Mais um álbum que usa e abusa do lo-fi pra passar uma vibe retrô, com seus granulados e "bits" de áudio, mas nesse caso o recurso foi inteligentemente usado para impedir que essa homenagem fiel ao house music e ao techno dos anos 80 e 90 fosse confundida com um mero pastiche ou cópia do que era produzido na época.
A música é agradável, o álbum segue uma estrutura inteligente e simples com a primeira metade ... read more
O primeiro (e até agora único) álbum pós-chillwave de Neon Indian é também o mais marcante. Algumas das músicas são bastante impactantes e o rítmo delas é perfeito para a pista de dança. Possui algumas ovelhas negras como Slumlord's Re-lease e Baby's Eyes mas em geral o conjunto é ótimo.
Melhor Música: Annie
Ao contrário da maioria dos álbuns que falam de términos, Era Extraña organiza em três atos as fases de superação do trauma pós-relacionamento, marcados pelas faixas 1, 5 e 11. É um álbum que tem um começo triste e um final agridoce. Melodicamente ele ainda é fiel ao chillwave, mas diferente do álbum anterior ele incorpora muitos samples de som 8-bit ao longo das faixas, atribuindo a ele uma ... read more
Esse é um dos álbuns mais emblemáticos do chillwave, foi lançado justamente na época que o gênero explodiu em popularidade, motivado por uma certa nostalgia ao que era antigo. Psychic Chasms entrega justamente um som bem viajado que remete com sucesso música da década de 80, quando os artistas musicais passaram a experimentar com sintetizadores.
Melhor Música: Terminally Chill
Esse álbum é washed out na sua zona de conforto. Não é um álbum ruim, mas todas as músicas são meio parecidas e não inova em nada. Até o conteúdo das letras voltou a ser romanticamente vazio, como nos tempos do Life of Leisure. Desde que ele começou sua carreira, ele já casou, teve filhos, fez turnês pelo mundo, mas ainda sim parece que não tem nada a nos dizer. Decepcionante.
Melhor Música: ... read more
É o álbum mais interessante da discografia do Ernest, com uma temática diferenciada (finalmente) que satiriza a associação que a crítica fez de sua imagem a tal da Cultura Cannabis, por conta da sua contínua associação ao Chillwave, que, naquela época, já era considerado fora de moda. O álbum possui umas faixas com canções muito boas intercaladas com diferentes samples que, apesar de ... read more
Finalmente ele decidiu amenizar a reverberação dos vocais nesse álbum. A temática das letras pode até ser totalmente descomprometida com qualquer busca profunda por significado, mas a melodia é simplesmente sublime, resultando numa experiência auditiva única. Não tenho muito o que dizer, é ótimo.
Melhor Música: All I Know
Melodicamente esse álbum é um testamento a criatividade do compositor, tendo faixas que beiram o sublime de tão boas (Amor Fati é incrivel). Os vocais excessivamente reverberados, apesar de contribuírem para a estética melódica do álbum, são de longe o ponto mais fraco da obra tematicamente falando, com uma letra quase ininteligível, tornando muito difícil entender do que cada música se trata (é ... read more
O segundo EP do washed out é considerado um dos mais emblemáticos da sua discografia, tendo a faixa 4 atingido o mainstream apesar do chillwave em si ter sido apenas um nicho musical temporário. Ernest moderou o lo-fi pra entregar uma composição que consegue criar uma atmosfera tranquila apenas pela qualidade melódica das suas canções. A temática infelizmente é muito pobre, com uma letra quase ininteligível por conta ... read more
Um dos primeiros álbuns da época do Chillwave, faz amplo uso do lo-fi pra forçar uma estética retrô ao mesmo tempo que já dita as constantes que iriam se tornar características centrais de quase todas as composições do Ernest Greene (Washed Out), entre elas o vocal com reverb em excesso e os temas amorosos. O EP começa muito bem, mas com exceção da última faixa, se torna muito maçante de ouvir a ... read more
Butterfly 3000 é sem dúvida o álbum mais alegre da banda, lançado pouco mais de um ano depois da pandemia, em um momento em que o sentimento público era de cansaço e pessimismo. O álbum possui um conceito muito bem fechado: 10 faixas montadas exclusivamente por amostras "synth loops", sem a presença das guitarras, criando o primeiro álbum synthpop da banda. Os fãs que são mais acostumados com o Rock ... read more
A segunda parte da peça K.G/L.W., esse álbum é mais excêntrico do que seu antecessor, dessa vez produzindo um som que divide as opiniões dos ouvintes (Eu gostei). É uma continuação de K.G., com músicas mais memoráveis, para mim L.W. é a melhor das duas partes.
