Bethânia é notoriamente uma cantora à flor da pele. Em seu trabalho, sempre pulsa intensidade no que quer que esteja a falar. Nesse sentido, o Álibi talvez seja o seu ápice pois o amor para Bethânia torna-se exagerado, erótico, trágico, sentimentalmente em altos volumes.
É um ótimo disco com um repertório igualmente excelente.
Injury Episode vai pra direções diferentes, mas todas são igualmente interessantes. Há algumas falhas, algo absolutamente normal, mas a energia abrasiva, os riffs agressivos, a dramaticidade, a ambição e grandiosidade do álbum ocultam seus pontos baixos.
Faixas como Nostalgia Kills expressam a total confiança que a banda possui, bem como demonstram a sua capacidade em ser voláteis, sufocantes na mesma medida em que soam ... read more
[Ouvido dia 27 de maio, escutado novamente dia 2 de junho]
Imaginei que com esse álbum seria diferente, já que o elogiam tanto, mas, assim como os outros álbuns de Bob que ouvi, não me impressiona em nada. Absolutamente nada que supostamente são os seus pontos fortes, como a composição, me atrai. Acho, inclusive, que vou encerrar por aqui minha tentativa de ouvir Dylan. Se em 5 álbuns nada aconteceu, acredito que não tem volta.
Em questão de letras, não me conquistou mas as melodias são bem elaboradas, e gosto do rock progressivo misturado à sonoridade clube da esquina, que gera uma brasilidade muito interessante. É isso mesmo que eu espero de nepobabies!
Já é sabido que Alice é muito habilidosa em releituras, então aqui não seria diferente, especialmente se tratando de seu avô, que possui uma obra sobre a qual ela possui um domínio nítido.
Dorival alterna entre os tons das suas canções, indo do mistério e melancolia a uma alegria bastante solar muito facilmente. Alice opta por traduzir esse tom luminoso de maneira que faz sentido com sua identidade; não ... read more
Como ainda não está no AOTY, vou usar esse espaço para falar não do álbum de Bem, mas do seu filho, Bento Gil.
Que debut fraco! Quando se é neto de um dos maiores artistas da música brasileira e tendo ajuda de pessoas igualmente influentes, é de se esperar que haja um repertório maior, ou pelo menos algum diferencial. Não é o caso de Silêncio Azul (insosso desde o seu título), que estabelece Bento como ... read more
Não tem uma especificidade, algo que diferencie de outros artistas indie, mas é um álbum charmoso.
[REVISITA: St. Vincent #2]
Criminosamente subestimado, não sei porque já que este é um trabalho em que Annie se aprimorou numa grande rapidez. O que estava em seu debut, ela expande aqui, seja nas suas letras, ou na paleta sonora, na criação de arranjos, enfim, em todos os aspectos ela subiu um degrau. É também um álbum-radar, previa uma sonoridade que demorou bastante a ser "comum" no pop.
Como debut, devo reconhecer que é uma ótima estreia. Tem personalidade e é diferente. Mas é uma pena que o álbum comece bem e vá amornando aos poucos. Não sei, me deu a impressão de que o início dele é genuíno, enquanto da metade pro final soa como se houvesse um esforço inorgânico pra parecer divertido e espontâneo.
[REVISITA: St. Vincent #1]
Pessoalmente, não é dos meus favoritos de Annie, mas definitivamente é um ótimo debut, que destaca todos os seus pontos positivos, que seriam engrandecidos posteriormente. Com certeza estava a frente do seu tempo por uma margem grande.
Vou comecar me retratando porque eu falei que o Petal Rose Black era ou podia ser o melhor álbum da carreira de Willow. Não é, nem está perto de ser. Ele, na verdade, é feito de reminiscências desse, que ela tentou expandir.
Por algum motivo ainda não tinha ouvido, mas que álbum lindo! O problema é só as letras bestas, mas a construção sonora tá linda, ampla, concisa e coesa. Aqui, sim, seria muito bem ... read more
Com ressalvas, acho que este é (ou está candidato a) o melhor álbum de Willow. Pelo menos, é o mais interessante sonoramente. Agora suas referências estão mais claras, mais amadurecidas, mais frescas. Isso se estende até mesmo a sua voz, que está ainda mais linda mesmo nos momentos mais quietos.
Disse acima que gosto do álbum com ressalvas porque me incomoda demais que Willow tente forjar um experimentalismo que não é ... read more
Drake tem muita coragem. Isso não podemos negar. Lançar três álbuns que mostram e documentam de maneiras diferentes o quão medíocre um """artista""" pode ser é uma baixa na carreira que pouquíssimas pessoas seriam capazes.
Aqui não seria diferente. Ele não faz questão alguma de esconder que é medíocre. Já deixa claro desde a primeira faixa, que possui um dos piores ... read more
O hiato de Frank Ocean está tão longo, que Drake se achou no direito de querer tomar o seu lugar, como se não fossemos perceber. Claro que não teria como confundir, já que isso (ao que foi direcionado tão pouco cuidado, e eu nem sei se pode ser chamado de álbum) é uma cópia barata.
Ainda pior que o anterior (Maid of Honour); exceto pelo fato de que tenta emular Frank, é um álbum que é até difícil ... read more
Atirou pra todo lado e não acertou um tiro sequer. Se esforça bastante em reunir o máximo possível de subgêneros no mesmo álbum e a intenção é válida, mas a maneira que o faz é ultrapassada demais e, curiosamente, o álbum soa exatamente como sua capa: inacabado, cafona, sem o mínimo de personalidade.
Grandes são os momentos de improvisação, que, aliados à maestria de Markolino pra composição, torna Brujería ricamente texturizado. Cada seção de improviso eu sinto que me deu mais 10 anos de vida.
Mal interpretando a capa, esperei por um álbum soturno, profundamente triste. Ao dar play, me deparei com um disco surpreendentemente solar, calmo e dinâmico. De repente, a capa fez mais sentido e se tornou ainda mais bonita do que eu já a tinha achado. Não poderia traduzir melhor um álbum tão lindo.
Ps: AMEI Romain.
Este é um pequeno vislumbre do Death Grips, caso eles fossem mais comerciais. E eu gostei! Sinto que o álbum é feito a partir de pontas soltas, o que não é de todo mal, mas em alguns momentos fica perceptível demais e aí que perde a força. Mas, em geral, é um álbum eclético e muito interessante.
[REVISITA]
Na minha adolescência acompanhei os trabalhos de Yoko Ono, tanto na performance art quanto na música. Numa época que minha paciência para absorver coisas novas era muitíssimo maior, quase ilimitada (lê-se: eu não tinha tantos critérios assim, tudo me fascinava), eu já não conseguia gostar dela.
Porém, não seria justo que eu mantivesse a mesma visão sobre Yoko que eu tinha quando adolescente, ... read more
Não consigo exatamente localizar o quê, mas há algo que não se encaixa direito no álbum. Os elementos soltos são bons, mas falta alguma coisa que os una de uma maneira mais efetiva talvez, não sei... mas definitivamente não é um álbum ruim.