Ela tinha uma caderneta, um violão e um sonho!
Dando início a mais uma das minhas revisões de carreira, dessa vez a escolhida foi a loirinha; essa mulher que entre o amor e o ódio, eu sempre, desde do início, escolhi amar e acompanhar toda a sua trajetória.
Revisar o TS é um tanto nostálgico. Ele tem detalhes muito característicos dos anos 2000, ao mesmo tempo em que ressoa de uma forma diferente nos tempos atuais, ainda mais ... read more
Diferente dos outros membros pós-término do One Direction, Zayn segue refém da mesma fórmula que consagrou seu sucesso e delimitou seu fracasso. O ano é 2026, e ainda há quem se “divirta” com um R&B cansado, interpolações fracas e uma desculpa de “resgate” cultural que certamente não colou. Desejo tudo de bom ao artista, mas, além de faltar personalidade, falta carisma, presença e, ... read more
Morno e ultrapassado.
Falar sobre Meghan Trainor é um tanto complicado, e Toy With Me talvez sintetize bem por que sua carreira sempre pareceu dependente da busca por grandes hits.
Aqui, Trainor retorna mais uma vez à zona de conforto, aprofundando-se na estética e na sonoridade que consolidaram sua imagem em 2015. As semelhanças com Title são evidentes do início ao fim; muda-se apenas a silhueta da artista, que já não se apresenta sob o ... read more
Entre guitarras pesadas e gritos de angústia, revisitar o Puberty 2 foi um baita desafio.
Confesso que estou em uma fase marcada por mudanças significativas em minha vida, e, em meio à transição entre novas perspectivas e o processo gradual de amadurecimento, revisitar um álbum que me arranca da zona de conforto e me faz confrontar sentimentos passados (e também atuais) é algo muito desafiador.
Sempre compreendi Puberty 2 como um ... read more
{ Avaliação destinada somente as novas músicas }
As chamadas versões de câmara, marcadas por instrumentais barrocos e apelo clássico, conduzem as narrativas cantadas por Florence Welch a outra época, além de dialogarem perfeitamente com toda a estética do disco. É espetacular como a nova versão de The Old Religion eleva ainda mais o poder da canção e a torna muito mais emocionante.
Sempre sentirei muito ... read more
Uma despedida?
Sempre gostei de pensar que Did You Know That There’s a Tunnel Under Ocean Blvd funciona como uma espécie de Blue Banisters revitalizado, sendo esse um disco que carrega consigo a força das narrativas interpessoais de Lana Del Rey, ao mesmo tempo em que reposiciona, sob novos contornos, todo o imaginário californiano que sempre orbitou sua obra.
Talvez por isso este me soe como o álbum mais familiar de sua carreira. Em um contexto posterior ... read more
ELA VOLTOU!
Com muita opulência, estilo e sofisticação, acho que podemos cravar que o What’s your pleasure teve um sucessor a altura — e carrega consigo tanto o brilho quanto o peso da expectativa nutrida.
Desde o início, fica evidente como Jessie Ware domina com precisão a estética que escolheu habitar. Seus vocais continuam envoltos em camadas densas e elegantes, enquanto a produção mergulha de vez na tradição ... read more
Eu não tenho palavras, somente tenho: I DON’T WANNA LIIIIIIVEEEEEEEEEEEEEEE.
Não tenho muito a dizer sobre Blue Banisters, senão o fato de que hoje ele me parece fazer muito mais sentido do que no ano de seu lançamento. Já não me restam dúvidas de que este trabalho representa uma ruptura quase total com a persona de Lana Del Rey — e, enfim, o seu mergulho em narrativas mais íntimas, que um dia marcaram profundamente a sua ... read more
Poesia contemporânea.
Nunca me faltaram palavras para definir o monumento musical que se inscreve no lirismo admirável de Lana Del Rey em Norman Fucking Rockwell!, e, ao revisitá-lo por completo, esse sentimento apenas se intensifica.
É a partir daqui que a persona “Lana” parece se afastar, e, de certo modo, passamos a estar mais próximos de Lizzy Grant — aquela que um dia tomou a América como sopro vital e que agora a ressignifica ... read more
Quando a América se mostra menos glamurosa do que um dia aparentou ser.
Confesso que sempre enxerguei Lust for Life como o “patinho feio” na discografia da Lana, e, mesmo em suas melhores intenções, ainda fica a impressão de que este é o seu projeto mais “acessível” frente as tendências do mainstream na época.
