Após quase 10 anos da estreia do SEVENTEEN, a Pledis resolve lançar mais um grupo masculino. TWS aposta no conceito básico e refrescante, tendo até semelhanças com o grupo senior da empresa.
"plot twist" é a faixa principal do EP, entregando um Pop Dance mais suave e colorido, algo que exala a energia de canções de verão tão populares na Coreia do Sul. Infelizmente, ela soa um pouco sem aquela alma que deveria ter em uma faixa desse porte. Caso ela fosse apenas uma b-side, soaria melhor e não fosse um pouco decepcionante. "unplugged boy" caminha na direção de faixas comuns com essa pegada R&B que diversos grupos vem caminhando.
A rítmica "first hooky" inicia de um jeito que captura bem a sua atenção, e no decorrer da canção, podemos sentir bem o que a canção queria apresentar. Ela é a maior faixa do projeto, e tem os seus 3 minutos e 29 segundos bem aproveitados. "BFF" parece querer introduzir um ritmo mais animado, o que eleva os ânimos no decorrer do EP. Ela explora bem o lado Hip Hop do grupo, tendo uma ponte bem estruturada e gostosa de ouvir. E, encerrando, "Oh Mymy: 7s" foi a canção escolhida para precender o projeto em seu lançamento, e aqui podemos ver mais personalidade e aquela potência que ainda faltava no grupo. A canção tem uma produção instrumental bem melódica e, até certo ponto, experimental por misturar alguns gêneros e mixar tudo. É a melhor faixa do disco, sem sombra nenhuma, e deveria ter sido a faixa principal.
É difícil se manter na origininalidade, ainda mais quando é um grupo extremamente novo, e em alguns momentos, é inevitável a comparação com outros exemplos. Depois do fiasco que foi com o PRISTIN, a Pledis demorou bastante para apostar em algo novo, e então nasceu o TWS. Infelizmente, o EP em seu todo soa como um projeto sem single até o fim, e isso no K-pop pode ser prejudicial, já que é perceptível quando uma canção tem estrutura de carregar o peso de uma faixa-título e quando umas não tem essa potência, sendo escolhida para complementar o disco. "Sparkling Blue" é um gênerico, mas que funciona até certo ponto e pode até preencher espaços, já que poucos atos nesses últimos anos vem explorando esse "aegyo" masculino de uma forma tão presente.