[REVISITA]
Embora eu goste do álbum, é o trabalho ao vivo que eu menos gosto de Björk. Gosto dos arranjos, mesmo achando que poderiam ser melhor trabalhados, mas algo me incomoda. Primeiramente, a ordem das músicas, que não têm fluxo. Em segundo, as músicas complementares, que acho que não se encaixam bem aqui.
[REVISITA]
Saindo de álbuns com abordagens bastante focadas, passando pelo Volta (destoante justamente por soar disperso, o que eu particularmente amo), Björk chega ao Biophilia retomando sua especificidade em termos de concepção artística.
O que eu sempre adorei no Biophilia foi a ideia de falha de sistemas antigos e renascimento através de uma nova cosmogonia, de um novo universo. É um conceito bem articulado, em que há um esforço ... read more
Tendo um ótimo material base como Mon Laferte tem, seria praticamente impossível que essa performance desse errado. Em pouco tempo, ela prova seu star quality ao expandir e melhorar as versões de estúdio (algo muito admirável). Apaixonante.
A minha única ressalva é a inclusão de 1:30. Acho que, de todas as faixas que poderiam ser incluídas, essa deveria ser a última opção. La Tirana seria uma ... read more
[REVISITA]
Apesar de não fazer parte da discografia principal de Björk, a trilha de Drawing Restraint 9 é um exercício de criatividade muito interessante pra artista, servindo como uma ponte entre o Medúlla e o Volta.
Possui as inúmeras camadas de voz e as experimentações vocais do Medúlla, bem como um certo maximalismo e exagero do Volta (pontuados pelos instrumentos de sopro robustos como o trompete e o trombone). O resultado ... read more
Não é um álbum ruim, é até bastante agradável. Mas a sua duração maior que o necessário não ajuda quando as músicas parecem estar em loop. Não me agradou muito o trabalho como um todo, apesar das músicas avulsas serem legais.
[REVISITA]
Lembro vividamente do quão assustado eu fiquei ao ouvir Bunny is a Rider abrindo a era. Não consigo colocar em palavras o quanto eu detesto essa música e pensei que o álbum seguiria na mesma linha.
Até que eu simplesmente fui arrebatado. O Desire representa uma evolução clara de Caroline em todos os aspectos possíveis, especialmente na experimentação da sua voz. É um dos grandes exemplares do art pop da ... read more
[REVISITA]
Apesar de não ter amado na primeira escuta, esse álbum me agradou por um motivo que eu nem sei qual é; simplesmente simpatizei. Voltando a ele, eu consigo apontar o que é: a entrega total das composições e do vocalista, assim como a sonoridade levemente desequilibrada.
A sonoridade que se sustenta, basicamente, entre o jazz, rock e um quê de folk, me chama muito a atenção porque em certos momentos parece até que ... read more
[REVISITA 5/5: bênção da semana santa]
O Vespertine, de Björk, em sua concepção original se chamaria Domestika e seria composto apenas de sons do cotidiano doméstico. Quem diria que, anos depois, Fiona traria de volta este conceito sob um ângulo totalmente diferente e inimaginável?
Digo isso porque o trabalho foi inteiramente gravado praticamente por improviso, de maneira amadora, com inserção de sons de objetos de casa, ... read more
[REVISITA 4/5]
Quando eu falei na review do Extraordinary Machine sobre ele ser um álbum importante e como ele está situado na discografia de Fiona, era sobre isso que eu tava falando, pois acredito que o Idler é um reflexo direto dele.
Apesar de no Idler ela já estar voltando a apostar em instrumentais menos minimalistas, ela continua demonstrando sua evolução na composição, e principalmente na utilização da sua voz para ... read more
[REVISITA 3/5]
Talvez os instrumentais tão marcantes dos discos anteriores pudessem tirar o enfoque do talento de Fiona como compositora. Claro que, a todos os que estão atentos, esse talento nunca foi ocultado, mas a cantora aqui diminui seu ritmo para entrar num território mais calmo, que destaca muito mais o seu poder como liricista e como storyteller de maneira mais "limpa". É também lindíssima a paleta sonora escolhida para isso.
Talvez ... read more
[REVISITA 2/5]
"I may be soft in your palm
But I'll soon grow hungry for a fight
And I will not let you win"
Esse, que foi um trabalho que eu não gostei tanto quando ouvi a primeira vez, com o tempo passou a ser um dos meus preferidos de Fiona. Ela expande a vulnerabilidade e autoexposição do Tidal, mas agora tem um certo tom de fúria, de ameaça e com pitadas de humor que caem muitíssimo bem.
Novamente, Fiona entrega letras ... read more
[REVISITA 1/5: aniversário de 30 anos]
"This mind, this body and this voice cannot be stifled by your deviant ways"
Há algo no pop alternativo da década de 90 que me fascina. A febre do trip hop se espalhou tão violentamente que pulverizou na maior parte dos álbuns da década. Aconteceu com o Tidal, com o Post e com o Ray of Light, entre muitos outros.
O que eu gosto no Tidal é como Fiona está na trindade pop-trip hop-jazz e em ... read more
Que álbum delicioso! Estou apaixonado!
Não é algo particularmente inovador, mas é um "básico" muito bem feito. É criativo, tem frescor, tem momentos interessantíssimos (como o samba eletrônico Godbless à la Tropix), e a voz lindíssima e suave de Lynn se encaixa perfeitamente bem no maquinário.
Realmente estou encantado.
De maneira muito irreverente o duo retorna à ideia do álbum anterior, mas dessa vez dando um passeio maior pela América Latina. É uma expansão muito interessante do alcance sonoro deles, ainda que eu ache que em certos momentos as faixas soam como um pop ultra mastigado.
Acho que esse álbum reflete muito bem o estado da música pop francesa atualmente (ou talvez a música francesa em geral). Segura até demais, sem uma identidade clara, que soa como algo do início da década passada ou retrasada... não sei, não me compra, mas entendo o apelo.
No início parecia promissor ao remeter ao R&B clássico, dos anos 90/Início dos anos 00. Mas, no meio do caminho, se tornou muitíssimo genérico e sem vitalidade.
Eu tenho a impressão de que eu não tenho capacidade suficiente pra expressar o quão genial, visionário, absurdamente admirável eu achei esse disco.
Quando se fala em experimentalismo é exatamente nisso que eu penso. Imagino algo tão hermeticamente articulado que soa como o futuro e que, mesmo que tentem, seria dificílimo ou até impossível de ser replicado.
A utilização de elementos centrais de culturas ... read more
Estou apaixonado por esse disco. Acho que ele é derivativo dos grandes clássicos do trip hop, mas ainda é um álbum muito decente, charmoso, sombrio, autodepreciativo, ao mesmo tempo em que consegue ser bastante relaxado... gosto muito de como ele soa como um monólogo interno, pois abre mais espaço para a vulnerabilidade de Puma, que poderia ser ocultada pela atmosfera do cd.
Praticamente não teve skips. A única que eu realmente não ... read more