O OK Computer é um álbum lançado em 1997 mas olhando 50 anos a frente. Poderia ser um disco lançado hoje e, com certeza, daqui a 50 anos ainda vai soar atual.
Com uma visão artística extremamente precisa e lúcida, é um disco que possui músicas interessantes e graciosas por si só, mas vai muito além. Encapsula bem a ansiedade da virada do milênio da forma mais existencial e pessimista possível. Torna-se quase um prenúncio.
O álbum cria uma verdadeira distopia ao utilizar da metáfora tecnológica – o ser humano enquanto robô, algo automático e sem vida – pra criticar o modo de viver, pensar e agir na sociedade capitalista. A partir disso, o disco se aprofunda em emoções e temas cada vez mais densos e inerentemente humanos, da forma mais destemida possível; em momento algum tem receio de "quebrar o clima da festa".
É um álbum tão visionário que Fitter Happier, um interlúdio, por si só consegue resumir impecável e precisamente o mundo atual, 27 anos depois de lançado. O melhor intelúdio que eu ouvi em um álbum e, sem ele, provavelmente o disco teria uma atmosfera diferente.
Atemporal, elegante, com pequenos lapsos de esperança. Sem dúvidas, pra mim, é top 3 melhores álbuns da década.
| 1 | Airbag / 90 |
| 2 | Paranoid Android / 90 |
| 3 | Subterranean Homesick Alien / 85 |
| 4 | Exit Music (For a Film) / 100 |
| 5 | Let Down / 100 |
| 6 | Karma Police / 95 |
| 7 | Fitter Happier / 100 |
| 8 | Electioneering / 95 |
| 9 | Climbing Up the Walls / 95 |
| 10 | No Surprises / 90 |
| 11 | Lucky / 100 |
| 12 | The Tourist / 100 |