BLACKPINK - BORN PINK
joaoalim
Sep 17, 2022
76

Será que BLACKPINK finalmente encontrou a sua essência?

Diante de um grande tempo de espera, o grupo feminino finalmente lançou o seu segundo álbum de estúdio – que, para mim, não entra na cabeça que oito músicas seja um álbum, e não um EP –. Um projeto que mistura o Dance de diversas formas e até mescla com músicas Hip Hop, mas nunca deixando aquele Pop que tanto conhecemos de lado.

As quatro garotas realmente me surpreenderam nesse álbum. Particularmente, foi uma evolução muito grande diante ao projeto passado (“The Album”), explorando lados que mal foram vistos no grupo, mas não sendo algo completamente fora do curso.

Uma questão que sempre é discutida e até polêmica é sobre a essência e identidade musical das PINKs, mas, nesse álbum, foi um grande pontapé para que outras vertentes revelassem o seu uso no grupo.

No primeiro momento, “Pink Venom” soou uma música completamente BLACKPINK, mas com aquela fórmula que se repetia sempre e sempre, fazendo com que ficasse com um pé atrás e ainda não criar completas expectativas e dizer “ah, vai ser mais um projeto fraco sem nexo”. A faixa cresceu aos tempos e não saía da minha cabeça.

Após o lançamento do projeto completo, eu senti como se tivessem guardado o melhor para o final. “Shut Down” é uma faixa cheia de diss, com uma letra cativante e melodia chiclete, o chef’s kiss de tudo foi o sample de “La Campanella”, produção clássica do violinista italiano Niccolò Paganini. Mas a cereja do bolo veio na sequência das faixas 4-5-6.

“Yeah Yeah Yeah” é, sem sombra de dúvidas, a melhor faixa do projeto. Ela traz elementos que me remetem a “Don’t Know What to Do” e “Lovesick Girls”, uma faixa EDM suave, mas que soa dançante e melancólica ao mesmo tempo. A letra que fala sobre o amor bobo e até clichê me surpreende, já que não era imaginado que o grupo iria tentar algo mais apaixonante dessa forma – ainda mais por ter a Rosé e a Jisoo na composição lírica –.

A Rosé assume um patamar que soa de grande responsabilidade, uma faixa solo em um álbum completo do grupo. “Hard to Love” nos apresenta um Pop Rock dançante e que se destaca, nem só entre os lançamentos do grupo, mas também entre outras faixas desse gênero que estavam em evidência no hype na Coreia do Sul – “Tomboy” do (G)I-DLE e “Ring ma Bell” do BILLLIE –.

Logo em seguida, temos a ballad “The Happiest Girl”. A faixa tem a cantora Natalia Kills (creditada como Teddy Sinclair) como uma das compositoras, o que me fez querer prestar mais atenção nela. A melodia calma e relaxante me pegou logo no início, sem contar o sorriso que tive quando ouvi os vocais das garotas. Foi uma música que eu precisava ver sendo lançada.

Finalizando o álbum, tivemos “Ready for Love”. Acompanhei todo o seguimento que a faixa teve, do vazamento, indo até um jogo e sendo lançada como um lado B. A faixa ainda me parece divertida, por mais que gostasse mais do jeito que soava quando era apenas um vazamento. Ainda não entendo o por quê dela estar ali, mas apenas deixo de lado, visto que temos outras faixas que merecem destaque maior.

“Born Pink” foi algo que fez querer mais das PINKs. A organização de faixas, letras que estavam fora das minhas expectativas e imaginações para o projeto foram completamente quebradas – num ótimo sentido – tudo o que tinha em mente. Não esperava muito, o “The Album” soou bastante decepcionante, com músicas que soavam “fracas” e que parecia uma playlist, mas o segundo álbum veio para mostrar que o grupo pode sim ter sim um ótimo patamar de faixas e ainda mostrar que o grupo não é apenas aquelas canções que podem parecer genéricas por causa de conceito e produção repetitiva. Não irei negar que estarei mais atento no BLACKPINK a partir de agora, desejando coisas que sejam surpreendentes e mandando energias para que elas tenham cada vez mais presença nas produções e composições.

Track Ratings
1Pink Venom / 80
2Shut Down / 80
3Typa Girl / 40
4Yeah Yeah Yeah / 100
5Hard To Love / 80
6The Happiest Girl / 85
7Tally / 75
8Ready For Love / 70

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