Melhor Música: If Not Now, Then, When?
A banda retoma o som microtonal turco visto pela última vez em 2017 com uma peça de duas partes (K.G. é a primeira delas). Eles avançam mais fundo na exploração desse tipo de música ao mesmo tempo que em algumas faixas eles mantém os comentários sociais que começaram a fazer a partir do Infest the Rats' Nest. (Minimum Brain Size sendo, por exemplo, uma crítica aos chamados "incels"). O álbum consegue ... read more
King Gizzard decide experimentar com comentários políticos a partir desse álbum: Até então todas as narrativas presentes na discografia da banda (coloquialmente conhecidas como Gizzverso) eram totalmente fictícias. Os principais temas explorados são o desastre ecológico e a falta de disposição da humanidade em prevenir esse problema, optando em vez disso pela fuga (Só o título "Mars for the Rich" fala ... read more
Fishing for Fishies marca uma retomada do King Gizzard mais leve que fez o Paper Maché Dream Ballon. Só que dessa vez eles não se prendem a nenhum estilo específico, nesse álbum estão presentes do pop ao rock, sob a marca do néo-psicodélico que caracteriza a identidade da banda. É um álbum em grande parte livre e despreocupado (embora algumas músicas, como Acarine, tenham uma temática mais ... read more
Pra encerrar a maratona de cinco álbuns lançados em um ano só, o Gumboot Soup foi lançado pouco antes da virada para 2018. Não é o pior álbum de todos, na minha opinião, mas é o menos consistente musicalmente. Há uma diferença de estilos, que remete muito ao Oddments.
Melhor Música: Muddy Water
Polygondwanaland é um outro álbum narrativo, assim como Murder of the Universe, mas dessa vez, com exceção da "The Castle In the Air", não há narradora presente, sendo a história contada exclusivamente nas letras das canções. As histórias de Polygondwanaland assumem dessa vez um papel secundário, com mais atenção dada as melodias presentes no álbum. É uma mudança de foco ... read more
Esse álbum é um feat. (coisa rara) com outro grupo musical indie (Mild High Club), uma composição mais voltada para o Jazz e sem o Garage Rock dos álbuns mais antigos. Ele ainda incorpora muito bem a identidade da banda, mas o gênero radicalmente diferente do resto da discografia aliena muitos fãs apegados ao Garage Rock, que consideram o Sketches of Brunswick East sem graça.
Melhor Música: Tezeta
O segundo álbum de 2017 foi Murder of the Universe (MotU). O elemento de narrativas que foi usado em Eyes Like the Sky está de volta. O álbum, que possui três discos, conta três histórias surreais e até um pouco engraçadas de tão bobas: A primeira história é sobre uma Fera (Altered Beast) que se funde com um humano, perde sua noção de identidade, enlouquece e morre; A segunda história é sobre ... read more
Em 2017 a banda King Gizzard começou uma maratona de gravação que resultou em dezenas de músicas produzidas, que foram agrupadas em cinco álbuns que foram lançados ao longo do ano. O primeiro deles é Flying Microtonal Banana, que explora o uso da guitarra microtonal, bastante popular no oriente médio, em especial no antigo estilo musical psicodelico turco, que nunca chegou a ser mainstream no ocidente. Outro instrumento turco usado foi a ... read more