Consigo entender porque nesse projeto Cícero vinculou a melancolia característica do seu som e a temática praiana, as letras são mais reflexivas do que seus álbuns anteriores, porém, as melodias são mais vivas e trazem um ânimo, como uma superação do eu lírico aos pensamentos trazidos nas faixas.
É inegável que os discos anteriores de Cícero Rosa Lins trazem uma bagagem imensa de poesia e filosofia através de suas letras e melodias ligadas ao MPB/indie rock experimentais que complementam o existencialismo de suas líricas, porém, em Cosmo (2020), poucas das faixas aqui carregam aquele instrumental rico apresentado dos projetos anteriores, as ideias parecem mais esparsas e desconectadas, sem coesão. Meu único destaque aqui é ... read more
he looks like a male version of ethel cain, in this cover
my favorite album from 2024.
meu álbum favorito de 2024.
Esse é o ápice de um álbum que almeja uma utopia, todas as músicas aqui são bem construídas e muito à frente do ano de lançamento (2003) desse magnum opus do Sweet Trip, meticulosamente as mentes por trás desse projeto planejaram uma imersão extremamente avançada em conceito e musicalidade. Não há experiência como essa daqui.