Secos & Molhados - Secos & Molhados
60

[REVISITA]
[Desafio Brasil #38]

Trinta minutos que passam se arrastando... nunca fui fã dos Secos & Molhados, confesso. Vez ou outra me pego voltando a esse álbum pra tentar renovar minha opinião, mas de nada adianta. Gosto das boas intenções e das letras, mas continuo achando este disco entediante e o considero como um dos álbuns da MPB que pior envelheceu.

85

[REVISITA]

Os álbuns de Duda sempre tem elementos brasileiros, em maior ou menor grau, e é sempre muito interessante observar os caminhos que ela toma para agregá-los aos seus trabalhos.

É difícil categorizar os trabalhos de Duda devido às enormes quantidades de subgêneros que ela inclui, mas, basicamente, no Te Amo Lá Fora temos piseiro, tecnobrega e MPB unidos a bases de synthpop; aqui, apesar de muito mais eletrônico ... read more

DUDA BEAT - Te Amo Lá Fora
90

[REVISITA]

Eu acho muito fofa a forma como surgiu o nome do Te Amo Lá Fora. Não fazia ideia de onde tinha vindo, nem o que significava, mas ouvindo Duda explicar fez todo sentido. Ela fala sobre desilusões amorosas com a distância necessária para demonstrar que tem mais personalidade e sobriedade do que ela aparenta no Sinto Muito.

O Te Amo Lá Fora, além de ser uma ótima sequência para o Sinto Muito, delineia muito bem a persona ... read more

Bruno Pernadas - unlikely, maybe
70

Apesar de ter alguns momentos desajeitados demais, este é um álbum que puxa inspiração nítida da MPB, especialmente dos seus aspectos jazzístico e psicodélico, mas associando-a a elementos mais atuais. É um bom trabalho de imersão da MPB em outros contextos, mas nada que já não seja feito constantemente no Brasil.

underscores - U
50

A música eletrônica está sendo tão mais dissecada nos últimos anos, que já estão achando de bom tom ressuscitar uma sonoridade que não soava tão bem assim nem quando estava no seu auge.

Infelizmente me lembrou demais as músicas de DJs mainstream nos anos 2010, misturado com cantoras pop que estão na mesma prateleira de Demi Lovato ou Fergie. O ponto é qur acho que os anos 2010 estão próximos ... read more

Searows - Death in the Business of Whaling
90

Numa intersecção curiosa entre Phoebe Bridgers e Ethel Cain, Searows pacientemente desenrola um álbum melancolicamente gracioso. A parceria com Trevor Spencer se mostrou bastante frutífera, conseguindo transformar o som em algo expansivo e texturizado, o que faz o disco ter um impacto emocional substancial, lembrando bastante a bem sucedida colaboração de Spencer com Father John Misty nesse sentido.

Coisas que chamaram minha atenção: 1. ... read more

Yerai Cortés - POPULAR
80

Há algumas faixas que eu pessoalmente acho que poderiam ser retiradas, mas fora isso, com pouquíssimas letras encapsula muito bem o sentimento do flamenco, especialmente em relação ao senso de comunidade/união.

M.I.A. - M.I.7
20

Não consigo descrever o constrangimento que eu senti ouvindo esse álbum. Quem escuta não imagina que esta é a mesma pessoa que fez o Matangi. M.I.A. soa como uma autoparódia, ou pior, como uma seguidora de Kanye em sua pior fase.

Hiran - IMUNDO
45

Teoricamente, é um álbum interessante. Trata de temáticas e dificuldades que deveriam ser mais debatidas e é importante ouvir os pontos de vista sobre elas. Entretanto, o maior obstáculo é o liricismo de Hiran. Infelizmente suas rimas são simplistas e subdesenvolvidas, e acabam reduzindo o impacto do que ele pretende falar. Sonoramente eu gosto bastante, mas não gosto tanto do fato da sonoridade roubar toda a atenção (como ... read more

90

Achei que ia sair uns traps sem graça estilo Ebony e afins, mas até no trap, que anda tão batido, Bia foi mais criativa.

No resto do tempo, ela utiliza o funk inventivamente, com putaria entregue num flow chiquérrimo, letras que exalam tesão (como o álbum promete) e que complementam muitíssimo bem a voz de Bia. A voz dela, inclusive, deixa tudo mais sexy; a musa fala as maiores baixarias do mundo com uma voz doce e inabalada. Confiança ... read more

Jessie Ware - Superbloom
90

FINALMENTE UM ÁLBUM OITENTISTA DECENTE!

Terceiro álbum de uma ótima sequência disco, Jessie Ware retorna ao que, comprovadamente, sabe fazer muito bem – e agora até melhor –, e não desaponta nem um pouco ao apresentar músicas grandiosas e espalhafatosas assim como manda o regulamento da disco music!

