De certo modo, entristece-me afirmar que o novo projeto do Niall acaba por, infelizmente, reafirmar seu constante apelo a narrativas adolescentes, muitas das quais ele se esforça para sustentar desde quando era membro do One Direction.
É interessante como sua escrita facilmente se equipara à de nomes como Ed Sheeran e Justin Bieber e, claro, isso não deveria soar como algo negativo. No entanto, projeto após projeto, muito de seu estilo próprio parece ... read more
A garotinha cresceu!
Após presentear o mundo com o SAWAYAMA, o retorno de Rina à sua versão mais nova parece ser a base que norteia as principais direções de Hold The Girl e, de certo modo, isso apenas a reforça como uma artista que sabe muito bem onde quer pisar.
Toda a parte mais “glamurosa” e estilizada do disco anterior parece ter sido deixada de lado por um instante. Aqui, Rina dialoga de forma mais precisa com sua ancestralidade, ... read more
Reboot cultural.
Trazendo muito dos anos 2000 para o jogo, SAWAYAMA delimita seu senso de identidade em uma miscelânea de sons que bebem da nostalgia, mas a utilizam à sua própria maneira, revisitando algo que, curiosamente, nunca parece ter sido feito dessa forma antes.
Rina Sawayama abraça gêneros como o nu metal e o R&B contemporâneo de uma forma muito singular, proporcionando a ambos uma atualização mais do que necessária. ... read more
Marcou vidas.
Em uma época em que o hyperpop parecia uma lenda urbana, Charli firma sua primeira parceria direta com SOPHIE em uma miscelânea de ritmos eletrônicos e vanguardistas que, anos depois, alçariam voo até o mainstream.
A má recepção de Vroom Vroom na época de seu lançamento já é prova viva de como o revisionismo e o caráter visionário de certos artistas costumam ser colocados em xeque. ... read more
Ah, não é tão ruim assim.
Barulhento e romântico. É impossível revisitar Sucker hoje com o mesmo olhar de seu lançamento, pois se antes ele já soava como o trabalho mais “limpo” da Charli, agora parece ainda mais convencional diante do que ela viria a construir com a expansão da PC Music. Ainda assim, “Boom Clap” permanece como um hino geracional — e o álbum ainda guarda alguns momentos bem ... read more
É a artista do brat?
Abrindo mais uma maratona de discografia — desta vez com Charli XCX, artista que talvez tenha demorado mais do que deveria para ser plenamente reconhecida pela dimensão de sua visão estética e pela maneira como constantemente esteve à frente de seu tempo.
Falando sobre True Romance, é fascinante perceber como sua estreia já surgia carregada de personalidade. Desde aqui, Charli demonstrava familiaridade com a ... read more
Um retorno às “origens”.
Não é novidade que o pop punk e o pop rock tenham passado por uma forte revisão após a virada da década, e, dentro desse movimento, Avril Lavigne revisita suas raízes de maneira bastante confortável em Love Sux, explorando as possibilidades de um som barulhento, energético e ainda extremamente acessível.
Lembro de acompanhar de perto o lançamento do álbum e todo o ... read more
Head Above Water é um álbum que, em sua essência, carrega um amadurecimento evidente em perspectiva, vulnerabilidade e luta pela vida após os anos em que Avril Lavigne enfrentou a doença de Lyme. Ainda assim, mesmo com sua abordagem mais introspectiva e emocionalmente carregada, parte considerável de seu potencial parece permanecer aquém do que poderia alcançar.
A dualidade entre narrativas e direcionamentos sonoros talvez seja justamente ... read more
Virou bagunça.
Sempre enxerguei Avril Lavigne como um projeto que buscava reunir diferentes elementos já explorados por Avril ao longo da carreira — e, de fato, esse direcionamento é seguido quase ao pé da letra.
A miscelânea de gêneros musicais aqui é, no mínimo, intrigante. Em determinados momentos, o álbum flerta diretamente com a desordem ao transitar entre canções dramaticamente confessionais e verdadeiros ... read more
Ela não é mais uma garotinha.
Dentre seus primeiros projetos, sempre gostei de enxergar Goodbye Lullaby como um verdadeiro álbum de transição — talvez o trabalho que melhor evidencia o amadurecimento artístico e lírico de Avril Lavigne até então.
Após uma sequência de grandes hits marcados pela explosão pop rock de sua imagem juvenil, Avril reveste aqui sua sonoridade com um pop mais melódico e ... read more
É rock é?
