Não é um trabalho muito inspirado em todos os sentido possíveis, mas achei que seria bem pior, tendo em vista abcdefu, que é o covid em forma de música. Gayle vai precisar de bem mais que isso para se firmar na indústria, ao invés de ser só mais uma one hit wonder. Talvez funcione com um público específico, para mim é apenas fraco.
O auto-intitulado álbum de estreia do duo Wet Leg é, sem dúvidas, um debut muito competente. Com bons riffs, letras divertidas e bem escritas, e uma produção que se destaca entre álbuns do gênero, Wet Leg mostra, antes de qualquer coisa, muita personalidade. No entanto, não peguei muito o hype. Achei divertido enquanto durou, mas foi isso, não teve algo que realmente me deixasse impressionado de alguma forma.
Meghan Trainor resolve voltar a sonoridade que a deixou famosa com o “Title”, porém sem trazer nada de novo. “Takin’ It Back” soa apenas como uma extensão do debut, sem o mesmo apelo, afinal, não é mais uma novidade. Existem momentos que de forma individual são apreciáveis, mas como conjunto acaba sendo repetitivo e sem muita identidade. Uma cópia de si mesma. O melhor momento é “Final Breath” que ... read more
MARATONA AOTY GRAMMY - 20th Grammy Awards
Eu amo Fleetwood Mac e amo o “Rumours”, então é difícil ter maior imparcialidade quando se trata de algo tão significativo para mim. Eu gosto da simplicidade da escrita, mas que mesmo assim entrega o que precisa entregar, ainda mais considerando a história por trás da obra. Músicas que te fazem relaxar, refletir, se conectar e sentir de várias formas, seja pela ... read more
God killed rock and roll and you killed my eardrums Mr. Urie!
What happened here? I've always had a soft spot for Panic! at the Disco, because despite the mistakes, it's a band that delivered authenticity in their successes. However, this album is a mess, an uncoordinated screaming, amateurish job. The songs are very similar and strident, sometimes resembling commercial advertising jingles, with Urie screaming more than usual. Disappointing and one of the worst this year.
Envelheceu bem desde a primeira vez que escutei. “Tell Me That It’s Over” é revigorante, trazendo o que há de melhor no indie rock atualmente. Reforça as qualidades mostradas no “Nothing Happens”, porém eles experimentam mais aqui, elevando o nível do que vinham fazendo. Um dos meus favoritos de 2022.
O conceito pode ser um pouco batido, mas eles seguram as pontas e conseguem fazer algo que tenha a identidade da banda e sem soar cansativo. Um bom álbum pop e bem subestimado.
Após Luke Hemmings lançar um sólido projeto solo, 5 Seconds of Summer volta com um trabalho mais maduro do que os anteriores do grupo, ainda assim, faltou um tempero. A essa altura da carreira, na minha opinião, seria mais interessante investir em algo mais diferenciado e deixar de lado qualquer resquício do pop rock da época teen. Tem alguns momentos que se destacam, mas o excesso de faixas cansam a experiência.
MARATONA AOTY GRAMMY - 19th Grammy Awards
“Songs in the Key of Life” é considerado o magnum opus de Stevie Wonder e consigo entender o porquê. É um álbum que abrange assuntos diferentes, indo do romântico ao político, sendo honesto em suas intenções e com uma energia que só o artista é capaz de colocar para fora. Stevie esteve em seu auge artístico nos anos 70 e aqui não é diferente. No ... read more
Durante o show no Coachella, Brockhampton faz o anúncio de um álbum final. Para quem acompanha o grupo, sabe que confiar em qualquer coisa que Kevin Abstract diga é loucura. Ainda assim, após alguns meses, foram lançadas músicas desse novo álbum. O estranho era que as músicas eram todas solos do Kevin, o que começou a gerar rumores de que o álbum final seria apenas do Kevin. Os rumores foram ~confirmados~ quando “The ... read more
“The Family” é bem produzido, mas ao mesmo tempo falta substância. As músicas super curtas parecem, por vezes, inacabadas. As ideias estão ali e são boas, mas falta explorar mais. É um álbum de encerramento do grupo, porém apenas Kevin está aqui, o que é um pouco frustrante. As letras são afiadas e pessoais sobre, principalmente, a relação dos membros e isso eleva muito o material.
Pra que isso, meu menino? Na primeira música eu pensei “ah, é ok, bem basicão”, na terceira pensei “puts, decaiu” e na última pensei “que porra foi essa que eu escutei?”. É um trabalho ruim, com exageros demais e qualidade de menos. Post Malone já entregou momentos divertidos em sua discografia, mas esse aqui não foi um deles.
JID executa suas rimas de forma muito cativante e é fácil ficar entretido no que o rapper tem a dizer. Ainda assim, achei que faltou um pouco de substância e aprofundamento para ser mais marcante. O grande trunfo aqui é o ótimo flow do artista e a produção que é de primeira.
MARATONA AOTY GRAMMY - 18th Grammy Awards
HE’S SO CRAZZZZZY! LOVE HIM!!!
This is a very cohesive and well-written album, and it goes by fast. Although simple, it manages to evoke good feelings and doesn't sound lazy.
The album received wide acclaim when it came out, but it hadn't hit me. So I wanted to listen one more time to see if the perception would change. I found it better than the first time, but the problems are still there. Taylor is an artist who has good moments and has been delivering very interesting works like "Folklore", but here it seems uninspired. The first four tracks flow well, but from there it starts to get a little repetitive and on automatic. The lyrics are exactly what has ... read more
Único álbum da Charli que escutei por inteiro foi o “Charli”, e foi uma experiência... diferente. Então a expectativa aqui não era das melhores. No entanto, a primeira parte de Crash é um pop gostosíssimo que tenho certeza que vai crescer mais pra mim com o tempo. Enérgico e inspirado, ainda que tenha um pouco de exagero na voz robótica algumas vezes. A segunda metade dá uma queda e não se recupera ... read more
Esse álbum é a verdadeira definição de entregou tudo sem prometer nada. Tem raríssimas músicas na discografia da Camila que eu goste, então quando Don’t Go Yet saiu foi uma surpresa, pois de cara chamou atenção pela qualidade. “Familia” segue um conceito sem soar forçado ou desesperado. Parece, de verdade, um trabalho que ela queria muito fazer. Não é inovador, mas nem tenta ser, não sei ... read more
“Giving the World Away” tem uma vibe meio anos 90, algo meio Cranberries em seus momentos mais pop, e também soa atual como Wolf Alice. É bem produzido, cria uma atmosfera interessante e convidativa, com letras inspiradas o suficiente. Tive uma boa primeira impressão dessa artista.
MARATONA AOTY GRAMMY - 17th Grammy Awards
“Fulfillingness’ First Finale” é o segundo álbum de Stevie a ganhar o prêmio máximo do Grammy e demonstra o ápice artístico e de sucesso do artista. Vindo do excelente “Innervisions”, fiquei curioso para saber se Stevie iria conseguir elevar ainda mais o nível nesse álbum. Apesar de eu ter preferido o “Innervisions”, existem aspectos aqui que eu apreciei ... read more
O novo projeto de Rauw Alejandro consegue fazer algo com identidade ao mesmo tempo que não foge completamente do reggaeton que está em alta. O álbum segue um conceito e consegue se sustentar bem em sua maior parte. “SATURNO” mostra a evolução de Rauw como artista.