Muito chocante que uma pessoa de 17 anos tenha a maturidade tão aguçada para fazer um trabalho tão impecavelmente costurado assim. Parece algo vindo de um veterano.
A influência de Kanye é clara, mas vai além, já que o álbum toma rumos muito mais diversos, menos abruptos e mais focados na construção de uma paleta emocional estável. Realmente uma coisa lindíssima de se ouvir!
Vou acompanhar e me aprofundar mais ... read more
Voz linda mas não tem destaque, soa como qualquer outra pessoa. Ainda bem que comecei a ouví-la por S!ut, porque foi uma mudança de imagem muitíssimo benéfica a que ela fez.
Impressionante como tive flashbacks de Lady Gaga no início da carreira. Valencia tem um star quality que anda bem escasso na música pop atualmente e que é absolutamente vívido até mesmo sem vê-la. E, ao vê-la, a minha fascinação aumentou ainda mais.
Com referências simples, mas muito bem aproveitadas em algo próprio dela, Valencia constroi sua persona e sonoridade em torno de um ar exagerado, camp, com uma cafonice ... read more
Sinceramente, gostei mais do que eu pensei que iria gostar. O álbum foi indo por caminhos muito interessantes e, acho que devido álbuns recentes que fizeram o contrário, me agradou o fato do vocalista seguir direitinho esses caminhos. Gosto também das diferentes camadas sonoras do álbum. A música de encerramento foi minha preferida, um final excelente
Inicialmente desafiador devido a sua duração, logo percebe-se o quão importante é a evolução e desenvolvimento de cada uma das suas faixas. Como uma colagem, o álbum cria uma paisagem sonora-política-religiosa, em que cada faixa torna-se um mundo a parte e a compreensão do álbum fica mais palatável e agradável – ou seja, tem porquê e para quê na construção de um microcosmo muito ... read more
Eu, que não gosto nem um pouco de violão, me peguei surpreso ouvindo E GOSTANDO desse disco. Achei uma delicia, calmo... interessante mesmo de se ouvir, o que é chocante pra um instrumento tão desinteressante como violão.
Acho que me deixei levar até demais pela capa. No final das contas achei um álbum muitíssimo morno, que remete à um período particularmente sem graça da música brasileira. Por isso, ouvi Taracá com uma certa sensação de déjá vu, que a mim não agradou
Tão mid que eu tinha esquecido de avaliar. Mas é um bom passo após o sucesso estrondoso do brat.
[Desafio Brasil #28]
Dorival no seu estado normal: letras lindas, instrumentação caprichada e muita melancolia disfarçada de felicidade
Os tempos estão difíceis mas o final vai ser feliz!
Um dos candidatos fortíssimos a álbum do ano já está entre nós. Nunca deixa de me surpreender como, a cada disco, James sempre se eleva (o que é algo que deveria acontecer com todo artista, mas nem sempre acontece).
Esse álbum é puramente James Blake, soa como uma condensação madura e artisticamente ponderada da sua carreira. Criativamente também ... read more
É sempre muito bom ouvir os álbuns de Mitski porque eles está sempre em boa forma e disposta a tentar, de maneiras bem sucedidas, fazer coisas novas.
De boas intenções o inferno está cheio!
Diferente de diversos outros artistas que conseguem transitar muito bem entre gêneros, Harry não consegue ter esse mesmo êxito. Não falta vontade da parte dele, mas certamente falta ambição em fazer trabalhos bem aparados e que possam ir além do superficial.
Ouvindo esse álbum, como já é costumeiro em todos os trabalhos dele, eu percebo que ele soa como um ... read more
Eu já não sou fã de folk, eu admito, mas tem um momento no álbum que fica mais entediante que o normal.
Não sou cristão então o que Irene canta não surte tanto efeito assim sobre mim, mas eu adoro o quão interessante irmã Irene conseguiu fazer o cristianismo parecer. Tô obcecado pela paleta sonora desse álbum
Não sei... achei legal, mas não me fisgou. Mas percebi que talvez Marlui seja uma grande influência pra Ava Rocha.
[Revisita]
Quando comecei a escutar Björk, sempre via os fãs reclamando do Volta e eu não entendia porque, então, adiei, demorei muito a ouvir porque fiquei receoso. Só me atrasou de escutar um dos meus álbuns preferidos dela.
Acho que o Volta é uma preciosidade. Ele aparenta ser bagunçado – talvez por indução da sua capa– mas, na verdade, ele é bem estruturado, consistente e muito sofisticado. Acho pura ... read more
[Revisita]
Ainda bem que eu revisitei esse álbum. Não lembrava de mais nada, nem mesmo do mais básico: sua sonoridade. Embora eu não lembrasse, ouví-lo novamente me fez lembrar de como me senti quando ouvi pela primeira vez: totalmente perplexo, hipnotizado e confuso. Hoje, sabendo um pouco mais sobre o contexto por trás do álbum, ele se torna ainda maior.
É a filhinha de Diamanda Galás!
Estou realmente impressionado com a criatividade na abordagem de folk e da música gospel, algo que me lembrou bastante Diamanda Galás. Ainda estou impactado pela música de encerramento; tem um "senso de devoção" fortíssimo, que é algo presente no álbum inteiro, mas How Can I Keep From Singing pontua muito bem.