Em Rainbow, Kesha parece ter encontrado uma luz, mas aparentemente ela ainda luta para chegar ao fim do túnel.
O álbum se inicia com a suave Bastards, acompanhada apenas por sua voz e um violão melancólico, que logo em seguida ganha a companhia de um coro bastante semelhante à Let It Be dos Beatles. Após uma introdução intimista ao álbum, nos é apresentada Let 'Em Talk, primeira colaboração com a dupla Eagles of Death Metal - uma das duas que estão presentes no disco.
Kesha não está apenas encontrando o seu verdadeiro eu, como também se aperfeiçoando artisticamente e Rainbow é seu primeiro passo para sua liberdade artística.
Woman vem para mostrar que, seu passado como uma compositora de hits não será esquecido, visto que a canção em questão é sem dúvidas um hino de empoderamento feminista que pode facilmente conquistar os charts ao redor do mundo. A música conta com a presença do grupo The Dap-Kings Horns que resultou numa colaboração fantástica.
Agora destacando as melhores do disco: Finding You, Rainbow, Praying, Godzilla e Spaceships. Todas com vocais avassaladores e onde Kesha mostra onde seu melhor está: a forma como a cantora canaliza suas emoções e as transformam em canções arrebatadoras.
Em Spaceships, Kesha pode até cantar que está à espera de suas naves espaciais, mas tenho certeza de que ela sabe exatamente onde é seu lugar: nas constelações de músicos com poderosos dons sobrenaturais de transformar a dor em poesia e se reinventar sobre as cinzas de cada tragédia.