“Deixar o seu amor crescer na luz de cada dia”
Inegavelmente, Minas é uma obra-prima da música brasileira. Não apenas por ter Milton Nascimento como intérprete e compositor, o que, por si só, já é uma grande honra, mas também por toda a sua carga nostálgica e pela qualidade sonora impecável.
O álbum traz uma mistura de sonoridades progressivas, incorporando elementos da música mineira, do jazz, do ... read more
[Titanic Rising - REVISITADO]
Queria morar nesse álbum e derreter entre as notas músicas e a voz de Weyes. Ficou ainda melhor que da primeira vez que escutei esse trabalho. Simplesmente se tornou um dos meus favoritos.
Me sinto como se tivesse caído em um mundo alternativo embalado pela voz melódica e marcante de Natalie Mering.
Faz sentido pensar In The Darkness, Hearts Aglow, de Weyes Blood, seu nome artístico, como um portal para mundo fantástico de sons nostálgicos e sentimentos modernos, em que melodias etéreas embalam uma atmosfera de beleza e desolação diante de um mundo em crise. É lindo, poético e tão bom quanto o primeiro ... read more
Continuo aclamando a primeira versão de LUX, assim como reconheço Rosalía como uma das artistas mais relevantes da nova geração. No entanto, não acredito que as novas faixas adicionadas na versão deluxe, lançada após o grande sucesso do álbum no ano passado, contribuam de forma significativa para o conjunto da obra; pelo contrário, acabam soando redundantes e pouco acrescentam à identidade já consolidada ... read more
Um álbum que é mais sonoridade e sensação do que compreensão, e isso não é uma coisa ruim.. pelo contrário, é um dos melhores álbuns que eu já escutei na vida.
É inovador e revolucionário? Não. Na verdade, neste álbum, Anitta aposta em referências bastante evidentes, inclusive na escolha dos feats. A sonoridade não se distancia da estética que Liniker, Marina Sena, Urias e até Baco Exu do Blues vêm explorando em seus trabalhos mais recentes, projetos que, vale destacar, foram muito bem conduzidos.
Ainda assim, isso não chega a ser um problema: a cantora demonstra consciência ... read more
Onde está você, Luísa Sonza?
Vejo talento, mas não vejo personalidade; vejo referências, mas não vejo inovação. No meio dessa mistura pouco homogênea, Sonza mais uma vez se perde e acaba não agradando nem à sua própria base de fãs.
O álbum se estende de forma desnecessária, comprometendo sua força enquanto disco. A ausência de um eixo temático claro faz com que as faixas ... read more
Gente, chiquérrimo. Me senti uma femme fatale em um filme noir ou uma protagonista do David Lynch. O LP de Molly Lewis tem uma vibe super leve, elegante e hipnotizante, é fantasia pura com toques de estética cinematográfica. Eu amei!
Aqui, The Marías apresenta um crescimento ainda maior de sua identidade artística, expandindo sua vibe cinematográfica tanto na estética quanto nas letras, ao construir um álbum focado em músicas que exploram a profundidade das relações. É, sem dúvidas, um dos melhores álbuns alternativos de 2024 e, mais uma vez, me questiono: onde diabos eu estava quando ele foi lançado?
Um pop alternativo bem gostosinho. Ao misturar inglês e espanhol em músicas que oscilam entre a melancolia, o entusiasmo e até uma vibe femme fatale, The Marías se consolida como uma excelente aposta dentro do gênero. Não sei como demorei tanto para escutar, mas é muito a minha cara. Adorei.
Não tem muito o que dizer. São músicas lindas, clássicos da bossa nova, tesouros reconhecidos mundialmente, mas, embora conte com grandes participações, Bossa Sempre Nova não tem um pingo de alma ou personalidade.
Luísa Sonza tem talento vocal, e eu defendo seu último álbum — do qual gostei de algumas músicas, mas sinto que ela se perde em mais um de seus trabalhos, na falta do seu próprio eu. Enfim, ... read more
Eu já conhecia a banda Arcade Fire e algumas músicas avulsas, mas ainda não havia escutado um álbum completo deles, e posso afirmar que amei demais a experiência.
Reflektor abre com a faixa de mesmo nome, e não poderia ser uma escolha diferente, pois essa música traduz com muita precisão o sentimento de escutar o álbum como um todo e, acredito eu, a própria intenção da banda: uma reflexão sobre a ... read more
Reescutando um álbum que fez parte da minha adolescência. Por mais bandas de rock com vocalistas femininas.
BaianaSystem e a quebra da forma. Numa flexibilidade rítmica imponente e com participações especiais ricas, o grupo entrega um trabalho contagiante que conecta música e identidade, revelando as raízes da cultura brasileira.
Minha MPB tá viva!
Uma grande surpresa de 2025. AFIM de Zé Ibarra é um disco bem interessante em meio aos últimos lançamentos, isso porque ele me soou mais como algo que poderia ter sido gravado em outra época, não por se escorar em uma nostalgia vazia ou algo do tipo, mas por apostar em melodia, letra e interpretação como centro da experiência de seu álbum, o que me lembrou cantores como Caetano e Djavan. As ... read more
Não tão diferenciado ou criativo quanto o Coisas Naturais, mas interessante em sua proposta carnavalesca.
Últimos dias do ano de 2025 eu finalmente fui escutar o novo LP da Jade, mas nada me preparou para a explosão que é THAT'S SHOWBIZ BABY!. Trabalho onde Jade sai completamente da zona de conforto e da sombra do Little Mix e nos apresenta um álbum pop nada básico, cheio de energia, personalidade e versatilidade. Mostrando todo seu potencial para trabalhos futuros.
Não é preciso muito para saber que esse álbum é um álbum marcante quando ouvimos músicas como Electric Feel, Time To Pretend e Kids. Contagiante e Divertidíssimo.