ITZY - BORN TO BE
joaoalim
Jan 10, 2024
80

Com o seu oitavo Mini Album - apesar de ter dez músicas -, ITZY renova seu padrão de música, entregando aquele Pop Dance forte e impactante que vimos anteriormente, como "DALLA DALLA" e 'WANNABE".

Iniciando o álbum com o primeiro single da Era, “Born to Be” é uma faixa que trouxe tudo o que mais foi elogiado pelo ITZY em sua carreira toda, principalmente em 2023 com “Kill Shot”. Ela é uma canção divertida, mas ao mesmo tempo impactante, priorizando o maior ponto forte do grupo, suas performances. A faixa que leva o nome do projeto é a melhor introdução, já que podemos ter uma visão do que vem em seguida. “Born to be wild and free”, a maioria das canções tem esses temas apresentados, seja sobre ser forte e feroz ou apenas sobre ser livre e apaixonante. E então surge o single principal do disco. “Untouchable” é a verdadeira definição de música para balada gay em Itaewon. Sua composição lírica mantém o conceito de todos os singles principais do grupo, exalando confiança e empoderamento. Infelizmente ela é a “pior” das canções escolhidas para ser singles, mas não deixa de ser ruim, muito pelo contrário, era isso que todos deveriam ver e esperar das meninas. Os ad-libs da canção estão absurdos, e é ótimo ver essa evolução que o grupo teve depois de quase cinco anos do seu primeiro trabalho.

A canção mais surpreendente do álbum é, sem dúvida, “Mr. Vampire”. Apesar do grupo combinar com essa visão de Teen Crush mais suave, mal foi apresentado em outros lançamentos. O Pop/R&B do single é suave, refinado e até cheio de classe. É muito interessante ver a Chaeryeong tendo, finalmente, um destaque em uma faixa do ITZY, espero que ela continue tendo essa atenção em lançamentos futuros, porque ela já se mostrou competente, tanto na área da dança quanto no vocal. “Dynamite” é a primeira b-side a aparecer, e tudo nela é frenético: seus versos, suas estrofes e seu instrumental. A canção pode ter influências em um Hip Hop, priorizando o rap das membros. É um pouco complicado ter uma visão ouvindo a primeira vez, então re-ouvir algumas vezes pode ser necessário para ter uma opinião concreta. É tudo apressado, mas não é ruim. O bom é que nem precisa de versão Sped Up pro TikTok, já que ela tem a velocidade aumentada na versão original.

Entrando na ala dos solos das cinco integrantes, iniciamos com a Yeji. “Crown In My Head” não apresenta um estilo que seja totalmente agradável para mim, esse Pop Rock fabricado soa muito como uma canção que a Demi Lovato lançaria nesses momentos “roqueiros” da cantora. O refrão é frustrante, como se faltasse algo que realmente empenhasse e fizesse com que te convencesse a ouvir mais vezes. “Blossom” é o solo da integrante Lia, e apesar da vocalista principal não estar presente nas outras canções, o seu solo é interessante. Ele sabe misturar momentos calmos e mais animados. É uma canção básica de R&B, mas com uma boa produção, ela consegue se sobressair e destacar, principalmente aqui no álbum.

Ryujin puxa a sua personalidade alternativa e “tomboy” para o seu solo. A canção mistura um Pop Rock com melodias suaves para combinar com o seu estilo de cantar. Não é uma canção ruim, mas soa fraca no meio do resto. Chaeryeong, até então, era uma incógnita sobre o seu solo, mas quando ouvimos “Mine”, percebemos e pensamos “e não é que estava na nossa cara sempre?”. A canção combina com a sua voz melódica e encaixa com a sua performance e forma de se expressar, sem contar que expressa uma classe que dificilmente vemos no K-pop, não é atoa que houveram comparações - no bom sentido - com a Sunmi. É o melhor solo do disco. E então, finalizamos esse ciclo com “Yet, but”, a canção mais insuportável do disco. Não sei o que aconteceu aqui, mas em nenhuma música do grupo a voz a Yuna pareceu tão enjoativa como aqui. Me soou como a Nayeon quando debutou em “Pop!”, algo não pareceu bater. O resto da canção, quando os versos com mais “rap” vão aparecendo, vemos como há uma diferença entre essas partes e o refrão. Porém, é uma canção chiclete e não duvido que aconteça um crescimento.

E então, finalizando esse projeto de vez, “Escalator” volta com essa energia girl boss e Hip Hop. É uma canção experimental, ela mistura vários elementos e realmente soa como um Hyperpop - vejo muito a Charli XCX lançando algo assim -. Não sei se foi o melhor jeito de acabar o álbum, mas a canção é interessante de ouvir e até de se analisar, principalmente com as suas mudanças e bipolaridades.

“BORN TO BE” não é o melhor projeto delas, só que também não é um bicho de sete cabeças como muitos vão julgar. Um ponto que me incomodou foi a organização, não me soou como um projeto coeso, ainda mais pelo grupo que sempre tentou e trouxe discos bem organizados e com boas transições. Talvez, isso se dê pelo fato dos solos, já que são extremos diferentes, mas poderia ter uma boa apuração em relação a isso. O Mini Album realmente mostra para que o ITZY nasceu, trazendo essa personalidade forte, que também pode ser delicada e a jogada de colocar faixas que refletisse cada personalidade individual das cinco membros é o que mais combina com o conceito do disco. Foi um ótimo jeito de começar o ano e abrir portas para novos trabalhos.

Track Ratings
1BORN TO BE / 90
2UNTOUCHABLE / 86
3Mr. Vampire / 100
4Dynamite / 80
5Crown On My Head / 65
6Blossom / 77
7Run Away / 68
8Mine / 81
9Yet, but / 58
10Escalator / 75

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