blood bros, i won't quit on you e parachute a melhor sequencia de musica dos ultimos tempos
INCELS NOT ALLOWED.
Everything is sex. Except sex, which power. Power is just sex.
O que me fez gostar menos de Virgin, na real, nem foi o som — foi a forma como a Lorde decidiu promovê-lo. Toda aquela especulação sobre gênero, aquele discurso meio enviesado que ela puxou pra si, soou forçado. Parecia mais uma jogada midiática do que uma reflexão verdadeira. Tipo: não colou. Foi tudo muito performado, sem profundidade.
Agora, sobre o álbum em si: ele funciona. Coloca a Lorde de volta a atenção ... read more
O Addison, primeiro álbum da Addison Rae, é fruto de um rebranding milimetricamente calculado — e bem feito. Depois do genérico EP de estreia, ela mergulha de cabeça numa estética que mistura Charli XCX, Madonna e Gaga com uma camada espessa de cultura americana brega de shopping center. E isso não é uma crítica — é justamente aí que Addison se destaca.
Ela não tenta parecer algo que não é. ... read more
Bangerz é um produto cristalino de seu tempo: 2013, auge da cultura pop saturada de escândalo, memes e sexualização como ferramenta de ruptura. Nesse contexto, o álbum funciona como um kit completo para uma diva pop "libertada": twerk, hip-hop estéril, baladas genéricas e produção grandiloquente. É um disco que quer chocar, mas nunca tem algo real a dizer.
Recém-emancipada da engrenagem Disney, Miley Cyrus ... read more
Miley Cyrus & Her Dead Petz não é exatamente um álbum — é um colapso performático registrado em estúdio. Mais manifesto do que música, ele marca o auge da desorganização estética de Miley: um projeto que rejeita toda e qualquer estrutura, não como gesto criativo, mas como negação imatura de responsabilidade artística.
Lançado num momento em que o pop mainstream vivia um ... read more
Younger Now é o ponto mais baixo da discografia de Miley Cyrus — não por ser escandaloso ou arriscado, mas justamente pelo contrário: é covarde. Depois da psicodelia caseira e sem freio de Miley Cyrus & Her Dead Petz, esse disco soa como uma ressaca moral mal resolvida. A tentativa de "voltar às raízes", com um country-pop açucarado e inofensivo, não convence ninguém. É um pedido de desculpas travestido de ... read more
Plastic Hearts é o trabalho mais coerente da discografia de Miley Cyrus até então — não por ser ousado ou revolucionário, mas porque, pela primeira vez, ela parece saber o que está fazendo. Após o vazio estético de Younger Now e o caos não digerido de Miley Cyrus & Her Dead Petz, Plastic Hearts surge como um alívio: um disco que entende seus próprios limites e, justamente por isso, funciona.
Miley finalmente ... read more
Endless Summer Vacation é um disco descartável — não no sentido pejorativo mais raso, mas como um artefato transitório, sem substância própria, que parece existir apenas para preparar o terreno para algo mais. Ele não se sustenta como obra, mas serve como ponte: aponta para um amadurecimento simbólico que só se consolida no trabalho seguinte (Something Beautiful). A função principal do álbum não ... read more
O novo álbum de Miley Cyrus parece ambicionar uma estética de maturidade — algo bonito, elegante, suntuoso, até voluptuoso em sua produção e presença vocal. É, sem dúvida, um marco importante em sua trajetória, que sempre oscilou entre o escândalo e a reinvenção, entre o pop plástico e as tentativas de autenticidade. Mas o que esse disco realmente tenta ser?
A impressão é que Miley ... read more
É um álbum pop bem sólido. É saudosista e ao mesmo tempo atira para o futuro, e que futuro esse álbum finalmente pode reservar à Tate McRae, que há um tempinho já tenta fazer algum sucesso.
EUSEXUA é um álbum eletrônico incrível que mostra como BRAT continua moldando a música pop. O conceito é lindo: sensual, triste, introspectivo e caótico. É o tipo de álbum que dá pra ouvir o ano inteiro e se conectar com as letras de um jeito muito pessoal. Mas, sendo bem sincero, não tem nada aqui que já não tenha sido feito antes. As batidas fortes com letras emocionais são o padrão do ... read more
ESCUTEI ACHANDO QUE SERIA UMA MERDA. É UM ÁLBUM POP INCRÍVEL. CONSTRUÇÃO, PRODUÇÃO, LETRA, PERSONALIDADE, SONORIDADE, TUDO LINDO.
Com uma vibe urbana que captura a essência das noites agitadas de Cidade do Cabo e Pretória, essas três novas faixas revelam ainda mais o talento e a autenticidade de TYLA. Ela se afirma como uma artista completa, com controle criativo total e uma das maiores revelações dos últimos anos. "SHAKE AH" se destaca com sua produção impecável e ousadia, trazendo a energia das pistas sul-africanas.
Revisitando 'Smile'... Katy Perry parece estar repetindo os mesmos erros de antes, com um álbum que soa cansado e sem graça. A vibe é mecânica e previsível, com poucos momentos interessantes que, infelizmente, nem chegam a cativar de verdade. Pra piorar, fica claro que Katy ficou presa no passado, sem se reinventar nem um pouco.
Ela já não é a mesma adolescente que cantava sobre doces e festas. Quando ela estourou, não foi ... read more
A leveza cômica entrelaçada ao domínio criativo de Sabrina Carpenter transforma 'Short n' Sweet' em uma reinvenção artística charmosa, divertida e bem sucedida.
Katy errou em absolutamente tudo. Sem falar no drama de ter voltado a trabalhar com Dr. Luke, comercialmente, o álbum já despencou, e agora até a crítica está jogando a pá de cal. A tentativa de reviver a era de ouro com faixas que soam como sobras mofadas de 2013? Triste demais. Katy Perry está completamente fora de sintonia com o pop atual, que, sinceramente, já passou dela há muito tempo. O retorno de uma estrela pop aos palcos ... read more
Revisitando 'evermore'... Se 'folklore' foi a revolução indie da Taylor, 'evermore' foi sua sequência. Enquanto a crítica estava lá em cima, a galera no Twitter, como a Zola Jesus, estava tipo: “Taylor Swift está fazendo cosplay indie, enquanto os verdadeiros músicos indies estão penando para sobreviver”. Mas 'evermore' continua na vibe folk e traz mais hinos que tocam o ... read more