Desde seus sintetizadores, até os coros, passando pelos leves sons ao longo das faixas (como a flauta discreta em I Could Get ... read more

Yaya Bey - Fidelity
80

Se falta algo nesse álbum é apenas uma leve poda. Seu som neo-soul que remete à Solange e Erikah Badu, junto com vocais que lembram Toni Braxton são deliciosos de se ouvir.

O único problema é que os lindos vocais estejam constantemente em conflito com os instrumentais, de forma que os dois saem prejudicados por não serem devidamente destacados – digo isso, mas a sujeira é muito bem vinda em alguns momentos, dá até um ... read more

ROSALÍA - LUX (Complete Works)
65

[Nota válida apenas para as músicas novas]

As três novas adições, que eu tanto rodei atrás para ouvir, acabaram sendo bem abaixo do que o esperado.
Exceto por Focu 'Ranni, que parece música de transição de vídeo do YouTube, elas funcionam bem como músicas avulsas, até certo ponto também funcionam dentro do álbum. Entretanto, não estão no mesmo nível das que já ... read more

Anitta - EQUILIBRIVM
50

Confesso que, devido ao histórico de Anitta, eu esperava que o Equilibrivm fosse entregar MUITO menos do que entregou. Não soa tão orgânico assim, apesar de que eu não sei se algo na carreira de Anitta vai poder soar assim tendo em vista o seu tamanho.

O ponto é que o álbum comporta o tamanho de Anitta enquanto a maior artista pop do Brasil, que consequentemente precisa agradar públicos diferentes. Mas o pulo do gato é que ele ... read more

Lana Del Rey - Did you know that there's a tunnel under Ocean Blvd
95

[REVISITA: Lana del Rey #8]

Talvez seja uma experiência individual, mas eu acho o Ocean Boulevard superior ao Norman Fucking Rockwell. De certa forma, segue o sentimento do Blue Banisters de se estar ouvindo o trabalho de um artista maturado em décadas e décadas de trabalho, porém, em sentidos diferentes.

O Blue Banisters é, como eu disse na sua review, um álbum metalinguístico, em que Lana nos aproxima mais dela através de uma abordagem ... read more

Lana Del Rey - Blue Banisters
80

[REVISITA: Lana del Rey #7]

Nas palavras da própria Lana, este é um álbum para ela própria contar sua história, colocando os pingos nos is em assuntos que remontam até à época do Ultraviolence.

Novamente, assim como os anteriores, é um álbum que não deixa a desejar em termos de composição e amadurecimento artístico. Mas ele abre uma bifurcação que é bem interessante: sua ... read more

Lana Del Rey - Chemtrails Over the Country Club
70

[REVISITA: Lana del Rey #6]

Todos os artistas após um certo momento na carreira, geralmente após fazerem álbuns ótimos, costumam entrar num plateau em que lançam um (ou uma pequena sequência de) discos não tão grandiosos mas dignos. Esse é o caso do Chemtrails.

Após tanta grandiosidade, o Chemtrails representa um leve recuo do caráter épico comum à persona de Lana, no qual a imponência é ... read more

Lana Del Rey - Lust for Life
65

[REVISITA: Lana del Rey #4]

Por muito tempo, eu detestei o Lust for Life. Apesar de não ter mais uma opinião tão acalorada contra ele, ainda o acho fraco. Seu posicionamento na discografia de Lana, entre o Honeymoon e o Norman Fucking Rockwell, não colabora mas o que mais pesa é a sonoridade que abraça o hip hop de uma maneira pouquíssimo imaginativa, fazendo-o soar repetitivo.

Ps: Cherry é podre de chique.

Lana Del Rey - Honeymoon
100

[REVISITA: Lana del Rey #3]

Em Honeymoon, Lana retoma ideias que já estavam sendo abordadas em seus álbuns anteriores, mas é aqui que ela atinge um nível de sofisticação que, para mim, só foi igualado em seus álbuns mais recentes.

Acho que, diferentemente dos seus predecessores, ele refina o poder narrativo de Lana, sua capacidade de atração (já que ela suga qualquer um já nos primeiros segundos da faixa ... read more

Lana Del Rey - Ultraviolence
85

[REVISITA: Lana del Rey #2]

No Ultraviolence, o nacionalismo e o imaginário estadunidenses apresentados no Born to Die não desaparecem, são apenas deslocados em temporalidade e sonoridade.

O aspecto cinematográfico se mantém, mas a escala diminui e, em vez de símbolos grandiosos, vemos um EUA mais deteriorado e delineado a partir de violência, excessos e vácuo emocional.

É como se estivesse se espelhando nas histórias ... read more

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