E foi aqui que tudo mudou. Entre as várias transformações que marcaram a primeira década dos anos 2000, a guinada de Avril Lavigne em The Best Damn Thing ainda soa particularmente impactante.
Deixando para trás parte do apelo grunge/pop rock que definiu sua estreia, Avril abraça aqui uma persona muito mais pop, irreverente e caricatural, sintetizando a rebeldia juvenil em instrumentais explosivos e em uma postura que ... read more
Será se ela morreu mesmo?
Dentro de todo o imaginário construído por Avril Lavigne ao longo de sua carreira, Under My Skin talvez seja o álbum que melhor evidencia um amadurecimento não apenas em sua escrita, mas também na maneira como ela começava a enxergar a si mesma enquanto artista.
Ainda que nada aqui soe tão revolucionário quanto a estética visual que acompanhou a era, o disco permanece surpreendentemente resistente ... read more
É a anti-Britney Spears!
Começando mais uma maratona por aqui — e, em um domingo chuvoso, nada mais apropriado do que revisitar a curiosa trajetória de Avril Lavigne, uma das artistas que mais marcaram minha infância.
Falar sobre Let Go é algo curioso, não apenas por seu legado e pela resposta contracultural que representou dentro do mainstream da época, mas também porque, passados mais de vinte anos, muito pouco dele parece ... read more
Terminando a revisão da carreira de Florence com o seu álbum mais recente, e possivelmente o mais importante para a própria.
Everybody Scream é um projeto que nasce da dor, mas que a ressignifica à sua própria maneira. Florence Welch sempre demonstrou uma capacidade singular de transformar experiências pessoais em arte, e aqui isso volta a acontecer com enorme sensibilidade.
Dor, cura e feminilidade atravessam a jornada de Florence Welch na ... read more
É nesses momentos que se percebe como o isolamento e a ansiedade podem conduzir o ser humano à loucura.
Dance Fever apropria-se do movimento como uma forma de dar sentido à própria existência. Concebido durante os anos pandêmicos, o álbum encontra inspiração direta na choreomania — fenômeno registrado na Europa do século XVI em que grupos de pessoas dançavam compulsivamente até a exaustão e, em ... read more
Senti que precisava revisitar este álbum e, de fato, consegui digeri-lo muito melhor nesse segundo contato. Gosto da maneira como a Annie parece sempre atualizada diante das demandas e transformações do mercado musical, mas sem jamais abrir mão de um senso de autenticidade muito particular.
A aproximação mais direta com o art rock dialoga perfeitamente com sua estética, ampliando ainda mais o caráter performático e dramático ... read more
Confesso que, com o passar dos anos, fui percebendo o quanto fui injusto com High as Hope. Durante muito tempo, enxerguei-o como o “patinho feio” da discografia de Florence and the Machine, quando, na realidade, talvez ele seja apenas o álbum mais distante dentro de tudo aquilo que aprendemos a reconhecer como Florence.
Definido pela própria Florence Welch como um “retorno à normalidade”, torna-se evidente que, após três projetos ... read more
Luto, dor e reconstrução; por Florence Welch.
Nunca me parecerá exagero definir How Big, How Blue, How Beautiful como o álbum que verdadeiramente abriu as portas do universo musical para mim. Foi a partir dele que passei a compreender discos não apenas como compilações de faixas, mas como obras atravessadas por influências, experiências e sensibilidades capazes de conferir verdade, singularidade e potência a um projeto ... read more
E que dê início a cerimônia dos mortos.
Ceremonials é, de fato, uma experiência sonora. Diante da expectativa criada para o sucessor de Lungs, Florence dá forma a uma noite repleta de sentimentos, conflitos e confissões, cercando o ouvinte com instrumentais catárticos e arranjos fortemente influenciados pelo pop barroco e pela música gospel.
Sonoramente, este foi o álbum que a consagrou como uma voz ativa dentro do pop barroco ... read more
Um grito a plenos pulmões.
Começando uma nova revisão de carreira — e, desta vez, é claro que eu não poderia escolher outra artista senão Florence Welch, uma das minhas favoritas até hoje.
Não vou mentir, revisitar Lungs já era algo necessário há bastante tempo. Foram poucas as vezes em que me peguei escutando o álbum por completo, visto que seus singles acabaram se consagrando como algumas das ... read more