é inferior ao álbum de estreia da celly.
acho que devia ter parado no primeiro mesmo, teria consolidado a imagem de musa do rock sem se desgastar tanto.
fundadora do rock no brasil!!!
o álbum é dos anos 50, e apesar de ter envelhecido um pouquinho mal, ainda dá pra sentir aquela euforia juvenil e desenvolvimentista de 1959.
me sinto dançando twist, enquanto tomo um milk-shake com minhas amigas que estão usando um vestido de bolinha.
não me soou tão inovador ou diferente na primeira ouvida, mas acho que promete muito... só precisa dar uma envelhecida e talvez o sentimento cresça.
"faz tanto tempo" foi a única que me prendeu e me pegou de primeira.
tô acostumado com o som do último álbum deles e o migalhas parece bem diferente.
tem um tom muito vibrante, uma sonoridade quase mística, muito obscura e assombrosa.
apesar de um som pesado e até aversivo, é a dimensão sonora que delinea o especial do álbum: um esboço do que era a sociedade brasileira nos anos 70, principalmente na realidade da metrópole: pulsante, violenta e repressiva.
não é tão maneiro e provocativo como na época de lançamento, mas a genialidade ainda tá nas letras.
sem contar no multiverso criado pela banda, com livreto de gibi, show e desenho em pleno anos 80 num brasil ditadura.
é muita coragem, ousadia e trabalho que cria o álbum.
não sei como descrever a experiência de ouvir esse álbum, nem sobre o que eu sinto...
desvia e destoa às vezes, não é tão retinho e coeso, mas tem letra, profundidade e entrega do thiago.
gostei muito do som quando o álbum lançou, e hoje nada parece ter mudado.
de fato, estou numa dúvida.
é fubanga pop e fubango pela estética, pelo meme, intencional, ou só é ruim?
não sei porque eu tô dando nota baixa se o nome do EP é "fubanga pop" e o que ela mais serve seja realmente fubangice.
primeira música realmente inédita que eu ouço do sombr. e que cara simpático no som que ele faz.
tinha uma antipatia por ele, mas depois de ouvir isso, minha implicância acabou na hora.
sonoridade muito confortável e agradável, sem falar no clipe.
não é a melhor coisa já feita pela marina. mas poxa, teve esforço, produção, composição.
e ela não tá na melhor condição vocal — achei desnecessário ler tantos críticos musicais detonando ela.
há alguma coisa que se salva aqui. "olívia" por exemplo, parece ser tão banal mas é muito interessante.
ter essa grandiosidade sem esforço é um detalhe que merece ser louvado. mesmo na mediocridade.
o charmbracelet desde o início não se propõe a ser comercial, mas um reposicionamento de imagem.
a mariah mais hip-hop do que nunca, por mais que esteja açucarada e morna, é um somzinho bom e passável.
numa seleta de ritmos brasileiros e envolventes como o neo-soul, a lili que ainda não tinha virado caju expõe todas as dores e amores sobre viver, ser e amar — todos sob a sua própria ótica e intensidade.
antes de se confraternizar na sua grandeza, aqui a liniker ainda tem desejo de voar, numa busca do seu eu mais autêntico.
tem uma sutileza e dedicação pra construir esse som, ao mesmo tempo tem uma profundidade e intenção em tudo. o harry consegue comunicar emoções sem necessariamente ter todo aquele excesso de açúcar ou sal de lágrimas.
aqui tem aquele frescor, a vibe praiana e de verão.
é mariah na sua versão mais solar e descontraída, que deixa umas pontas soltas e não se importa muito em impressionar.
ótimo pra uma viagem no litoral ou momentos de contemplação.
não muda muita coisa da versão standart.
claro que toda a grandiosidade emocional ainda tá aqui.