uma sonoridade pop e R&B sofisticada, com momentos que lembram artistas como SZA, Rosalía e The Weeknd, mas sem perder a identidade única de Jennie. Ela não tenta provar nada — apenas existe com confiança. Canções como “Mantra” e “like JENNIE” mostram esse lado afirmativo, quase como se ela dissesse: “Eu sei quem sou, e não preciso que o mundo me diga.”
Por outro lado, faixas como “Love Hangover” e “Handlebars” trazem um tom mais introspectivo, quase melancólico, onde a fama parece mais uma prisão do que um privilégio. E é aí que Ruby brilha de verdade: na honestidade. Jennie não se esconde mais atrás do glamour — ela o encara, o desconstrói e o transforma em arte.
No fim, Ruby não é apenas sobre uma joia preciosa, mas sobre a lapidação de uma mulher que aprendeu a brilhar sozinha. É um álbum maduro, confiante e delicado ao mesmo tempo — e talvez o trabalho mais autêntico que Jennie já fez.
| 1 | Intro : JANE with FKJ / 90 |
| 2 | like JENNIE / 87 |
| 3 | start a war / 96 |
| 4 | Handlebars / 98 |
| 5 | with the IE (way up) / 94 |
| 6 | ExtraL / 100 |
| 7 | Mantra / 95 |
| 8 | Love Hangover / 94 |
| 9 | ZEN / 90 |
| 10 | Damn Right / 100 |
| 11 | F.T.S. / 100 |
| 12 | Filter / 92 |
| 13 | Seoul City / 94 |
| 14 | Starlight / 95 |
| 15 | twin / 98 |