Neste projeto mais enxuto, o duo Beach House continua de onde parou com "Teen Dream" de 2010. E ele realmente continua a onda de qualidade, apenas com o fato das letras tratarem de temas mais confusos e complexos, como morte, fins de relacionamentos (porém 3x mais complicados).
Pelo fato de ser um álbum menor, com menos faixas, ele não é um disco com fillers. Ele tem grandes músicas, e a voz de Victoria percorre o disco com graça, leveza e a força de praxe. Isso só serve pra deixá-lo ainda mais grandioso. A facilidade com que as canções emocionam também deve ser levada em conta, em faixas como "Wild" e "The Hours", que não apenas te envolvem completamente na sua atmosfera - aliás, isso é algo muito gostoso nos discos do duo, você sempre é envolvido de alguma forma.... seja pelas letras, ou pela produção - mas também te mantém desejando ouvir mais. E isso é sempre apreciado em qualquer disco, poucos tem a capacidade de instigar e prender o ouvinte. "New Year" me faz desejar por tempos melhores e a ansiedade (em ambos os sentidos) de um novo ano se aproximando. "Troublemaker" relembra contos infantis e momentos que vivi com meus pais quando criança, então é realmente admirável que eles tenham esse poder consigo.
Beach House é realmente um duo que deveria ter prestado mais atenção. Eles tem canções inspiradas, originais, e ainda são referências musicais pra todo tipo de pessoa, de Kendrick Lamar a Mariah the Scientist, ambos sampleando músicas deles, provando que eles quebraram e continuarão a quebrar barreiras musicais inúteis.