Em 3 anos, Mitski repensou sua carreira, se tornou sucesso nas redes sociais, ganhou fãs e cativou ainda mais os antigos com tanto mistério. Agora, ela retorna com o Laurel Hell, seu sexto disco de estúdio.
É um disco mais eletrônico, menos rock. Tudo bem, ele tem seus momentos tranquilos, calmos e "amenos", mas não deixa de ser um álbum divertido. Ele é recheado de sintetizadores, produções sombrias e coisas que o The Cure definitivamente faria ("Everyone", "Stay Soft", "Heat Lightning"). Mas isso não é algo ruim de forma alguma, pelo contrário, só engrandece o disco, com suas letras angustiantes sobre amor, futuro, relacionamentos fracassados, passado e presente.. mesmo com essa diversão toda, o disco é triste. Ele se assemelha bastante a aquele conceito de "dançar no meio do caos" (que inclusive é o conceito do clipe de "The Only Heartbreaker"). "Should've Been Me" é a mais inesperada do disco, parece muito com algo vindo do WHAM nos anos 80. "There's Nothing Left for You" é excepcional, o refrão é uma delícia e preenche todos os espaços do seu tímpano.
É difícil suprir as expectativas alheias quando você tem sua carreira revirada de cabeça para baixo por aplicativos de dancinha e novo público, tudo isso em 3 anos. Mas nesse álbum, ela faz isso muito bem. Você pode dançar, pode se divertir, e acho que é o disco mais acessível dela até agora. Um verdadeiro deleite, ela continua sua sequência de discos ótimos.