Grandes são os momentos de improvisação, que, aliados à maestria de Markolino pra composição, torna Brujería ricamente texturizado. Cada seção de improviso eu sinto que me deu mais 10 anos de vida.
Mal interpretando a capa, esperei por um álbum soturno, profundamente triste. Ao dar play, me deparei com um disco surpreendentemente solar, calmo e dinâmico. De repente, a capa fez mais sentido e se tornou ainda mais bonita do que eu já a tinha achado. Não poderia traduzir melhor um álbum tão lindo.
Ps: AMEI Romain.
Este é um pequeno vislumbre do Death Grips, caso eles fossem mais comerciais. E eu gostei! Sinto que o álbum é feito a partir de pontas soltas, o que não é de todo mal, mas em alguns momentos fica perceptível demais e aí que perde a força. Mas, em geral, é um álbum eclético e muito interessante.
[REVISITA]
Na minha adolescência acompanhei os trabalhos de Yoko Ono, tanto na performance art quanto na música. Numa época que minha paciência para absorver coisas novas era muitíssimo maior, quase ilimitada (lê-se: eu não tinha tantos critérios assim, tudo me fascinava), eu já não conseguia gostar dela.
Porém, não seria justo que eu mantivesse a mesma visão sobre Yoko que eu tinha quando adolescente, ... read more
Não consigo exatamente localizar o quê, mas há algo que não se encaixa direito no álbum. Os elementos soltos são bons, mas falta alguma coisa que os una de uma maneira mais efetiva talvez, não sei... mas definitivamente não é um álbum ruim.
Um álbum para se ouvir quando não se quer pensar muito, só sentar e se deixar levar pela música. Os arranjos lindos e voz afiada de Diana tornam o disco agradabilíssimo!
Não é nem um pouco novidade que Paco de Lucía é um ícone, responsável por impulsionar a arte flamenca de uma forma tão magistral que exige atenção a longo prazo.
Então, é absolutamente natural pensar em como foi a formação de ícones como Paco, e como ele chegou até onde chegou. Nesse sentido, a proposta desse disco cai como uma luva.
Ao resgatar uma gravação caseira de Paco e ... read more
Os franceses são tão cafonas pra música, que é perfeitamente compreensível que um álbum tão bom como o La Question não tenha sido bem recebido por eles.
Claro, um disco produzido por Tuca, que flerta com bossa nova, que reflete temas diretamente ligados à instabilidade da relação amorosa de Françoise, e, principalmente, um álbum que não soa como uma paródia, é demais pra cabecinha ... read more
Ao longo da sua carreira solo, Juçara construiu algumas das obras mais importantes da música brasileira contemporânea justamente por tratar a canção popular como matéria instável. Desde Encarnado até Delta Estácio Blues, seu trabalho sempre atuou numa zona de atrito (e, paradoxalmente, de harmonia) entre tradição afro-brasileira, experimentalismo e interpretação teatral.
É sempre chocante a sua ... read more
Acredito que esse álbum precisa ser ouvido com alguns avisos. Primeiro, a sonoridade é a prioridade em músicas com letras genéricas. Segundo, algumas lacunas precisam ser preenchidas e não foram aqui; o álbum soa incompleto, como se faltasse uma liga entre as músicas, já que soam apenas como singles avulsos reunidos. Terceiro, tem horas que ZEP parece um incel do Reddit.
Ressalvas à parte, é um álbum ... read more
Nem sempre é necessário inovar. O "básico"bem feito também é bem vindo e aqui é um ótimo exemplo de "básico" bem executado. Entre aspas porque não é básico exatamente, só é algo já bastante ouvido no pop e fora dele. O diferencial está na maneira como Nessa une suas referências e cria algo diferente e bem aplicado à sua personalidade – eu sei que isso ... read more
Durante 40 minutos, ouvimos Aldous mergulhar em si mesma de maneira levemente desconexa e certamente alheia à nossa presença, como se fôssemos uma espécie de psicanalista. Aos poucos a ouvimos expandir o seu mundo, sua visão, seus desejos e acontecimentos de sua vida com a autoconsciência de uma adulta, mas sob o olhar esparso de uma criança.
Com uma atmosfera de improvisação, o álbum possui uma composição delicada, imaculada e intencional, em que cada faixa tem sua própria razão de ser e contribui para o todo. Qual o todo? Uma linda (porém agridoce) narrativa que reflete sobre identidade cultural e o deslocamento cultural resultantes da diáspora.
Um ÓTIMO complemento ao curta-documentário Statues Also Die, dirigido pelo trio Ghislain Cloquet, Chris ... read more
A experiência de ouvir esse álbum é estranhíssima pois suas músicas são fantasmagóricas, ao mesmo tempo em que são reconfortantes e convidativas. Este é um trabalho que continua muito interessante hoje, então, para a época, é simplesmente visionário. AINDA BEM que foi encontrado e não caiu no esquecimento; simplesmente um dos (se não O) precursores da música eletrônica africana.
[REVISITA]
[RECOMENDAÇÃO 12]
Os anos se passam e esse álbum continua sendo pop perfection!
Há uma fluidez enorme na forma como Prince costura sensualidade, estética pop e experimentação rítmica sem parecer calculado. A sonoridade ainda carrega marcas fortes do fim dos anos 70, mas Prince a comprime de maneira a torná-la minimalista, seca e extremamente física. Resultado: um álbum inesperado, sedutor e delicioso de se ... read more
Vale a homenagem, mas é excessivamente longo e a tracklist é um pouco desajeitada. Compensa pela voz linda de Carminho.
"Ai, dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar
Ao menos ouves o vento
Ao menos ouves o mar"
Busto (assim conhecido por não possuir um título) realmente um ponto de virada, pois, ao mesmo tempo em que respeita as tradições do fado, o disco também aponta novas direções interpretativas e estéticas do gênero que se tornaram altamente influentes.
Com suas letras ... read more
Está aqui um projeto que me surpreendeu positivamente, se tratando de Bob Dylan.
Achei interessantíssimo e, por incrível que pareça, dentre a sua discografia, este é um álbum que eu nunca tinha ouvido falar. Aparentemente, é um disco subestimado.
[REVISITA: Taylor Swift #12]
Eu sempre escuto todos os lançamentos de Taylor porque acredito que só se pode criticar um álbum caso tenha ouvido. Isso é óbvio. Então, depois de ouvir todos os seus álbuns e reescutá-los agora nessa maratona, é INCONCEBÍVEL que este seja um projeto oficial na sua discografia.
Lidamos com álbuns bons, outros medianos, alguns capengas porém digeríveis, mas não ... read more
[REVISITA: Taylor Swift #11]
Nesse aqui eu vou ser bem sucinto. Prolixo, um fio narrativo fraquissimo, um conceito que Taylor mal segue... é um álbum extremamente maçante, excessivamente longo e o pior de tudo é que ele tem pouquíssimo a dizer. E o pouco que tem, não sei se vale a pena ser dito. A versão estendida só piora o que já não estava tão bom.