Blake cria com graves vibrantes um mundo sombrio, escuro e perdido pro álbum, mas encontra na própria criação com reflexivas letras, amor e vida, destruindo as barreiras desse mundo.
Os graves não roubam a cena, mas nunca saem dela e eles são a principal caracterização do projeto, parecem emergir de dentro do ouvinte.
O significado do album como um todo, juntando as letras de cada faixa chegam em um bom resultado, mas quando analisados ... read more
GlitchPop com alguns elementos de indie e muitas inconsistências.
O que esse album tem de bom definitivamente é personalidade, definitivamente não é genérico e de maneira orgânica, sem se forçar pra ser único. A sonoridade é divertida e tudo mais mas o problema é a partir daqui.
Apesar de grande destaque do projeto ser a produção, e realmente, tsuki club tem ideias muito boas, que nao só funcionam em parte ... read more
O album tem muita qualidade na produção, e os instrumentais SÃO divertidos, mas parece tão vazio em tantos momentos. É discrepante a diferença na primeira metade e a segunda, melhor muito, e ai consegue ter mais vida.
O Vol. II da icônica banda Angine de Poitrine não foge dos conceitos e ideias iniciados no seu debut, mas reforça e aprimora eles. A ação ainda é constante, os arranjos e composições altamente criativos e imparáveis, mas parece desenvolver mais profundidade na sonoridade, mais única, menos caricata e assim, o projeto se consolida como mais aproveitável, divertido e bem construído.
É a primeira vez que ouço Lupe Fiasco, e em Samurai, ele apresenta uma das melhores habilidades pra rimar que eu já vi. Métrica, assonância, tudo ao nível máximo e ainda expressa muito sentido, coesão e significado nos versos, é impressionante.
Produção excelente também, jazz, bem delicada, de certo modo lo-fi, mas encaixa perfeitamente no album, dá personalidade mas não rouba destaque do rapper em ... read more
Inspirado, animado e místico, o Vol. 1 da banda Angine de Poitrine é ação pura.
Eu admito que 3 minutos depois de dar play no album eu pensei "ta, eu vou acabar dormindo até o fim disso aqui", musica instrumental não é muuuito meu forte, ainda mais quando orgânica, mas aqui é impossível, acabei que ouvi as 4 últimas faixas em pé praticamente dançando. O disco cresce muito ao decorrer das ... read more
Eu gosto muito da sensação de sonho mesmo presente no album. Em algumas partes mais instrumentais realmente te aprofunda em atmosferas e texturas densas e incríveis que dão forma e personalidade pro álbum. Em contrapartida, a produção parece em muitos momentos preguiçosa, mal trabalhada, falta complemento.
O liricismo é ótima na maioria das faixas, mas em algumas parece completamente genérica.
Croak Dream ... read more
Caótico, cru e com cara de pop$tar, THE WOR$T GIRL IN AMERICA.
$e da pra definir ele em uma palavra é broxante, o começo me fez acreditar que meu top 3 do ano mudaria de novo, banger atrás de banger, levantei da cadeira pra dançar de tanta animação, mas parece que perde o gás, e por mai$ que claramente tente $e reinventar durante a trackli$t pra fugir da repetitividade, $layyyter não con$egue manter a qualidade em faixa$ mai$ ... read more
Realmente, não é atoa que é tratado como um clássico absoluto.
O projeto de estreia de DJ Shadow é precursor do conceito de lo-fi e através de técnicas e estilizaçoes do hip hop, passa por diversos generos, se consolidando com um dos projetos mais criativos e vivos que ja ouvi, mesmo sem vocal nenhum.
O trabalho de sample é um dos melhores da história, chop, inverte, distorce, junta, delay, tudo isso de maneira única, ... read more
Mais uma vez Plumas, Rush e Lipe trabalhando juntos. E por mais que seja o mais consolidado com folga, Rush é o menos importante de destacar aqui, ótimo verso, amo quando ele rima cantado mas sem perder dinamica e intensidade.