Não irei negar que me agradam canções como Heroin e Love, nas quais o ... read more
Magia, melancolia e artifício.
Pensar em uma possível “lua de mel” com a fama parece ser algo que elencaria parte do imaginário Lana Del Rey, e de certo modo, o Honeymoon parece passear justamente entre o fascínio pela imagem que ela criou e o desgaste inevitável provocado pela exposição constante.
Confesso que, por muito tempo, este não esteve entre os meus favoritos dentro de sua discografia. No entanto, ao ... read more
Se Born to Die apresentou ao mundo o universo de Lana Del Rey, Ultraviolence surge como o momento em que essa mitologia deixa de ser apenas estética e passa a se consolidar — e se legitimar — como uma das personas mais marcantes da cultura pop contemporânea.
Atravessado por uma produção mais crua e orgânica, o álbum se ancora em referências do rock psicodélico dos anos 70, ao mesmo tempo em que preserva ecos densos de dream pop. ... read more
Mais americana — e, sem dúvida, mais promíscua. Paradise surge como uma extensão direta do universo de Born to Die, ampliando seu imaginário decadente através de novas camadas visuais e sonoras, especialmente com o suporte do curta Tropico.
As faixas adicionadas funcionam como desdobramentos naturais de temas já explorados, agora mais explícitos, mais sensuais, e por vezes, mais sombrios. Canções como Ride e Gods & ... read more
O ano era 2012.
É curioso pensar que, há mais de dez anos, era lançado o álbum que ajudaria a consolidar uma estética sonora específica dentro do indie pop, e que rapidamente se tornaria uma referência dentro do circuito mainstream.
Born to Die é um trabalho de forte identidade estética e emocional. Revisitado hoje, soa quase como uma peça inaugural, pois é aqui que Lana Del Rey estabelece os pilares de sua persona ... read more
Romântico e saudosista. Sempre pensei que o Bury me fosse o grande aceno de Mitski aos anos 90, e de fato, eu não estava enganado. Há um propósito de dissonância entre letra e instrumentação que conta muito para uma sensação de escape, fora o apelo grunge que oferece um diferencial a mais em meio a sua discografia. No fim, foi muito bom (e emotivo) revisita-lo completo depois de tanto tempo.
O corpo que transcende, e o que padece.
Revisitar Magdalene é como abrir uma caixa de Pandora; atravessado pela dor do término e pela exposição inerente à fama, FKA Twigs transforma o corpo feminino em campo de tensão física e emocional, moldando suas dores e inseguranças em algo que beira o transcendental.
Ao evocar a figura controversa de Maria Madalena, Twigs encapsula o turbilhão de emoções que atravessam um ... read more
Taylor, você fez escola!
Conheci a artista por esse álbum e, em um primeiro contato, não me parece equivocada a percepção de que sua forma de composição e construção de narrativas sonoras remete bastante à Taylor Swift no início da carreira — o que, por si só, não seria um problema, se o disco não soasse tão uniforme nesse aspecto.
Falta um fio condutor mais definido que organize o ... read more
{ Avaliação destinada somente as novas músicas }
Versões deluxe sempre me pareceram arriscadas quando a edição original já parecia perfeita em sua essência, mas não poderei negar em como as quatro canções que Laufey reuniu por aqui somente reiteram a tamanha influência da bossa nova em sua discografia.
O que talvez tenha faltado da bossa nova no álbum original, aqui deu as caras. Certamente esse ... read more
O brutal ok, mas cadê o paraíso?
É um tanto agridoce reconhecer a capacidade que Luísa tem enquanto artista, mas que ainda consegue se resumir a uma hipersexualização podada, instrumentais preguiçosos e ideias que parecem vindas de outros artistas.
BRUTAL PARAÍSO parece necessitar de um pilar, uma base que sustente tanto sua temática quanto sua sonoridade. A amplitude concedida em narrativas e sons é o que o torna vago e ... read more
Entre trancos e barrancos, o Kanye lança mais um álbum, e alguma minoria deixa de existir.
Já não há muito o que negar acerca de Kanye, pois seus dias de glória ficaram para trás. Ainda assim, cada novo lançamento carrega uma curiosidade quase involuntária — uma expectativa de que em algum momento, ele volte a tocar aquilo que um dia redefiniu.
BULLY é, sem esforço, o mais “limpo” entre seus ... read more