CRASH pode não ser o disco mais excitante de Charli, mas definitivamente mostra sua capacidade de criar canções pop simples sem perder sua personalidade artística.
As inspirações desse álbum são diversas. Não apenas musicalmente, mas na estética também. Tudo grita anos 80 com muita naturalidade, mostrando um lado sombrio e assassino da época, com vestidos curtos, sangue falso e um bom olhar matador. Tudo isso ... read more
Após alguns singles, uma divisão de opinião muito grande do público e clipes no mínimo interessantes, seja pela beleza ou edição, MOTOMAMI, o terceiro álbum de ROSALÍA, chegou.
Um disco cheio de personalidade (e confusão lirica), com diversas camadas e versões da artista. Ela decidiu dividir o álbum em duas partes, para abordar melhor a si mesma. E ela conseguiu. São tantas dela, que você ... read more
Depois de alguns dias, finalmente cheguei no meu objetivo: o novo álbum de Rex Orange County. Apesar de ser muito melhor que "Pony", continuamos com alguns problemas.
Primeiramente, o disco mantém a onda que o artista começou em 2016, com seu segundo álbum. Muitas orquestras, arrisca um rap em alguns momentos, e muito divertido também. Contudo, isso nem sempre se torna prazeroso. Há certos períodos, que ele soa exaustivo, esgotado e ... read more
Pony, o terceiro disco de estúdio do Rex Orange County, acaba sendo um degrau abaixo de seu antecessor, mas serve para espalhar seu talento para mais pessoas.
Pony saiu no fim de 2019, em outubro, mais especificamente. Na época, ouvi algumas faixas, mas não me conectei com o disco e desisti. Hoje, em 2022, após tantos acontecimentos, decidi revisitar um dos discos que saiu naquele ano que seria o último antes de diversas mudanças. E continuo com a ... read more
Em seu segundo registro, Rex Orange County encontra um som distinto porém batido, apesar da clara evolução como artista e pessoa.
Se no seu primeiro disco, ele parecia levemente perdido, aqui não. Os temas das canções continuam os mesmos, mas existe uma classe e investimento de tempo E dinheiro muito maior no "Apricot Princess". As músicas são bem conectadas entre si, se tornando um álbum coeso, cheio de vida e ... read more
Após o lançamento de seu disco novo, decidi embarcar nessa jornada para ouvir a discografia do Rex Orange County. No seu primeiro disco, vemos um artista perdido, mas em busca de si mesmo.
O álbum é básico, não é nada muito diferente do que eu esperava dele. Uma surpresa foi vê-lo fazendo bedroom pop, que nunca imaginei que ele tivesse feito parte (só conhecia-o pelas parcerias com o Tyler, the Creator). Mas ainda assim, o registro ... read more
Kim Petras não é uma artistas mais interessantes dos últimos anos, mas isso não é novidade - nem um problema. Mas mesmo assim, sempre se espera o mínimo de excelência e novidade vindo dela... E isso jamais será encontrado no "Slut Pop".
Uma coleção de canções de péssimo gosto e de uma falta de originalidade tremenda (se você observar o trabalho de artistas como Ayesha Erotica, ... read more
Uma mistura entre ser interessante e inovador, mas não conseguir manter tudo isso em seu tempo de duração, o Daft Punk não atinge a excelência em seu primeiro álbum.
É inegável o impacto que esse duo tem na música mundial, seja eletrônica ou não. Eles simplesmente reinventaram e introduziram o sample para uma nova geração de artistas, que passou a expandir seus trabalhos com eles (no caso do The Weeknd, ... read more
Em 1995, Björk viria a lançar o seu grande primeiro passo em direção a experimentação eletrônica vista nos álbuns seguintes, tudo isso junto com muitos toques de pop.
"Post" é um disco incrivelmente interessante do início ao fim. Ele é coeso, divertido, engraçado e dançante, além de servir como uma das primeiras pontes da carreira da artista, que viria abordar mais gêneros e ... read more
Um álbum que em muitos momentos pode soar chato e pouco excitante, mas que funciona muito bem como conjunto da obra, trazendo elementos de shoegaze e dream-pop.
