É um album criativo pra ela, mas pra música tá longe de ser. Ainda assim um album muito divertido
vale muito a experiência, mas até agora não entendi em qual língua eles cantam na maior parte das músicas.
o Ney com 75 anos resiste em fazer um Live sem ser um disco de coletanea ao vivo, até as músicas conhecidas ele transforma em algo completamente mais pesado, mais dramática. Muito desse peso vem dos metais e da guitarra que são muito presente nesse álbum. Se pegarmos o contexto que foi lançado, querer botar o bloco na rua não é só sobre Carnaval, mas um ato de existir publicamente no auge do Bolsonarismo.
Sinto que esse álbum faria mais sentido se escutado em 2021, ele soa muito como o momento que vivemos na pandemia. O disco é intimista, é o Ney cantando musicas que sempre teve vontade e faltou oportunidade.
Assim como no album de estúdio anterior, o nome do álbum consegue resumir perfeitamente sua premissa. O disco gira muito em torno de medo, desejo e decadência urbana, ele consegue passar uma sensação constante de inquietação, como se o Ney estivesse observando o mundo com desconfiança e fascínio ao mesmo tempo.