É tão leve e cheio de sentimentos. A voz de Natalia é agradável e dá as nuances certas que cada canção precisa. Músicas como “Estoy Lista” proporcionam momentos quase terapêuticos. Nem todos os momentos chegam nesse nível, mas também nunca se perde. Bem agradável.
É um álbum cheio de abstrações e que fugiu da sonoridade que a banda já havia apresentado até então. É arriscado e poderia acabar flertando com o pedante, o que não acontece. É sim pretensioso, mas não é só pretensão por pretensão. É a execução de algo criativo, a frente do seu tempo e cheio de camadas. É algo que se não fosse feito por eles, não ... read more
É um álbum que conduz bem um misto de emoções através de letras e instrumentais poderosos. É deprimente o suficiente para me dar uma sensação amarga ao fim da audição, mas não num mau sentido. Me fez sentir algo, mesmo que triste, e me proporcionou uma experiência marcante.
MARATONA AOTY GRAMMY - 28th Grammy Awards
Essa é para os românticos! Tendo em vista os últimos vencedores dessa categoria e a imagem que tenho de Phil Collins, tava esperando baladinhas aguadas. Felizmente fui surpreendido, pelo menos até certo ponto. O álbum não é inovador, mas cumpre bem seu papel, sendo contagiante e do tipo que te faz cantar junto. As letras, em sua maioria, são bem lugar comum sobre estar apaixonado. Quando sai disso, ... read more
Não tenho lembrança de já ter escutado algum álbum inteiro da Dolly, então posso dizer que foi uma ótima primeira experiência. Até em momentos menos impressivos, a artista se faz muito presente. A versão de Whitney do clássico “I Will Always Love You” é muito memorável, mas a de Dolly também é, e de uma forma diferente. Ótimo álbum.
Nada como um country raiz! Em “Wide Open Spaces”, as ex Dixie Chicks utilizam de todos os artifícios que um country mais tradicional tem, fazendo um crossover com pop, sem nunca perder a identidade ou soar artificial, e com country sempre se sobressaindo. A harmonia entre elas e o uso de instrumentais sempre chamam atenção nos trabalhos do trio e aqui não é diferente. É um álbum sólido e competente em sua proposta. É ... read more
O que mais me agradou aqui é que é um álbum que soa honesto em suas composições e singelo em sua produção, conseguindo sair de uma zona básica. Há uma mescla de gêneros que funciona na maior parte do tempo. Para fãs do gênero, creio que esse álbum seja um grande influenciador e atrativo. Para mim, é algo para se admirar, mas não tão convidativo à primeira escuta. Momentos como ... read more
Começa minimamente interessante, mas, sem muita demora, vai para o mesmo lugar comum de Carrie Underwood. Minhas reviews para os álbuns dela serão sempre iguais, então não há muito o que dizer aqui. Único adendo é que tava jurando que era álbum do início dos anos 2010 por causa dessa capa estilo Kesha na época que usava o $, mostrando que até o conceito é datado.
MARATONA AOTY GRAMMY - 27th Grammy Awards
Sei que essa questão de ser bom ou ruim pode seguir critérios diferentes para cada pessoa e pode acabar sendo algo mais de percepção, porém, uma coisa que venho reparando nos vencedores dos anos 80 é que são projetos populares da época, mas muito comuns. As produções são apenas operantes, as composições não tão inspiradas e às vezes puxando ... read more
Anos atrás, quando comecei a ter mais vontade de conhecer artistas do hip-hop, Drake foi um dos primeiros rappers que floodei. Esse álbum e o “Take Care” foram escutados à exaustão e é incrível como as coisas mudam, pois agora chega a dar um mal estar pensar que tô dando meus centavos para esse desgraçado ao escutar qualquer coisa dele. Antes de ser um artista medíocre, Drake entregou o “Nothing Was The Same”, ... read more
Lembro do Dave cantando “Black” no Brit Awards e os pelinhos do braço chegam a arrepiar. Eu, assim como qualquer pessoa normal, fiquei vidrado, tocado e quase sem reação. É assim também que “Psychodrama” me deixou. Mostrando força e, ao mesmo tempo, muita sensibilidade, o rapper entrega um debut sólido, com sonoridade atual e com muita personalidade, contando de forma impressionante seus relatos. O artista se faz ... read more
Sou muito fã do trabalho do grupo e acredito que Saturation III seja o ápice da trilogia. É um álbum com nuances, cheio de energia e bem executado. São tantos membros e mesmo assim não vira uma bagunça ou organizadinho demais. Isso exige talento e visão artística, e isso eles possuem de sobra. As letras são divertidas, mas não superficiais. Conseguem também expressar indignação e ironia sobre ... read more
Fui mais a fundo na obra de Mac ano passado, onde escutei esse álbum pela primeira vez. É interessante acompanhar a evolução nos álbuns e como “Watching Movies With the Sound Off” é um grande passo a frente do trabalho anterior. Bem produzido e com letras afiadas, Mac se mostrou um artista promissor em um hip-hop não tão convencional, mas que se encaixava perfeitamente a ele.
MARATONA AOTY GRAMMY - 26th Grammy Awards
“Thriller” é um dos maiores clássicos de todos os tempos, isso é fato. No entanto, será que faz jus ao hype que recebe? O álbum começa com a contagiante “Wanna Be Startin' Somethin'” que lembra o projeto anterior de Michael. Já na primeira faixa você já é transportado para o álbum e quebra qualquer barreira que te impeça de ter um bom momento ... read more
Tem momentos apreciáveis, mas como projeto que deveria ser em conjunto, não funciona. O que fica parecendo na maior parte das vezes é que cada um fez sua parte, mas não há uma conexão entre essas partes. Considerando que eles são um casal e que são dois artistas muito talentosos, esperei algo diferente. Tem uma boa produção e gosto da sonoridade proposta, mas faltou ser marcante.
Alicia Keys marca sua estreia no mundo da música em grande estilo com “Songs In A Minor”. O debut consegue transmitir a essência da artista e também seu grande talento. É maduro e ao mesmo tempo consegue ser jovial, com sonoridade classuda e que me surpreende ter feito tanto sucesso na época. Talvez por estar acostumado com ~a geração tiktok~ definindo qualquer música ‘fácil’ de qualidade duvidosa como ... read more
“Kala” é o álbum da M.I.A. que eu mais simpatizo num conjunto da obra. A artista é muito única e sempre coloca muita autenticidade em seus trabalhos, e isso fica explícito nesse álbum. A produção é afiada e soa como uma bagunça, mas uma bagunça organizada, polida o suficiente para ser palatável. Há momentos de destaque como “Bird Flu”, “XR2” e “Come Around”, ... read more
“Sensual World” capta bem a artisticidade de Kate Bush. Já havia dito na review do “Hounds of Love” que o estilo dela não me apetece muito, mas consigo admirar o que ela faz/fez. Teria sido uma nota maior se não tivesse me cansado tão rápido. Toda essa teatralidade faz parecer um tanto milimetricamente pensado, o que às vezes é bom, mas por vezes parece carecer de emoção. “Love and Anger” e ... read more