STAYC - Metamorphic
joaoalim
Jul 17, 2024
75

Metamorphic parece uma compilação de tentativas feitas por STAYC, mas, pelo menos, são boas tentativas.

Em março de 2024, as meninas do STAYC já haviam revelado que o seu primeiro álbum estava em planejamento. Isso sempre causa um alvoroço no K-Pop, já que os grupos – principalmente os atuais – trabalham em projetos cada vez menores, como EPs ou até singles digitais. O sexteto é um grupo bem querido, mas após recepções mistas de seus últimos materiais, uma dúvida misteriosa passou a marcar seus lançamentos: elas finalmente lançarão algo bom novamente? Com quatorze faixas, há muito o que explorar e analisar se, de fato, Metamorphic pode responder essa e outras questões.

Várias promessas foram feitas, tanto pela High Up quanto pelo próprio grupo, e esse foi um dos maiores problemas do álbum, também conhecido como: gerar falsas expectativas. A causa e o efeito são simples: lançar um trailer de oito minutos contando uma história misteriosa, divulgar fotos com um visual completamente diferente do que já haviam feito e esperar a reação do público. Por fim, com as primeiras prévias divulgadas, um gostinho da verdade foi revelado.

“Cheeky Icy Thang” é a faixa título e nos dá uma sensação de “igual, mas diferente”. O single contém elementos que ainda não foram tão utilizados pelo grupo, mas, como conjunto, não soa inovador. É uma música carismática e expressa bem a energia refrescante do STAYC, mas com altas doses de uma tentativa de ser “too cool for old school”.

O projeto ainda nos apresenta um pouco das membros de forma individual. “Find” tem a presença de Sieun, Seeun e J, e explora um 2-Step comercial que vem se tornando popular a cada dia no pop sul-coreano. Já “Fakin’” mostra Yoon e Sumin por um lado melancólico, mas que peca em ser comum e razoável demais. Já “Roses”, faixa solo de Isa, foca em destrinchar o seu vocal diante de uma canção com muitas influências no R&B contemporâneo. Ela se torna um dos maiores destaques do disco pelo fato de ser relaxante e, ao mesmo tempo, rítmica, que combina bastante com a imagem da integrante.

Um dos erros que, infelizmente, mais compromete parte da experiência é a duração das faixas. As quatorze músicas são individuais entre si e, como apenas quatro têm mais de três minutos, acaba criando uma atmosfera confusa. Muitas vezes as canções terminam rapidamente, e depois passam para outra sonoridade diferente, dificultando a assimilação de qual caminho o álbum está tomando.

O álbum ainda segue os erros passados ​​do grupo, pois em todos os seus projetos, vemos uma enorme lacuna entre o single e o restante das faixas. É sempre o cenário onde a faixa-título é alegre, confiante e forte, enquanto o restante das músicas são suaves, aconchegantes e têm grande potencial para serem esquecidas por não seguirem o mesmo ritmo. Há exceções, que tentam acompanhar a peça principal (“Twenty”, “1 Thing” e “Trouble Maker”), mas durante o seguimento, a produção parece ter o prazer de nos lembrar que elas são apenas comuns.

https://www.aqueletuim.com.br/2024/07/critica-metamorphic.html

Track Ratings
1Twenty / 80
2Cheeky Icy Thang / 85
31 Thing / 80
4Give It 2 Me / 75
5Find / 75
6Let Me Know / 75
7Nada / 70
8Fakin’ / 60
9Roses / 85
10Beauty Bomb / 75
11Gummy Bear / 77
12Stay WITH me / 50
13Flexing On My Ex / 70
14Trouble Maker / 85

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