[REVISITA: Lana del Rey #1]
Sempre tive a teoria de que Lana del Rey (a ideia) surgiu como uma persona criada a partir de uma fascinação genuína de Lana (a pessoa) pelo nacionalismo estadunidense, mas que, em algum momento, conscientemente, passou a funcionar quase como um objeto de estudo.
Construída com base em referências a Old Hollywod, às pin-ups dos anos 50 e ao imaginário da cultura pop dos Estados Unidos, essa persona encontra em Born to ... read more
[REVISITA]
Na linha tênue entre o acessível e o abrasivo, Death Grips esbanja a sua capacidade de produção. No meio de glitches, loops e beats retorcidos, The Money Store possui uma paleta sonora que, apesar de não parecer, é muito emocional. Gera um senso de urgência e colapso eminente, que é frequente na discografia de Death Grips e é o que sempre me encantou neles.
Também vir depois de uma mixtape como Exmilitary e ser ... read more
[Revisita]
Devo dizer que nunca fui fã desse álbum, ainda mais depois que Get Lucky hitou estrondosamente e tudo que se ouvia em qualquer lugar era "We're up all night to get lucky". Não me ajudou a simpatizar com o disco de forma alguma.
Mas o principal motivo para eu não gostar do álbum é que eu o achava (e continuo achando) muito repetitivo. Faz sentido se pensarmos que a sua proposta é homenagear a música (e a era) ... read more
Não é um álbum ruim, ainda mais por ser o debut solo. Certamente é bem melhor que o da sua "irmã". Tem ótimos momentos e há variedade em termos de sonoridade. O problema é que uma edição faria MUITO bem aqui; não tem porquê um álbum com 17 músicas se metade delas poderiam ser melhor trabalhadas ou cortadas para manter concisão.
Mesmo assim, é uma ótima primeira ... read more
[Revisitando discografias: Radiohead #13; FINAL]
"And there's nowhere to hide / You run to the back and you cover tour ears / but it's the loudest sound you've ever heard / into your darkest hour / When you've had enough of me"
É muito complicado pensar e escrever sobre o trabalho do Radiohead com a cabeça tranquila. Nessa maratona, tentei ao máximo me distanciar na hora de escrever, mas isso é dificílimo quando se está ... read more
[Revisitando discografias: Radiohead #12]
Por ser menos ambicioso e mais discreto que seus predecessores ou talvez por haver uma expectativa em torno do que Radiohead consegue entregar faz com o The King of Limbs não seja tão admirado. Mas considero o álbum bastante competente, que deixa a desejar em poucos aspectos, mas nada que seja absolutamente prejudicial.
[REVISITA]
Amplamente considerado um dos trabalhos mais relevantes da música contemporânea, To Pimp a Butterfly converge ambição conceitual, execução técnica de excelência e relevância história de forma que poucos trabalhos desse século conseguem.
É um disco que impressiona pela sua imponência. Com seu hibridismo afiadamente construído, hip hop, jazz, blues, funk e soul são costurados a uma ... read more
Com duas horas de duração e músicas tão longas (uma até chegando a 34min), é esperado que haja cansaço. Apenas esperado, porque não foi o que aconteceu aqui.
To Be Kind é um disco épico, em escala, que nos provoca a encará-lo como uma experiência sonora, emocional, narrativa, tudo em um só trabalho. De tudo se ouve um pouco: desde Nina Simone e Captain Beefheart até Diamanda Galás, ... read more
[Revisitando discografias: Radiohead #11; RESENHA APENAS DO MATERIAL NOVO]
Surpreendentemente melhora ainda mais o álbum, que eu considero já perfeito. Na verdade, o material adicional até eleva o disco original, pois atualiza sua discussão e altera suas possibilidades de interpretação. Excelente!
[Revistando discografias: Radiohead #10; RESENHA E NOTA APENAS PARA O MATERIAL EXTRA]
Kid A, Amnesiac e uma terceira parte pra fechar o ciclo de álbuns brilhantes. Longe de estar lapidado, o material novo desconstroi o processo criativo, tão extensivo, dos dois discos e nos dá o privilégio de observar a mecânica por trás deles.
[Revistando discografias: Radiohead #9]
Chega a ser chocante o que pode sair das mãos do Radiohead. Como pode um ep de b-sides ser tão bom assim? É tão bom que, por pouco, não chega no mesmo nível do álbum.
[Revistando discografias: Radiohead #8]
É curioso que Thom tenha dito que os melhores trabalhos do Radiohead estejam nesse disco. Este é o primeiro álbum após o término do contrato, em que cada um dos integrantes estava se dedicando a outros âmbitos da vida, e um álbum em que não tiveram o sentimento de obrigação em inovar. Levando tudo isso em consideração, é nítido como esses fatores ... read more
[Revisitando discografias: Radiohead #7]
Mesmo que seja um álbum divisivo, o Hail to the Thief é muito querido por mim, graças a sua calmaria, que é tão bem vinda após a dobradinha Kid A/Amnesiac. É como uma descarga do peso dos álbuns anteriores, que traziam inquietações tão fortes, em algo mais digerível. O volta ao som físico do The Bends, agora amadurecido, é ótima; adoro quando ... read more
[Revisitando discografias: Radiohead #6]
Acho esse álbum lindo por demais. Acho incrível como eles transpuseram perfeitamente bem o álbum pros palcos, tanto por replicar a versão de estúdio (com ótimos acréscimos), quanto por replicar a energia dos discos.
[Revisitando discografias: Radiohead #5]
Em termos de origem, o Amnesiac é uma obra complementar ao Kid A, porém, não se deve, sob hipótese alguma, subestimar sua singularidade estética.
Há algo muito particular entre o Kid A e o Amnesiac, que é a direção que a sonoridade toma. Mesmo sendo muito sutil, há uma delimitação essencial para se compreender os dois álbuns como obras independentes. O Kid A ... read more
[REVISITA]
Ao ser provocado pelo Lemonade, que expôs a vida íntima do casal menos expositivo da música, Jay-Z expõe seus pontos de vista sobre relações raciais, ascensão financeira, além do principal: espelha o posicionamento em relação ao seu casamento e a sua família.
Este álbum é uma das peças de uma longa história contada em três discos. Acontece que não é a ... read more
[REVISITA]
[Desafio Brasil #37]
Muitos podem espernear e negar até a morte, podem até tentar diminuí-lo (porque, pelo visto, revisionismo anda sendo a norma ultimamente), mas Chico Buarque é inegavelmente um dos maiores compositores do Brasil.
Aliado a Roberto Menescal, os dois fizeram um dos trabalhos mais geniais das suas respectivas carreiras – que são brilhantes, como todos bem sabem –, e da música brasileira. Muito se fala sobre as ... read more
[Revisita]
[Desafio Brasil #36]
Será que ainda tem algo a ser falado sobre Clube da Esquina? É muito simples então nem preciso me alongar. Absolutamente icônico e influente, este é um disco lindíssimo que sobreviveu ao tempo como nenhum outro e que conflui linguagem, forma e identidade cultural de maneira ímpar.
Isso sem comentar que a voz de Milton nesse álbum é capaz de matar um ser humano, especialmente em Dos Cruces.
Vou ... read more
[Rrevisitando discografias: FKA twigs #5]
Eu já falei que toda artista tem um álbum de término em algum momento da carreira. Seria muito fácil, então, classificar o Magdalene como um álbum de término, mesmo porque ele realmente é. Mas FKA twigs vai muito além ao tratar de um assunto tão costumeiro.
O álbum surge de um contexto delicado: a partir do fim do relacionamento conturbado e altamente exposto na mídia ... read more