Surpreendentemente, o disco contém letras muito profundas e inteligíveis, algo que não é muito comum no gênero no qual ele é baseado. O disco se preenche sozinho de diversas formas, seja pela culpa ou pelo egoísmo, ele consegue mostrar muito bem como o fim de um relacionamento ... read more
Liz Phair é uma artista polarizadora. Sua carreira não é sempre a mais consistente, muito menos a mais divertida, mas ela tem álbuns e álbuns. E um deles, é o "Exile in Guyville".
Seu primeiro disco, ajuda a popularizar o movimento de rock feminino na cena underground dos anos 90 - junto com artistas como PJ Harvey - esse disco tem pitadas de lo-fi e indie rock despretensioso. Muito inspirado por suas experiências com machismo e ... read more
Mitski é uma artista continuamente interessante. Todos seus álbuns são bem produzidos e carregam diferentes facetas da artista. Aqui, não é diferente, sendo um dos melhores discos da última década.
Um deleite para quem quer conhecer a artista e sua discografia abrangente, ela aposta em um projeto mesclando pop, punk e indie rock, a artista consegue se manter coerente durante todo o tempo de duração. Um disco cheio de ... read more
Depois de um divórcio turbulento, P!nk decide fazer um disco mais focado em suas emoções, frustrações, vingança e melancolia. É um disco clássico na sua carreira, apesar de clichê e nada inovador, traz um hit maior que o anterior e acrescenta faixas menos debochadas.
Nas faixas "I Don't Believe You" e "Funhouse", P!nk aborda seu divórcio de duas formas. Ela mostra que consegue seguir em frente, mas ... read more
Uma coleção de canções confortáveis, bem produzidas, que usam a filosofia tão comum e normal nos projetos do duo, ao mesmo tempo que acrescentam um gostinho a mais.
Não é novidade alguma que o duo sempre entrega alguma coisa diferente em seus álbuns, mas aqui, isso é elevado a outro nível. Um disco que mesmo não sendo extremamente multifacetado, continua a mostrar que a capacidade deles em compor músicas ... read more
Um de seus discos mais famosos, Eliott consegue transformar a dor do vício em canções lindas e tranquilas, que falam diretamente com você e contém uma produção lo-fi com indie rock, sendo um álbum de transição na sua carreira (além do último lançado de forma independente).
Seja na melancólica "Between the Bars" - uma conversa entre Smith e o álcool - ou na divertida e sombria ... read more
Quando você entra em um álbum esperando uma coisa, e é recepcionado com algo completamente diferente, é um deleite. E esse é exatamente o caso desse disco. Eu estava esperando um folk, mas fui surpreendido por esse pop-indie-rock com letras ansiosas.
Amor é um tema presente no álbum, nas mais diversas maneiras que possa se interpretar a palavra, inclusive de desconhecidos ("Elevator Operator") e amor incondicional - nem sempre sadio - ... read more
No seu novo álbum, Avril retorna as suas raízes punk-pop-rock, se firmando como uma rainha definitiva do gênero ao mesmo tempo que não apresenta muita novidade além do que era feito nos anos 2000.
O álbum aparenta ser um amontoado de ideias musicais e líricas que são 8 ou 80. Em certas horas, beiram o cringe (como a clichê "Bois Lie") e outras, acabam sendo mais interessante ("Bite Me" é um ótimo ... read more
Uma banda de rock interessante, onde suas composições são poéticas, esperançosas, românticas e tristes, ao mesmo tempo. Mas, tudo isso embalado por canções leves e fluidas (apesar de cansativas, em certos pontos).
The War on Drugs sempre teve um nome interessante, sempre me cativou. Porém, faltava achar um projeto que não fosse longo nem com muitas faixas, e decidi por esse. De imediato, você pensa que será um ... read more
Num primeiro registro antes do seu grande sucesso, ROSALÍA não impressiona por outras coisas além de sua qualidade vocal e sua habilidade de construir músicas mais clássicas usando o flamenco como base.
Nos seus 49 minutos, é um álbum que não traz nada de novo para a conversa, sem muitos destaques e incrivelmente monótono. Geralmente, álbuns tranquilos são uma ótima pedida, ainda mais quando um artista quer ... read more
Um álbum que serve tanto para apresentar Milton para um público internacional, como para mostrar um lado conceitual do artista, acaba por ser um pouco cansativo e monótono.
É um disco simples, muito silencioso e matutino. Porém, não tem muitos destaques, as canções não são tão empolgantes - tirando as em português, que são lindas, como "Os Povos (The People)" - mas cumprem seu propósito, ... read more