Agora, Lipe é um dos melhores produtores que temos no underground, instrumental muito bem feito, trazendo ate certa comolexidade e abstração na composição. E falar da Sarah ja é bater na mesma tecla: se lançar ... read more
Aguardadíssimo (mesmo, é sério, MUITO AGUARDADO MESMO, 1 ano de adiamentos) décimo quinto album de estúdio solo do artista mais controverso, polemico e influente do século XXI, Bully é Kanye West reencontrando de volta com seu eu do passado, trazendo muito do PopRap e do lado mais sensível e emocional do artista, ao mesmo tempo que não larga mão da fase que está hoje em dia, experimental, sombrio e abstrato e mais ... read more
ITS THE LONG GOODBYE, mas eu não queria que acabasse.
Preciso, intenso, incrível. Se eu fosse descrever a sensação de ouvir a esse album, seria pleonasmo, porque ele soa exatamente como uma despedida que não quer ser feita, exatamente como no título.
NO SKIPS ABSURDO. Cada faixa traz algo novo e que agrega na tracklist de forma geral, mas ainda segue a mesma linhagem, a sonoridade é bem marcada.
Emocionante pra caralho, quase chorei nas ... read more
Keef parece nao entender que aquilo que soava bem há 15 anos atrás, nao soa tão bem 15 anos depois, mesmo que nos padrões atuais de produção. E essa é justamente a música do Chief Keef.
Mesmo assim, em vários momentos é melhor que boa parte da cena mainstream e underground de drill e hard de hoje em dia.
Ainda com a cara do trap psicolelico cheio de sintetizadores, 808s e autotunes, Yeat traz um projeto que qubra a barreira superficialidade sonora e pessoal e atinge pontos consideráveis de criatividade, intimidade e conclusão.
O início é mais caótico e absurdamente mais genérico e sem graça em relação ao resto do album, com exceção de Griddy com a otima participação do Don Toliver, as demais faixas que ... read more
Em U temos um ótimo projeto de EletroPop que se constrói acerca das próprias experiências de vida relacionadas a sua própria carreira da artista.
As letras são simples, mas sabem entregar exatamente o que precisam, trabalhando muito bem em conjunto com os instrumentais, que sao muuito bem produzidos. Como na excelente faixa Music, que ilustra o apreço da artista pela musica em si.
Os vocais são por muitas vezes bem abaixo do esperado.
O ... read more
Faminto, inspirado, Cheat Codes é aquele tipo de album que da pra sentir que os artistas realmente estavam com vontade de fazer aquilo ali.
Black Thought é um MONSTRO rimando, é absurdamente criativo, puxa referências amplamente distintas e entrega muito em todo verso; flow constante, é direto, toda hora é pancada.
Feats espetaculares, destaque pro Joey em Because, e pro Raekwon e a The Kid Sister em The Darkest Part.
Agora sobre a ... read more
Taracá resgata dentro de 30 minutos divididos em 11 faixas a história e os valores de uma cultura de forma riquíssima. O album é muito bem construído, introduz com faixas leves mas muito dançantes, conta a história na OTIMA faixa "Ante la Duda, Baila" a cerca da trajetória da musica latina historicamente, e cresce posteriormente e tem espaço até pra uma EXCELENTE regravação da LENDÁRIA "O ... read more
Se em 2000 Radiohead havia apresentado ao novo seculo o frio, o digital e o novo, em 2007 da um passo a tras em In Rainbows, seu projeto mais quente, tátil mas sem abandonar a evolução em produção e sonoridade.
Ao longo de 10 faixas In Rainbows trata de muita profundidade em suas letras, muito subjetivas, mas tambem simples de certo modo. Fala sobre intimidade a si mesmo, se auto conhecer, problemas psicológicos, lembranças, saudade e a natureza ... read more
Com instrumentais muito divertidos, grudantes e que te pegam logo de cara, Divino quer tanto ser bom, que acaba ficando chato.
Parece exagerado de mais em alguns momentos, falta descanso entre as continuidades, parece eufórico, em um sentido ruim.
Eu gosto da escrita particularmente, mas acho ela um repetitiva, no sentido de sempre estar se colocando em um salto alto de cool, descolado e empoderado, nas poucas faixas que desse dessa posição expõe fragilidade e ... read more