Um storytelling muito competente, que te prende na forma como as narrativas são colocadas. As músicas funcionam bem para mim, mas de forma individual. Já como álbum, se torna um pouco maçante. Ainda assim, não parece tão velho quanto realmente é e consegue transmitir uma mensagem sem muitos artifícios ou parecer pedante.
O que eu tiro de bom aqui é a produção que, por vezes, empolga e traz alguns elementos que poderiam ter efeito em um álbum mais promissor. Dito isso, “Dots & Loops” é a pau molice em forma de álbum. Ao mesmo tempo que não incomoda, ele parece muito igual quase o tempo inteiro, o que torna a experiência cansativa. Pra completar, ainda tem uma música de 17 minutos (!!!) que só atrasou o tão esperado fim do ... read more
Por vezes essa diva me lembrou a Joni. É um projeto detalhista e que traz consigo uma verdade muito visível, sem tentar parecer ser algo maior do que é. Consegue criar uma atmosfera única e bonita, te inserindo nela de forma muito competente.
MARATONA AOTY GRAMMY - 36th Grammy Awards
Infelizmente, nunca assisti ao filme “The Bodyguard”. É uma obra que tenho vontade de ver e que está na minha lista faz tempo, mas ainda não consegui parar para ver. Minha review é para o álbum, sem levar em consideração o contexto do filme. Devo dizer que como álbum é um tanto bagunçado. As primeiras músicas interpretadas por Whitney são clássicos, ... read more
O primeiro álbum solo de Gal Costa é classudo até dizer chega. Quando um artista só canta músicas compostas por outros artistas raramente me agrada, já que há uma tendência a ser algo sem personalidade e com a cara de quem escreveu. No entanto, a intérprete é ótima em impor sua própria identidade, nunca me remetendo a Gilberto Gil ou Caetano Veloso. Existem momentos que acabam indo para um lugar um pouco ... read more
Não sabia o que esperar pois não conheço essa artista, mas ficou ok. Ela atira para vários lados e acaba parecendo cópia das girlies dos anos 80. A voz um tanto afetada me distraiu um pouco em alguns momentos. Ainda assim, ta na média, faz sentido para a época.
A diva inspirou muito aqui. Apesar da voz catarrada por conta do abuso de drogas, Janis exalou personalidade e é isso que a deixou tão marcada na música, mesmo tendo partido tão cedo. “Pearl” é um álbum que reflete a época que foi lançado e não soa datado, e sim um clássico.
Gostaria de ter curtido mais, mas ficou aquém. Tem seu valor de autenticidade e destaca, novamente, a teatralidade de Kate, a qual não sou muito fã. Em determinados momentos a voz miada da artista me incomodou um tanto e tudo começou a se tornar um pouco similar.
MARATONA AOTY GRAMMY - 35th Grammy Awards
Imagino que seja um registro especial para quem é fã do artista, mas para mim é apenas mais um entre tantos. É um trabalho minimalista e que tem seu tom pessoal, mas é facilmente esquecível. A sonoridade, mesmo para a época, parece meio antiquada. Talvez conhecendo as canções originais e percebendo as mudanças realizadas nesse registro acústico, eu teria um pensamento ... read more
Little Simz tem muito a dizer e é um prazer poder escutar tudinho. Uma pena que rappers do UK não tenham a devida valorização fora de lá, pois deixa no chinelo a maioria dos rappers americanos. A rapper expressa suas insatisfações e angústias de forma direta e afiada através de um jazz rap, com pé no gospel, muito bem estruturado. Algumas músicas são um tanto longas, mas não pesam, você não ... read more
Gostei de algumas coisas, outras já não muito. Não é algo que me dê vontade de escutar mais vezes, mas fiquei impressionado com a qualidade lírica e as melodias que são muito atraentes e criam uma atmosfera diferenciada, ao contrário da voz que me incomodou um pouco, e talvez seja por isso que eu não tenha muita vontade de voltar aqui mais vezes.
Masterpiece. “Nevermind” é memorável e revolucionário, goste ou não. Se você consegue parar para apreciar e se deixar levar, as sensações que surgem são diversas. É um trabalho muito cativante, cheio de energia, melancolia, raiva e muita atitude. As letras são muito únicas e os instrumentais nem preciso dizer, espetacular. Nada aqui envelheceu mal, e por essas e outras que é um dos maiores ... read more
Entendo as comparações relacionando com os álbuns anteriores, é algo inevitável, mas eu teria que dar uma volta gigante aqui pra dizer que esse álbum não é bom. Tem tudo que ele precisa para fazer funcionar. Existem algumas faixas que não dizem muita coisa, mas isso tem até no Thriller. O mais importante é como Michael fazia tudo isso funcionar com muito estilo e personalidade, de um jeito divertido e único. ... read more
MARATONA AOTY GRAMMY - 34th Grammy Awards
Natalie Cole entrega o que tem de melhor em um álbum classudo. Os vocais da artista se encaixam como uma luva nas melodias de jazz. “Unforgettable… with Love” é bom para um momento de relaxamento ou para ficar curtindo a música ambiente. As 22 faixas pesam um pouco, ainda mais levando em conta que é basicamente um álbum de covers, então não há muito da artista para ser contado ... read more
Gostei de como voz, instrumentos e todos elementos aqui se encaixam, dá uma ambientação legal e que me manteve interessado. Ainda assim, faltou algo para mim. Tem momentos que a música dá uma sensação incrível, mas em outros parece tão vazio. Talvez escutando mais vezes eu consiga apreciar mais.
Definitivamente não escutaria de novo, há pouca coisa aqui que me chame atenção. Ainda assim, não é ruim e tem seu apelo para um público mais específico.
Funciona bem, mas acho que envelheceu um pouco mal. Começa de forma muito interessante, mas as batidas downtempo acabam ficando um tanto mais do mesmo, ficando cansativo, com uma aparência de música ambiente de loja de shopping. A voz da vocalista é agradável e casa bem com o resto. That’s all.
“Sons mais irritantes do mundo” *google pesquisar*. Nossa, o que rolou aqui? Tem momentos que separadamente funcionam super bem, mas tem outros que sem condições. A produção é brilhante por vezes, porém, toda vez que a artista tenta ser barulhenta, fica insuportável. É um álbum diferenciado, mas nem sempre de forma positiva.
MARATONA AOTY GRAMMY - 33rd Grammy Awards
A única coisa que eu sabia sobre Quincy Jones era que ele foi um produtor de grande importância na carreira de Michael Jackson, logo, não tinha muita ideia do que esperar em um trabalho como artista principal. Felizmente, o resultado foi positivo. Apesar de nem tudo ter envelhecido tão bem, “Back on the Block” brilha exatamente onde Jones tem maior aptidão: na produção. O álbum mescla ... read more
Grande álbum. Consegue misturar o regional com o não regional, fazendo algo muito característico, sendo cheio de personalidade, bem escrito e marcante. Não conheço tanto da obra de Zé Ramalho, mas aqui ele foi artista demais.