Em um projeto com muitas influências de cultura pop, Remi Wolf se permite brilhar e espalhar sua voz distinta por faixas cheias de groove, guitarras elétricas e baterias.
O álbum começa com "Liquor Store", que causa estranhamento de primeira, seguido por "Anthony Kledis", "wyd" e "Guerrilla", ótimas faixas num geral, abordando depressão, problemas familiares e vícios. Depois disso, o álbum tem canções mais divertidas, menos despreocupadas e tratando sobre se sentir bem consigo mesmo, "Quiet on Set", "Volkiano" e "Grumpy Old Man" são exemplos, tratando sobre autoestima e amor próprio, sendo que a última é a mais estranha - nela, Juno se descreve como uma pessoa "velha". Já na nona faixa do projeto, "Buttermilk", é retratado um relacionamento muito conturbado, mas que ainda tem amor envolvido. É acompanhada por uma bateria persistente, que vai ficar na sua cabeça durante dias, assim como "Sally" também faz. "Sexy Villain" e "Buzz Me In", são duas faixas deliciosas, ótimas para um fim de tarde - a última sendo mais animada, e quando chegamos na faixa final, recebemos um R&B psicodélico. Nesse ponto, o disco acaba se tornando meio cansativo, pois poderiam ser apenas 10 (ou 11) faixas.
É gratificante ver um artista florescer desta forma, trazer tantas influências (tanto musicais quanto visuais ou até mesmo de cultura pop) e ainda assim conseguir um projeto coeso. As músicas funcionam muito bem no contexto de álbum e espero que sozinhas também.