A Willow é incrivelmente talentosa e seus trabalhos carregam muita sofisticação e técnica, mas ela sempre falha em aprofundar suas ideias. Ao mesmo tempo que esse álbum é muito rápido, também senti ele muito lento. Ela não desenvolveu nada mostrado aqui e desperdiçou o potencial que tinha de criar seu magnum opus. As músicas são muito boas, mas elas passam batido, de novo, de novo e de novo. Uma pena.
Na primeira ouvida, achei uma mixtape muito bem produzida que, infelizmente, não tinha me pegado. Ouvindo essa segunda vez, senti minha alma tocada, chacoalhada e transmutada em uma harmonia lindíssima. Isso é forte.
Kouth despiu de mim o preconceito com trap de uma forma que eu chamaria de "disruptiva"; ela começa o álbum com um punk rockzasso todo escrachado, mas logo depois vem o trap e uma atmosfera mais intimista. Muito interessante. Mesmo num meio engessado e genérico que o trap se encontra atualmente, ela trouxe um alívio pra cena e se mostrou artista de verdade.
Eu e meus amigos ficamos ENCANTADOS com a produção disso aqui. Um amigo nosso ficou tentando interpretar as letras. PORRA DE LETRA. Voz nesse tipo de música é puramente instrumento, que diga-se de passagem, ela utiliza muito bem. Os sons são muito bem mixados e a sensação de seringa de cocaína que as músicas dão é boa pra caralho.
É um projeto interessante. A voz da Bina é bonita, mas sinto que os feats usavam um timbre muito parecido com o dela, então a sensação que fica é de que todas as músicas ela cantou sozinha kkkkkkkk
Outro aspecto que pra mim derruba um pouco ela é o fato das músicas terem um tamanho bom, mas as letras não sustentarem mais de um minuto. Talvez composições mais diferentes ou sempre cantar o refrão de ... read more