Em seu debut, intitulado de maneira muito criativa, Björk traz em Debut um projeto que a apresenta pro mundo, apesar de nao saber exatamente o que quer ser, definitivamente sabe o que não quer.
A rainha da musica experimental explora, através de letras simbólicas, vocais que te imergem dentro de uma jornada, um tanto quanto perdida, sobre sensações, sentimentos e comportamentos exclusivos do ser humano. A produção ajuda nisso, tanto no seu lado orgânico melódico, quanto e principalmente no lado tátil, com toques percusivos que trazem essa sensibilidade à sua sonoridade.
Mas, ainda assim, Debut parece um album sem direção, Björk destaca sua experimentalidade, deixa ela evidente, mas não tem um rumo exato de onde quer chegar.
Sobretudo, o álbum consegue ser imersivamente tocante e aproveitável ao mesmo tempo.