Assim como Quarters!, Nonagon Infinity apresenta um conceito diferentão: Nove Faixas com transição perfeita que terminam num loop. Isso mesmo, o álbum é um loop que pode ser tocado infinitamente. Diferente do que aconteceu no Quarters!, essa proposta não compromete a qualidade do produto final. Todas as faixas são muito bem produzidas. Algumas são bem agitadas, como Robot Stop e Evil Death Roll, e outras são mais calmas, como Mr. ... read more
Paper Mâché Dream Balloon é diferente dos predecessores. O álbum tem uma sonoridade mais alegre, e o Noise Rock/Garage Rock desaparece dando lugar ao Folk. Dizem que "bonitinho" (a palavra que gosto de usar pra descrever esse álbum) é o feio arrumado, mas nesse caso eu discordo. Paper Mâché Dream Balloon mostra sensibilidade por parte da banda de rock, que viria a ser retomada em outros álbuns no futuro. Nesse album, algumas ... read more
Quarters! apresenta o conceito de álbum (LP) com apenas quatro faixas, de 10 minutos e 10 segundos cada uma. A essa altura, King Gizzard já tinha feito outras músicas com duração estendida, mas no caso do quarters a impressão que ficou é que pegaram quatro músicas (boas) e esticaram elas até alcançarem a duração de 10:10. O resultado deixa a desejar em comparação ao resto da discografia.
Melhor ... read more
Assim como Float Along foi marcada pela faixa de 16 minutos Head On/Pill, o principal atrativo do I'm In Your Mind Fuzz são as quatro primeiras faixas que juntas formam uma música com de cerca de 12 minutos. Preferiria que elas não fossem faixas separadas, já que se vc não pagar o spotify premium, o risco de um anúncio aparecer entre duas músicas e arruinar o seu dia é grande, além do fato de nem todos os music players ... read more
Muitos artistas têm músicas gravadas que nunca chegam a ver a luz do dia por não se "encaixar" em qualquer álbum. Oddments é mais uma compilação dessas tais gravações do que um álbum pleno, com algum tema e/ou conceito. Muitas das faixas boas, como Sleepwalking, também estão em baixa qualidade, o que torna esse album bem sem graça de ouvir.
Melhor Música: Sleepwalking
Esse álbum, apesar de pouco lembrado, é um pilar na discografia de King Gizzard: É o primeiro de muitos álbuns psicodélicos que eles eventualmente iriam lançar. A música se torna mais excêntrica em razão disso também, esse álbum, por exemplo, contém uma faixa de 16 minutos (!) que é a mistura perfeita do Rock Garagem com o Noise e o Psicodélico. Escutar Head On/Pill é realmente uma viagem, ... read more
A partir daqui King Gizzard começa a sua jornada com dezenas de álbuns que exploram diversos gêneros musicais e instrumentos pouco utilizados no rock mainstream. Eyes Like the Sky faz referência aos Spaghetti Westerns, que eram filmes europeus que retratavam o velho-oeste americano. As faixas contam uma narrativa, recurso que retornaria em álbuns posteriores, mas em geral é um álbum capenga. Não gostei nenhum pouco.
12 Bar Bruise é bastante similar as outras composições iniciais da banda, a única diferença é o Noise Rock mais presente no álbum. Possui algumas músicas boas, mas é um álbum bastante mediano.
Melhor Música: Elbow
Esse EP é o King Gizzard raiz, com o rock de garagem que marcou o início da banda. Era de uma época onde eles ainda mal eram conhecidos e o som ainda era bastante indistinto. Ainda sim, possui muitas gemas musicais, e envelheceu bem.
Melhor Música: Black Tooth
Todo álbum do Tame Impala vem acompanhado de um "B-Sides" com faixas novas e remixes. No caso do Slow Rush B-Sides and Remixes, alguns singles lançados antes do álbum também estão presentes. Os remixes em geral são medianos (Alguns são muito melhores que outros) mas não comprometem o conjunto da obra, como era o caso nos B-sides do Innerspeaker/Lonerism. É uma pena que a versão single do Borderline não ter ... read more
Assim como Lonerism é agrupado com Innerspeaker na avaliação das pessoas, The Slow Rush é muito comparado com Currents. Mas aqui também há diferenças: As guitarras perdem muito espaço, e a temática muda completamente (É o primeiro álbum que não fala especialmente de relacionamentos, com exepção da faixa Instant Destiny).
The Slow Rush reflete a passagem do tempo e o amadurecimento do Kevin em ... read more
Esse é o primeiro "B-Sides" com remixes bons que agregam ao álbum original (Principalmente Reality in Motion) e não uma ou duas, mas três faixas inéditas. É um ótimo complemento ao Currents, que saiu num bom momento enquanto eu aguardava um eventual quarto álbum do Kevin.
Melhor Música: List of People (To Try and Forget About)
Aqui começa a era synthpop do Tame. Nele as guitarras e o sintetizador ocupam o mesmo espaço e o resultado é harmônico e coerente, mesmo com músicas que, com excepção dos vocais, as vezes parecem tão diferentes uma da outra. É o álbum mais inovador que ele já lançou e um testamento de como ele é bom no que faz.
Melhor Música: New Person, Same Old Mistakes
Flaming Lips é conhecido pelos collabs com um monte de artistas, e em 2013 eles também trabalharam junto com o Kevin Parker do Tame Impala. Na época eles fizeram uma turnê e o que resta dela hoje é essa composição com um som em baixíssima fidelidade. É uma pena, pois possuía muito potencial, as 4 faixas são muito boas, mas a qualidade da gravação é horrível. O que custava fazer uma ... read more
Esse é o segundo "B-Sides" do Tame Impala. Beverly Laurel é uma faixa muito legal, mas os remixes são muito ruins. É o pior EP/Álbum já lançado pelo Kevin.
Melhor Música: Beverly Laurel
Kevin Parker é sempre cuidadoso e sutil para evitar criar coisas repetitivas. Apesar desse álbum ser sempre comparado com Innerspeaker, ele é diferente e original. Tem uma temática (Isolamento e introspecção), não disfarça tanto os sintetizadores em algumas faixas e apesar de ser apontado pelas viúvas do rock como o "último álbum bom" dele, já dava indícios da transição do Kevin ... read more
Todo álbum do Tame Impala vem acompanhado de um EP com remixes e duas/três faixas novas. O "B-Sides" do Innerspeaker, apesar de não reproduzir a atmosfera do original (sei que essa nunca foi a intenção), consegue ser interessante, mesmo que apenas nas faixas originais. Os remixes são muito fracos.
Melhor Música: Island Walking
Esse é o primeiro álbum completo do Tame Impala. É bastante similar ao EP (Tame Impala) em sonoridade e inspiração, inclusive contendo algumas das músicas (Desire Be, Desire Go). O diferencial é que Innerspeaker soa etéreo as vezes, característica que poucos álbuns psicodélicos possuem.
Melhor Música: It Is Not Meant to Be
O EP de estreia de Tame Impala é a composição mais fiel deles ao antigo rock psicodélico da década de 60, até a voz do Kevin Parker remete a esse som mais antigo. Não parece possuir nenhum tema em particular, mas todas as musicas são muito boas e o EP como um todo tem uma acústica bastante coerente.
Melhor Música: Desire Be, Desire Go