Nas plataformas de streaming esse álbum é intitulado como “Justice”, mas aparentemente o nome real é “Cross”, que também pode ser estilizado como “†”. Apesar da confusão com os nomes, o debut do duo francês Justice é bem ordenado e coeso. Já havia escutado algumas músicas separadas do duo, mas nunca uma obra completa. O que foi claramente um erro meu, pois fiquei tanto tempo sem conhecer algo tão bom, realmente outro nível.
O álbum abre com a empolgante “Genesis” e segue esse ritmo até o fim em “One Minute to Midnight”. É como estar em uma festa (uma boa) e tudo o que Justice tem a oferecer é o que eu preciso para curtir. Um problema comum de vários álbuns eletrônicos é que em um determinado momento se tornam cansativos e repetitivos, às vezes uma única música já acaba com todo teu ânimo de prosseguir com a obra. Esse é um problema que “Cross” não conhece. Cada faixa é diferente uma da outra e você consegue se empolgar e ter um bom momento com cada uma delas.
Preciso comentar que as transições são sensacionais. Bem pensadas e conectam as músicas mesmo tendo abordagens diferentes.
“Cross” foi uma grata surpresa e uma excelente porta de entrada para conhecer os outros trabalhos do duo.