Em seu disco de estreia, quedalivre arrisca nos excessos em um projeto turbulento e complexo. Em uma miscelânea de Shoegaze e Alt Rock, seres humanos é carregado de ruminações que remetem diretamente aos primórdios do gênero nos anos 90’s, mas que carrega em suas entrelinhas, a alma da nova geração.
Rap com Samba ou Samba com Rap?
Dificilmente seria possível encaixotar o terceiro disco de OGermano.
Em VIRADA DE CHAVE, o artista flerta com a era de ouro de Marcelo D2 enquanto traz facetas contemporâneas sonoras e líricas, além de instrumentos e lirismo diversos.
As amarras de relacionamento e capital são corriqueiramente abordadas, mas é - somente - com OGermano que a obviedade não é um entrave.
Em seu sexto álbum, e o mais expansivo até o momento, Kaatayra desafia os limites de gêneros em um projeto carregado de ruminações silenciosas. Como que guiados e velejando através de um rio de paisagens sonoras, Caio consegue dar sentindo às texturas quando o Metal converge com o regionalismo - de modo a transparecer que esses gêneros sempre foram complementares.
O Funk brasileiro sempre foi carregado de transformações. Quando consolidado, no final dos anos 90’s e início dos 00’s, ele era político e abordava a vivência marginalizada. No meio dos anos 10’s, a ostentação e a objetificação feminina dominou o gênero. Porém, a partir dos anos 20’s, conseguimos ver grande aproximação do Funk ao som eletrônico.
Em PORNOGRAFIA AUDITIVA, ... read more
Após adotar um novo nome e se entender como pessoa não-binária, BUHR compartilha sua autodescoberta em um projeto experimental que vaguei pela linha tênue entre o Pop, o Rock e o Reggae. 7 anos após seu último projeto solo, a artista ainda demonstra maturidade, quando, a cada disco, apresenta novas facetas sonoras e líricas que são, ao mesmo tempo, despretensiosas e enigmáticas.
Em seu terceiro disco de estúdio, o último da trilogia iniciada em 2017, Luedji Luna alcance o êxtase jazzístico quando mescla, meticulosamente, a vanguarda de Sade e com o descompasso progressista de Kamasi e Amaro Freitas.
Finalmente de forma independente, Mahmundi retorna a sua maestria original com seu melhor projeto dos últimos 7 anos de carreira. Por meio de um Drum and Bass rítmico e pirotécnico, a artista cria texturas que se elevam gradativamente no decorrer de cada canção. “BEM VINDOS DE VOLTA” apresenta, já em seu título, o agradável e raro sentimento de nostalgia que se sente quando um musicista finalmente reingressa a seu melhor ... read more
Mateus Fazeno Rock Psicodélico é a exata faceta que o artista precisava para elevar sua musicalidade em uma discografia, até então, isenta de erros. Com produções assinadas por Rafael Ramos e seu conterrâneo Fernando Catatau, a guitarra distorcida ganha texturas vibrantes para que o músico divague por notórias críticas sociais sobre o papel da arte e a vida no subúrbio. “ Lá Na Zárea Todos Querem ... read more
Se fosse possível traçar um paralelo, “Amor” talvez seja como um passeio pelo Labirinto de Versalhes, o melhor do percurso não é chegar ao final, mas admirar a beleza e a arquitetura em cada fragmento do processo. No caminho contrário de seu último projeto, Lupe de Lupe está apto a desenvolver ideias através de músicas longas, banhadas de sensibilidade e alternância. Em seu disco mais ambicioso até o ... read more
Após menos de 3 semanas de seu último lançamento, Luedji Luna fortifica raizes em um disco vibrante e confessional. Através de acenos a grandes nomes da nova e antiga geração da música popular brasileira, a artista flerta com a sonoridade de seus grandes sucessos pretéritos por meio de texturizadas produções de Neo-Soul e Jazz. Luedji ratifica que todo lançamento é bem-vindo quando se tem atrelada ao seu ser a ... read more
Referenciando o Boom Bap e Hip Hop dos anos 2000’s, FBC cospe as problemáticas do tráfico e do sistema capitalista. Em seu melhor projeto de engenharia, até o momento, o artista mineiro vangloria nomes como Parteum, Sabotage e Mano Brown ao permitir que sons jazzísticos sejam fundo descritivo de um cenário hodierno que é nada menos que problemático e distópico. Parece que finalmente Belo Horizonte ganhou o seu “Cidade de ... read more
Em seu disco mais avassalador até o momento, Terno Rei sintoniza o Rock dos anos 2000’s com o caos paulista de forma magistralmente coesa. Com sons de bateria rítmicas e acordes de guitarra altos, a banda vagueia por cenários urbanos, enquanto divaga por dilemas da fase de um jovem adulto descobrindo suas próximas paradas e estações.
Em seu terceiro disco, Marina Sena está apta a estudar, resgatar e reinventar o som que a sempre inspirou: a música brasileira cantada por mulheres. Referências diretas a Gal Costa, Rita Lee e Clara Nunes não ofuscam a genialidade na engenharia e a produção minuciosa de Coisas Naturais. A artista, nesse álbum, ratifica sua originalidade e sua capacidade de reinvenção, o principal motivo que a fez se tornar um dos maiores nomes da ... read more
Em uma mistura cativante de Axé Music e o Dance dos anos 80’s, Seu Jorge adia o carnaval em um disco arrebatador. Através de um direcionamento diferente de seus projetos antecessores, o artista está apto a arrastar uma multidão em seu trabalho mais vivaz, até o momento.
A jazzística produção de Nyron Higor encontra seu destaque na sutilidade. Com uma variedade de texturas quase que inofensivas, o brilho do projeto está nas micropartículas de leveza.
O EP de estreia da banda Antropoceno acumula referências no Dream Pop, Shoegaze e Neo-Samba para formular um disco arriscado e inventivo. Críticas ao monopólio agropecuário são cuspidos por Lua Viana da forma mais visceral que ela é capaz.
A jazzística produção de Babidi pavimenta um cenário urbano para que as rimas afiadas com teor de crítica social ganhem sentido. Nesse disco, o produtor carioca consegue ambientar a vivência de abandono nas comunidades periféricas e discorrer acerca da inundação que invadiu sua casa recentemente.
Navegando pela cultura afro-brasielira e reunindo nomes influentes da cena contemporânea e vanguardista, BaianaSystem expande sua sonoridade no seu disco mais arriscado até o momento. Após 3 anos de imersão, o magistral single “Batukerê” se expande em diversos fragmentos, e gêneros nunca antes experimentados pela banda ganham texturas e forma.
Quase que como um culto ao grotesco, Teto Preto flerta com a tortuosidade e a sujeira. Em seu segundo disco de estúdio, a banda acena a seu EP de estreia e o som conflitante de Fever Ray, propondo-se a preencher cada lacuna de silêncio do disco com ranhuras incômodas e teatrais.
A multifacetada Tássia Reis deixa o hip-hop de lado para abraçar o Samba e o Soul. Sutil e despretensioso, o trabalho dá espaço para uma performance vocal digna deste que é o melhor trabalho da artista até o momento.