[Descobrindo discografias: Leonard #2]
Desde o seu primeiro disco, Leonard já demarca o seu estilo. Letras muito bem elaboradas, que focam no intimismo e storytelling e que tomam o centro do disco. Nem mesmo os ótimos arranjos de violão entram em conflito com o liricismo de Cohen.
Ps: que lindo o violão em Teachers.
Em meio a arranjos intricados e vocais lindamente harmonizados, a voz de Minnie consegue perfurar e mostrar que ela é muito mais que Lovin' You. Acho, inclusive, que quem a conhece apenas pelo hit (como era o meu caso), pode ter uma ideia mas não sabe com plena certeza do que ela é capaz.
Observação: em termos de vocais, Completeness é lindíssima e logo é superada por Oh By the Way e Expecting. São essas as três ... read more
[REVISITA]
Alejandra nunca esteve tão pop, tão acessível. Em contrapartida, também nunca esteve tão vulnerável. Desde a sua voz cantada – surpreendentemente com treinamento clássico, diga-se de passagem –, até a exposição de relações e reflexões pessoais, Arca quebra a couraça para mostrar uma nova faceta sua, que nunca mais vimos.
Um álbum que já era lindo ficou ainda melhor com excelentes acréscimos.
As influências emo/punk e até shoegaze são nítidas e, por incrível que possa parecer, gostei muito do ep. Fiquei até animado pro álbum.
Lembra Taylor Swift desde a forma de compor, até a voz. A diferença é que possui uma produção ligeiramente mais sofisticada.
Embora não seja o meu estilo, gosto dessa ideia de remontar a adolescência de maneira hiper doce e idealizada ironicamente, enquanto cria elementos que quebram essa fantasia.
Nada que me impressione, francamente. É um disco legal, mas é só isso. Até pelo fato de ser instrumental, prejudica ainda mais o fato da construção do som ser tão simplista.
Muito provavelmente sentindo que estava próximo da morte, Leonard compôs um álbum de despedida, assim como David Bowie compôs o Blackstar – no mesmo ano, inclusive. Este é um compilado de alguém gigante em seu ofício, que, no ato artístico instintivo de despedida, consegue se tornar ainda maior. Mais esparso, mais triste, mais rebuscado que nunca, Leonard faz um apanhado de reflexões que cimentam, para quem ainda poderia ter ... read more
[Recomendação 8]
Há anos tenho um problema com Sega Bodega que esse álbum não me fez superar. Mesmo que Mayah Alkhateri aqui tenha dado mais brilho ao álbum, não consigo me afeiçoar ao estilo de produção de Salvador.
[REVISITA: aniversário de 10 anos]
A prova que o To Pimp a Butterfly foi pra lá de frutífero está aqui! Lançar um álbum excelente, apenas de músicas descartadas, logo depois de uma obra-prima clássico instantâneo é de um nível de flex que se conta nos dedos de UMA mão quem tem.
Como o próprio nome sugere, untitled unmastered não tem a necessidade nem a pretensão de ser um álbum ... read more
[REVISITA: aniversário de 10 anos]
Um dos responsáveis pela popularização do R&B alternativo, Frank Ocean retorna após o ótimo Channel Orange, com um trabalho ainda mais sólido, autobiográfico, íntimo e intoxicante. Não tem como sair ileso de Blonde.
Devo comentar sobre a beleza que é os momentos orquestrais. São muito pontuais, mas muito bem aplicados.
A herança de Fairuz na música do Oriente Médio é perceptível em álbuns como esse, que conseguem entrelaçar lindamente poesia com uma instrumentação de tirar o fôlego. Liricamente é de uma beleza ímpar, sonoramente é fenomenal, com alguns dos arranjos mais lindos que eu já ouvi.
Majida nos apresentou um álbum lindíssimo do início ao fim, em todos os quesitos.
[REVISITA: revisitando discografias #4]
Experimentalismo com força, destemida como sempre, coesão sonora e visual. Essas são algumas das características do grande debut de FKA twigs, em um álbum que prioriza texturas e em que ela utiliza dos seus vocais como âncora pra um nível de experimentalismo sonoro que POUQUÍSSIMAS pessoas têm a coragem de realizar na carreira, muito menos num debut.
[Revisita: aniversário de 10 anos]
Um ep de apresentação muito bom, além de que éum ótimo trabalho pra mostrar o quão boa letrista e vocalista Jorja é.
[Desafio Brasil #35]
"Mas pra que recordar se meu sonho, tão lindo, no tempo ficou? Mas pra quê vou amar e pensar nisso tudo, se tudo acabou?"
Já na sua estreia eternizou um clássico não só do samba, mas da música brasileira. Alcione tem cacife! Um repertório excelente, que destaca as melhores qualidades do samba, bem como a voz vivida e atrevida de Alcione.
[REVISITA: revisitando discografia #4]
Um exemplo de álbum imaculado
Vindos do sucesso estrondoso do OK Computer, o Kid A representa uma ruptura muito grande em relação à sonoridade esperada para o Radiohead. Entretanto, o que foi tido como um desvio arriscado passou a ser considerado um dos álbuns mais relevantes da música contemporânea.
No OK Computer a banda se debruça sobre a ansiedade causada pelo avanço do neoliberalismo e ... read more
[REVISITA: revisitando discografias #3]
Expandindo ideias dos eps anteriores, twigs se aprofunda na psique para falar sobre dinâmicas de poder. Como uma relação irregular parece aos olhos de quem está sendo abusado sem perceber, o ep soa distante, sedutor, sensual, mas ouví-lo atentamente revela tons de ameaça, desespero, sombriedade, como uma história de terror. É um trabalho que representa uma crescente de twigs sonora e conceitualmente; ... read more