É isso que eu chamo de música brasileira. O primeiro disco que ouço de Dorival Caymmi, uma grande descoberta, com certeza. A primeira coisa que notei é que ele canta a verdade; a verdade dele, a verdade da Bahia, a verdade da baía, a verdade do Brasil. E é esse o valor de sua música. Achei lindo, e até já havia ouvido alguns versos ("No Abaeté tem uma lagoa escura arrodeada de areia branca", por exemplo, que Caetano ... read more
Álbuns instrumentais são difíceis em vários sentidos. Considerando a voz um instrumento, todos os álbuns musicais são logicamente instrumentais. Apesar disso, no contexto dos séculos 20 e 21, os que contém apenas sons de instrumentos materiais feitos por humanos são geralmente menos valorizados pela massa popular que os que contém voz humana, é um fato. Claro que há algumas exceções, mas não ... read more
Pode parecer exagerado, sinto que este álbum tem duas ou três músicas, e só. E além disso, apesar de "ser pintura com camadas intensas e múltiplas", apesar da estética toda, da produção, o significado é como que ocultado por uma névoa da própria coisa. Eu poderia dizer que é um álbum lindo e perfeito e tudo ficaria bem, mas críticos de arte sabem nada. O arromantismo, alvo do ... read more
Tende a ser o padrão de aceitável no mercado industrial uma música rápida, fácil, rasa, popular, que venda, e facilmente descartável. Este álbum é extremamente aceitável, como tantos outros. Um álbum de cantor-compositor que é derrubado pela má composição.
Relativamente bem escrito, considerando o gênero. Li algumas coisas de Lana del Rey, achei ruim, mas um tipo especial de ruim. Lana del Rey, apesar de tudo, faz pop. Este álbum "Melodrama" de Lorde é bom, mas um "bom" às vezes genérico, apesar da comparação com Lana. Ouvi isso algumas vezes. Mas isso não diz muito pra mim. O tema é comum, a estética é talvez o que mais se leva em ... read more
Este disco de Jards Macalé, de 76, captura essencialmente o que chamo de música nua. A sonoridade crua, o lírico e o harmônico, os contrastes.
Descomercial, se torna pérola, e um dos melhores da música brasileira. O baixo é incrível; música muito impressiva etc.
Um dos melhores, não digo que o melhor, mas The Dark Side Of The Moon já se tornou clássico atemporal. Your generation means nothing. E a luz que chega e refrata diz que a banda amadureceu (Torquato Neto já notava esse amadurecimento), importante para a música e para o que chamam progressive rock. É um álbum icônico e tal, não sei se tem o mesmo impacto que Wish You Were Here, nem se sabem o interpretar certo esses admiradores ... read more
Não tenho muito a dizer sobre isso, só que achei muito ruim, realmente ruim. Não sei o que levou isto a qualquer ranking de "melhores" do ano, mas é realmente ruim, muito ruim e superestimado.
Tom Zé, como disse, caiu em ostracismo após lançar "Todos Os Olhos". O experimentalismo sonoro, a brincadeira verbal, a linguística toda e mais, fazem desse um grande álbum da música brasileira que deveria ser melhor reconhecido e mais revisitado (e igualmente, muitos outros de seus discos). David Byrne descobriu Tom Zé quando ouviu "Estudando O Samba", e fez o Brasil redescobrir o gênio tropicalista que tem até ... read more
"Pure happiness in clean wave, hot bounces and aesthetic right timed".
A clareza e boniteza dessa obra alegre de Dylan são coisas inevitavelmente atraentes. O disco limpo pós-horizonte-de-Nashville, inevitavelmente... puxem pra dentro seus críticos de números mutáveis, ou joguem-nos de uma vez pra longe, o disco é lindo.
"Play it fucking loud!"
"Like a Rolling Stone" é uma das melhores canções que já ouvi e uma das melhores de Dylan. O álbum inteiro é cheio de imagens; ouvindo-o, não existe um ponto de queda ou de turvação, é conciso assim como disse o próprio Bob Dylan sobre álbuns e porquê fazê-los.
A contracapa traz um texto lindo e fotos e o crédito de "police car" na faixa ... read more
Sem dúvida um dos álbuns mais célebres já escritos e executados. Com Highway 61 Revisited e Blonde On Blonde, Bringing It All Back Home traz aos sentidos mais da genialidade e talento único de Bob Dylan, o ser máximo da visual music. Um álbum original, lindo e mais um verdadeiro e excelente trabalho literário de Dylan.
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Através do tempo existente entre os anos 60 e hoje, por vezes sob a falsa luz da idolatria, entre becos, nos carros, ou mesmo em universidades medianas, ecoou a história feita pela tão cultuada — alguns dizem lendária — banda The Beatles.
É inegável que alguma coisa eles fizeram pela música, ora influenciando e ora sendo influenciados; e inegável que a produção de seus álbuns teve notável papel na ... read more
Nenhum outro compositor conseguiu superar o belo surrealismo rebelde de Bob Dylan, no meio dos anos 60 ou em qualquer tempo. Uma prova muito clara disso é esse álbum excepcional, complexo, cheio de imagens e provocações; uma célebre combustão de criatividade que faz minha alma querer abraçar cada pedaço dele.
É como se Dylan tivesse espontaneamente pulado num buraco-paradoxo, sentado à mesa com o Inimaginável em sua ... read more