Pra quem assim como eu ta acostumado a Gio explorando ritmos num viés de Art Pop talvez estranhe o seu mais novo trabalho. Gio sempre foi marcado por uma certa melancolia na voz acompanhada de sintetizadores atmosféricos que faziam uma ponte entre passado e futuro, e em Carnaval eu chego lá o artista se apresenta solar e ritmado.
Aqui o artista reinterpreta as canções de Ederaldo Gentil, nome importantíssimo do samba e carnaval baiano, trazendo sua voz ... read more
Lauryn Hill comenta que a des-educação apresentada como conceito desse álbum nada tem a ver com ser rebelde ou má aluna, mas sim sobre se esvaziar dos sonhos e projeções que outras pessoas colocam em você e se munir apenas daquilo que é, de fato, seu.
O projeto é uma jornada sobre luto, maternidade e consequências da fama. Tudo isso dentro do contexto escolar, onde as ideias ainda estão em formação. Me ... read more
divertido em alguns momentos, com certeza um belo avanço em relação ao ultimo trabalho mas tem um começo bem arrastado.
Com participação de fortes nomes tanto nas letras quanto na produção (Ana Frango Elétrico, Negro Léo, Juçara Marçal, Os Fita, Kiko Dinucci), Colinho é praticamente um manifesto sapatão.
O registro passa, horas mais romântico, horas mais direto, por vertentes de amor, pincelando também debates sobre gênero e sexualidade. Maria Beraldo mantém seu já conhecido e inteligente jogo de palavras e ... read more
eu amo como eles usam o reverb pra criar uma vibe shoegazey, mas acabo achando o primeiro trabalho mais impactante
DISCOGRAFANDO JANET JACKSON #11
Esse é o que o 20 Y.O tentou ser e não conseguiu. Aqui a produção acontece de forma mais inteligente, mais comedida e mais atemporal. As músicas revisitam todas as fases da artista fazendo uma ode a carreira dela.
Destaque especial para a voz de Janet, aqui mais madura, mas muito bem masterizada.
DISCOGRAFANDO JANET JACKSON #10
Esse álbum embora também tenha sido estragado pelo Dupri caminha numa direção que faz mais sentido pra Janet. Acho que o grande problema aqui é que essa estética do R&B meio "timbalandica" é datada demais.
Penso que quem acompanhou essa tendencia talvez não tenha se dado conta de que ela não envelheceria bem, mas ao mesmo tempo lembro que algumas pessoas investiram recentemente no ... read more
DISCOGRAFANDO JANET JACKSON #9
O principal problema desse álbum é a descaracterização do que a gente já conhece de uma das maiores artistas que o pop já viu. O dedo podre do Dupri realmente pode ter sido o grande responsável por tornar esse registro um trabalho insosso e genérico que poderia ter sido entregue pra qualquer nome que estivesse tentando ascenção na época.
Os beats são extremamente datados e as ... read more
DISCOGRAFANDO JANET JACKSON #8
Há quem diga que se não fosse o incidente no SuperBowl e os boicotes promocionais que o álbum recebeu por consequência disso o desempenho dele teria sido bem melhor. E eu confesso que to nesse time.
É mais um álbum bem sólido e certeiro. Gosto das letras mais explícitas. Gosto também dele ir pra uma linha mais high tempo mesmo sendo um álbum mais desacelerado. Vocês (a crítica) ... read more
DISCOGRAFANDO JANET JACKSON #7
Não vejo essa grande queda que dizem ter sido depois de Velvet Rope. É um álbum sólido e seguro de onde quer chegar. Os únicos pontos que me pegam é que a proposta era ser um álbum mais alegre em contraponto ao anterior, mas não vejo isso tão bem explorado aqui.
O uso de sons orientais também parece algo solto, que carece de mais pesquisa pra que seja uma adição orgânica, ... read more
DISCOGRAFANDO JANET JACKSON #5
Eu gosto muito desse movimento que as grandes artistas pop flertaram com o Trip Hop no início dos anos 90. Madonna, Kylie Minogue, Björk, todas de alguma forma utilizaram o flerte do gênero pra falar sobre amor a partir de suas perspectivas.
Janet escolheu o caminho da reafirmação. O que torna esse álbum interessante é o fincar em sua própria história e imagem, a ponto inclusive de abrir mão da ... read more
DISCOGRAFANDO JANET JACKSON #4
Get the point? Good, now let's dance!
É fascinante ver a potência que uma artista pode tomar quando ela mesma se coloca nesse lugar de referência. Ao bater o pé com a gravadora pra não criar uma segunda versão de Control, Janet investe em fazer uma obra política e conceitual para falar de problemas urgentes e aqui ela cria provavelmente um de seus trabalhos mais completos.
Tocar em urgências sociais, ... read more
DISCOGRAFANDO JANET JACKSON #3
Quem diria que se aprofundar nas próprias características da artista fariam ela ter um dos registros mais históricos da música pop não é mesmo?
Curioso (ironia) que nesse processo que me coloquei de estudar a discografia de grandes artistas da música pop os primeiros álbuns sempre são o desespero de uma gravadora lançar um novo nome no mercado, na maioria das vezes reproduzindo ... read more
DISCOGRAFANDO JANET JACKSON #2
Se o debut peca pela falta de personalidade e o desespero de soar comercial, o segundo trabalho se afunda ainda mais nessas ideias.
Um álbum majoritariamente produzido por Giorgio Moroder e Petter Bellote, grandes nomes dos anos 70, mas que com certeza devem esconder esse registro de seus currículos. Foram as linhas de synth mais cafonas que eu já vi um álbum ter e olha que estamos falando de uma década que praticamente tudo ... read more
DISCOGRAFANDO JANET JACKSON #1
Entendendo o contexto do álbum o que faz ele ser desagradável é o desespero que ele imprime pra lançar Janet no mercado.
É uma hipérbole do pop oitentista mas que não tem nenhum resquício de personalidade da artista. É o trabalho de faculdade que você só vem assinar o nome ou segura o cartaz.
O Sam é a prova viva de que não existe gênero musical ruim se você trabalha as referências de forma certa.
Fazem uns anos que pelo menos na cena eletrônica do Brasil o Tech House tem sido usado como termo pejorativo dada a falta de substância, a plasticidade e a higienização que todo trabalho em torno disso ganhou. A vertente lota as pistas mais brancas heteronormativas e classe média alta do país, com ... read more
eu gosto muito de como esse álbum tem uma atmosfera simples mas que passa muito longe de uma produção simplista. são muitas camadas, tudo muito complexo bem feito e bem trabalhado mas que no ouvido soa como algo sereno.
destaques: alesis, how many miles, are you looking up